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Livro: A libélula no âmbar
Outlander - livro 2
 Autor (a): Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance
Páginas: 880 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 
 
        Olá gente! Tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago é do segundo livro da série Outlander, republicado este ano pela editora Arqueiro com a capa da série (gostei muito mais com a capa da série, já que sou mega fã!) Como este é o segundo livro, esta resenha pode conter alguns spoiler do primeiro livro, então se você não quer ser surpreendido com alguma informação indesejada, sugiro não ler esta resenha, mas ler a resenha do primeiro livro da série clicando aqui:
 
 
        Neste segundo livro da série já tomamos um banho de água fria logo no começo das primeiras páginas. De repente acompanhamos a narrativa pela perspectiva de Roger, o filho adotivo do Reverendo muito amigo de Frank, esposo de Claire, e que passou a ser um conhecido bastante próximo da família. Através de Roger ficamos sabendo que o Reverendo faleceu e que na porta da sua casa duas mulheres estranhas (e belas) estão a lhe desejar as condolências.
 
 

 
 
        As duas lindas mulheres são Claire Randon e sua filha Brianna. Quando comecei a ler fiquei perdida, achando que eu tivesse perdido algo no final do livro anterior, porque no primeiro livro Claire ainda está com Jamie e ambos partiram em uma viajem para a França e Claire descobre estar grávida.
 
        Mas aparentemente por algum motivo Claire atravessou de volta as pedras, e está novamente no ano de 1968, com uma filha de vinte dois anos. Passaram-se de repente 23 anos e o leitor vai sendo surpreendido gradativamente com o avançar da leitura e entendendo o que realmente aconteceu.
 
        Claire aproveita a oportunidade de voltar a Escócia para o funeral do Reverendo para encontrar respostas. O leitor vai percebendo ao decorrer da leitura que por algum motivo que ainda não se sabe Claire retorna pelas pedras, volta a viver com Frank e dá a luz a sua filha com Jamie no seu tempo atual. Também vamos sendo pouco a pouco transportados para os sentimentos de Claire e de tudo o que ela escondeu de Brianna até agora, e que deseja lhe revelar. Brianna cresceu a vida toda acreditando que seu pai era Frank. Com a ajuda de Roger, que se tornou um (lindo) historiador, Claire vai procurando por vestigios de sua breve vida a duzentos anos atrás e a cada novo procurar, mais e mais Claire encontra elementos que tudo pelo qual se lembra, realmente aconteceu, apesar de parecer loucura aos olhos de Roger e principalmente de Brianna.
 
        Depois dessa breve introdução, onde a autora nos mata de curiosidade, Claire começa a narrar o que houve após a viagem através do oceano dela e de Jamie em direção à França. É aí que voltamos à narrativa de quase duzentos anos atrás e passamos a entender os desfechos e o porque da partida de Claire, retornando ao seu tempo atual.
 
 
        A vida de Claire e Jamie muda drasticamente na França. Agora estão alojados em uma casa de um dos parentes de Jamie e estão em constante contato com principes e realezas. Há o embate político também, bastante evidente neste segundo livro e o papel primordial que Jamie passa a exercer como líder de uma tropa com desejo de não ser silenciada. Claire também se envolve mais com causas médicas, auxiliando enfermeiras na comunidade local, que também são freiras, no trato de pacientes necessitados.
 
 
        O casal está super conectado neste livro, mais maduro e mais comprometido com causas em conjunto. Mesmo Jamie estando mais concentrado na política e se tornando ausente, Claire sabe preencher seu tempo com o que gosta, que é ajudar os outros e também agora com o bêbe que está por vir. A gravidez vai deixar Claire radiante e vai mudar sua perspectiva de vida.
 
 
        Ainda há o inimigo em comum de ambos atazanando a vida do casal sempre que pode: Black Jack, não se cansa de provocar Jamie, mas desta vez talvez ele também esteja vulnerável, já que vamos presenciar seu irmão ficando muito adoentado e vai precisar suplicar pelos cuidados milagrosos de Claire.
 
        Eu continuo apaixonada por esse romance. Diana escreve muito bem, te deixa havida por mais, não te deixa esperar por nada, ela está sempre criando um novo climax a cada página. Sem contar que ela teve que estudar muito história para escrever esses livros, os elementos históricos são fascinantes e uma delícia de acompanhar. Meu casal favorito da vida é Jamie e Claire, com certeza, e não vejo a hora de saber o desenrolar do restante dos acontecimentos. Neste livro vamos ser lançados à guerras jacobitas, muitos brindes e traições e muita esperteza por lado de nossa querida e irreverente Claire. Mas também vamos colher alguns corações partidos durante o caminho e torcer por dias melhores para todos ao virar a última página. Não vejo a hora de ter as continuações em minhas mãos! Vale muito a pena esses calhamaços!
 
 
Sinopse:
Dois personagens inesquecíveis - Claire Randall e Jamie Frazier - estão de volta com uma história de aventura e amor que atravessa séculos...

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.

O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?
 
 

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Livro: A poção secreta
 Autor (a): Amy Alward
Editora: Jangada / Gênero: Fantasia / YA
Páginas: 368 / Ano: 2017
Skoob Amazon 
 

       Olá pessoal, tudo bem? Hoje a resenha que trago aqui para vocês é de um livro que achei mega fofo e que adorei conhecer! “A poção secreta”, publicado pela editora Jangada, é o primeiro livro de uma trilogia da escritora Amy Alward. Logo que botei os olhos na capa desse livro já me apaixonei, fiquei morrendo de vontade ler. Vocês sabem que eu tenho uma super queda por coisas fofas né? E num tá muito fofa a capa desse livro gente? Pois é, tá sim. Remete a magia, contos de fadas, castelos e é exatamente isso que vamos encontrar nesse livro.

       A protagonista de “A poção secreta” é Samantha Kemi (aqui já revelo para vocês que adorei muito a personagem, me identifiquei demais). Sam é aprendiz alquimista. Sua família é dona de uma das mais tradicionais lojas de poções mágicas da região de Nova. Tradicionais entendam aqui como também “ultrapassada”. Sim, porque os Kemi ainda insistem em usar em suas poções mágicas elementos naturais, diferente dos componentes sintéticos que a grande maioria dos alquimistas passou a adotar de uns tempos para cá, principalmente a Zoroaster, a principal fábrica de poções sintéticas de Nova.
 
       Sam vive em uma batalha interna. Sabe que o avô é um dos melhores alquimistas que já pisaram em Nova, se não em toda a terra, e é ele quem está lhe ensinando a como ministrar poções. Mas também o avô não aceita nada de novo nas receitas e Sam sabe que se eles não se modernizarem também logo ficarão para trás. Está cada dia mais difícil competir com os preços e a rapidez das preparações de poções pelos sintéticos.
 
       Mas parece que um grande acontecimento em Nova vai colocar tudo à prova. Foi convocada uma nova Caçada Selvagem, evento que tinha sido banido pelo atual rei, mas que se fez necessário já que a princesa Evelyn foi envenenada. Ela tomou acidentalmente uma poção do amor e se viu no reflexo de um espelho – se apaixonou imediatamente e perdidamente por ela mesma! A Caçada Selvagem premia o melhor alquimista que conseguir preparar a melhor poção como antídoto para a desgraça que acometeu a princesa. Não será uma tarefa fácil, os convocados terão que provar que são realmente bons. E quando Sam decidi que está dentro do páreo, não imagina que além da pressão de criar a poção mágica perfeita, ela terá que lidar com a presença da convocação de Zain Aster, o garoto mais gato de Nova (e mais irritante), filho do dono da principal concorrente da família Kemi – a Zoroaster.

Um movimento da princesa chama minha atenção. Não consigo desviar o olhar por muito tempo – a presença dela é magnética, envolvente. Tão sutilmente que eu quase não percebo, os olhos dela piscam para o espelho. Ela olha para si mesma por um instante antes de baixar os olhos. Leva as mãos aos lábios, em seguida desliza-os suavemente pela garganta, o tempo todo olhando recatadamente o colo. Então move rapidamente os olhos para cima novamente. E sorri. Ela está flertando com o espelho, e nesse instante, eu descubro a verdade. - Ela está apaixonada por si mesma! – digo quase num sussurro, colando as mãos sobre a boca.

 
       Gente, que livro fofo! Adorei, adorei! Tem mágica na medida certa, tem romance na medida certa e tem muitas, muitas lições sobre lealdade e amizade. A família Kemi é super unida, adorei a personalidade que a autora deu para Sam e para sua família. Dá pra sentir o amor que sentem um pelo outro lendo as páginas do livro, e esse elemento ficou muito aparente e presente para mim do que qualquer outro. Achei que a autora se dedicou bastante a essa sensação de lealdade familiar.

Sinto que estou meio à deriva, pairando fora de controle, enquanto penso no amor pela minha família. A sensação que me envolve é como um cobertor, dando-me a certeza de que nada nunca vai dar errado. Nada pode dar errado. O apoio que me oferecem me causa uma sensação de leveza, como voar numa nuvem que sustenta meu peso. É a melhor sensação do mundo”.

       Sam é uma garota bastante determinada e inteligente, sempre em busca dos seus objetivos não se deixa vencer e não leva “nãos” para casa. Zain também é bem fofo, mas para mim ele teve uma papel mais secundário neste livro. Vamos realmente acompanhar o amadurecimento de Sam como Alquimista, talvez nos próximos livros a autora explore um pouco mais o personagem. Gostei muito também da participação da Princesa Evelyn, ele teve um papel fundamental na trama.
       O livro também traz bastante ação – já que Sam e os competidores precisam chegar nos lugares mais loucos para conseguirem os elementos mais difíceis para uma poção mágica perfeita, então espere muita adrenalina nessa caçada pelo antídoto que vai salvar a princesa (além de uma parente da Princesa que só atrapalha todo mundo para poder pegar para si o trono, caso a princesa venha, hum, a falecer – é gente, não é só na vida real que tem uns parentes doidos por aí hahah).
       Favoritei porque fazia tempo que eu não lia uma fantasia gostosa assim, uma história muito saborosa de ser lida, que traz personagens amorosos e que lutam pelos seus sonhos, que traz elementos mágicos sem soar clichê demais e que me fez ficar com muita vontade de ler as continuações!

É preciso mais do que uma chave para abrir uma porta, menina. Você tem que saber onde está a fechadura”.

 
 
Sinopse:
A Princesa do Reino de Nova toma acidentalmente uma poção do amor, e se apaixona por si mesma! Para encontrar o antídoto que possa curá-la, o rei mobiliza todos numa expedição chamada Caçada Selvagem. Competidores do mundo todo saem em busca dos mais raros ingredientes em florestas mágicas e montanhas geladas, enfrentando perigos e encarando a morte para encontrar a fórmula da poção secreta. Dentre eles, está Samantha, uma garota comum que herdou dos seus ancestrais alquimistas o talento para preparar poções. Esta pode ser a oportunidade para reerguer a decadente loja de poções da família, afinal o mundo todo estará acompanhando a Caçada nas mídias sociais. Será que ela conseguirá descobrir a cura e salvar a Princesa?
 
 
 
Leia os outros livros da série:
 
 
 
 

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Livro: O sol é para todos
 Autor (a): Harper Lee
Editora: José Olympio / Gênero: Romance / Literatura estrangeira
Páginas: 364 / Ano: 2015

 
       Oi gente! Tudo supimpa? Hahaha, minha avó falava assim. Falando em avó, hoje vou trazer para vocês a resenha de um clássico – minha meta para esse ano era conhecer mais e ler mais livros clássicos e fui selecionando alguns já no ano passado que eu gostaria de ler esse ano e o livro O SOL É PARA TODOS sempre figurou na listas dos meus desejados. Juntei o útil, o agradável e o empréstimo de uma amiga, para finalmente ler essa obra primorosa de Harper Lee. E sim, fiquei transbordando de alegria ao ler e ter minhas expectativas, que eram altíssimas, serem alcançadas! Acho que esse é um dos melhores e maiores sentimentos na vida de um leitor. Acho que sempre tive medo de encarar esse livro porque depositei esperanças demais na narrativa. Sabe quando toda a resenha que você lê fala como o livro é “maravilhoso” e, “nossa, que obra”? Pois é! Daí eu fico com um medo de ler e me decepcionar. Mas neste aqui amiguinhos o medo foi mandado embora, porque eu super me apaixonei! Principalmente pela garotinha Scout!

       Para muitos a história já é conhecida – o livro teve sua primeira publicação em 1960 - (tem inclusive um filme do livro, em preto em branco, que eu assisti também logo depois de ler, que ganhou até Oscar) e remete a um período da história que os negros já não eram mais escravos, mas que ainda não eram vistos com bons olhos pelos brancos.

       Esse período ainda triste e cruel foi assistido pelos pequenos olhos questionadores de Scout, a filha mais nova do advogado da cidade Atticus Finch e irmã de Jem, um garoto igualmente peculiar e adorável que fazia de tudo para proteger a irmã.
 
       A história sutilmente vai nos fazer pensar sobre várias, várias situações. Sobre racismo, mas também sobre feminismo, já que, na minha opinião, Harper Lee criou na garotinha Scout um modelo de menina totalmente avançado para a época, uma garota que não se importava de se vestir como garoto, que enfrentava as pessoas e colocava suas ideias à mostra, que discutia seus sentimentos e não se fazia submissa.

       Harper Lee também criou um modelo totalmente controverso de pai em Atticus, um homem amoroso que ficou viúvo cedo e que decidiu criar seus filhos de forma livre, mas sempre com ideias revolucionárias no que diz respeito a caráter e valores (algo visto pelos vizinhos como desleixo, mas que soava muito correto, evidenciando em suas palavras e indo de encontro a uma sociedade que vivia muito das aparências – aliás, como até hoje).
 
       O grande enredo da história fica porém por conta da cidade estar em polvorosa, já que Atticus decidiu defender um negro no tribunal. Ele fora acusado de estrupo pela filha de um dos figurões mais encrenqueiros da cidade, mas sua voz teve muita força apenas por ser branco e o acusado ser negro. Atticus vai ser bastante renegado por este seu ato e seus filhos farão diversos questionamentos sobre tudo o que está acontecendo quando as pessoas começam a fazer comentários maldosos a respeito.
       O livro é tenro e leve, apesar do tema pesado, por ser narrado pela garotinha Scout. Ela é perspicaz, em certas horas extremamente engraçada e muito questionadora. Essa ingenuidade das duas crianças, tanto de Scout como de seu irmão Jem é que traz beleza à obra. As crianças são o elemento central, e nos mostram que muitas vezes os adultos são os que colocam barreiras e armadilhas em tudo, quando na deveríamos na verdade manter a essência pura e leve das crianças.

       É um livro tocante, muito bem escrito, atemporal. Ele é realmente tudo o que promete. Adorei conhecer esse clássico, me infiltrar nessa história, conhecer Scout e desejar ter uma filha impetuosa como ela. Desejar também que todos os pais sejam corretos como Atticus tenta ser com seus filhos. Uma obra prima, que deve ser lida por todos e que vai sobreviver por anos e anos, nos lembrando de pedaços de uma triste realidade que vivemos (que, muitas vezes, infelizmente, ainda vivemos).
 
- Scout, eu não poderia ir à igreja e louvar a Deus se não tentasse ajudar esse homem.
- Atticus, você deve estar enganado...
- Por que?
- Quase todo mundo acha que ele está certo e que você é que está errado.
- Essas pessoas certamente têm o direito de ter sua opinião respeitada - considerou Atticus. - Mas antes de ser obrigado a viver com os outros, tenho de conviver comigo mesmo. A única coisa que não deve se curvar ao julgamento da maioria é a consciência de uma pessoa.
 
Sinopse:
Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

 

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Livro: Extraordinárias - mulheres que revolucinaram o Brasil
 Autor (a): Duda Porto de Souza e Aryane Cararo
Editora: Seguinte / Gênero: Biografia
Páginas: 208 / Ano: 2017
 

       Oi gente! Tudo bem? Hoje a dica de leitura que trago é dessa belezinha que chegou em minhas mãos no começo deste ano: Extraordinárias - mulheres que revolucinaram o Brasil, foi publicado pelo selo da Seguinte, e traz um conteúdo super interessante.


       Neste ano passei a conhecer vários livros bacanas que trazem a mulher como centro e principal assunto. Vemos cada vez mais as editoras investindo nesse tipo de livro e isso me alegra muito. Somente através deste tipo de conhecimento nós mulheres iremos conseguir chegar ao topo, e se é pra ser degrau por degrau não tem problema - basta que comecemos e que lutemos pela diferença.

Este livro vai trazer então brasileiras que de alguma forma fizeram a diferença nos mais diversos períodos aqui no Brasil. O interessante neste livro é que além de conhecer muitas histórias de brasileiras que eu nunca tinha ouvido falar, as biografias são recheadas de história. Gostei de aprender um pouco mais, ao ler essas biografias lindas, de mulheres guereiras que, cada uma ao seu modo, brilharam em terras brasileiras.

        O livro está estupendo, em relação a cores e edição. A capa brilha de verdade, o que traz um charme todo diferente á obra. O conteúdo dentro do livro é muito bem distribuído com curiosidades, datas históricas de cada biografia e com uma bela ilutração de cada mulher citada.

 
 
 
 

 
       Achei legal a editora Seguinte trazer como tema as mulheres brasileiras, porque como as próprias autoras falam no começo do livro é muito fácil citarmos estrangeiras quando nos lembramos de mulheres que fizeram a diferença. Mas e as brasileiras? Quanta riqueza há aqui pertinho da gente também! Então gostei bastante da leitura porque me senti muito próxima do conteúdo trazido pelo livro.

 
       Recomendo essa obra para quem quer ter um livro que além de lindo é muito informativo, um ótimo presente para as mulheres deste nosso Brasil, que vai totalmente de encontro com as mudanças que queremos ver no mundo. Ter inspirações é sempre bom e este livro está recheado delas!



Sinopse:
Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.
 

 

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Livro: Carta a D. - História de um amor
 Autor (a): André Gorz
Editora: Cosac Naify / Gênero: Romance / Biografia
Páginas: 76 / Ano: 2008
Skoob / Amazon / Submarino

        Oi lindezas! Tudo legal? Hoje trago a resenha de um livro puro e singelo, que peguei emprestado com uma amiga lá no trabalho - Carta a D. de André Gorz, foi lançado em uma edição linda da Cosac Naify. Eles fizeram a capa em formato de carta, e realmente foi como se o autor estivesse escrevendo uma linda de carta de amor para sua esposa, de oitenta e dois anos. A singeleza já começa por aí. Me apaixonei quando abri esse livro e quando o peguei nas mãos. Amo as edições da Cosac Naify, são sempre caprichadas e com detalhes que deixam os olhos brilhando. Esse livro não peca em nada no designe. Está lindo, lindo, poético desde a capa.

Por que você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida?

        Eu não tinha lido nada desse autor ainda, então na sabia o que esperar. Pesquisei um pouco dele na internet e encontrei vários livros didáticos e filosóficos dele. Então acredito que esse tenha sido um de seus livros mais pessoais, porque é quase uma biografia. Uma biografia do início de seu amor por sua esposa até os dias em que agora velhinhos, completam cinquenta e oito anos juntos. É tempo pra chuchu né gente! rsrs. E a forma como o autor aborda os sentimentos que sente pela esposa, a D, nos mostra que esse amor está tão maduro e ainda forte que é bonito de ver.





        É uma tremenda carta de amor de um intelectual, que divaga ora por assuntos mais ternos e cheios de paixão, e ora lembra-se de alguma situação política pela qual os dois passaram juntos nestes muitos anos de casamento. 

        Então por mais que o livro tenha essa conotação romântica, ele vai nos trazer elementos históricos, e nuances de cada fase do relacionamento dos dois, nos ambientando e fazendo refletir sobre diversos tempos da história. Um casal quase centenário tem muito a dizer sobre o mundo. 

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher. 


        Conforme vamos avançando na leitura, percebemos a crueldade com que o tempo trata os amantes. Parece que quando amamos, queremos mais tempo para tudo. Mas logo surgem as dores, as doenças, as ausências. Perde-se um ente querido aqui, outro ali, e o medo de se perder quem se ama vai crescendo. Talvez tenha sido por isso que André resolveu escrever esse livro para sua amada - talvez para imortalizar esse sentimento tão grande que nutre por ela? Uma última tentativa de vencer o tempo e tornar a história dos dois infinita e imortal. Eu pelo menos vejo assim. Um livro bastante lírico e delicado, que me deixou bastante satisfeita quando o terminei de ler.

Recomendo para quem gosta do autor e o conhece, desejando ler algo mais pessoal, ou para quem simplesmente assim como eu, quer ler uma linda história de amor, curta e sensível. Poucas páginas de um amor enorme e singelo. 


Sinopse:
Este é o último livro do filósofo francês André Gorz, escrito para homenagear sua mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicídio em 22 de setembro de 2007; os corpos foram encontrados um ao lado do outro, e um cartaz, na porta de sua casa, pedindo que a polícia fosse avisada. Gorz era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, havia anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.
 

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Livro: Maresi
As crônicas da Abadia Vermelha #1
 Autor (a): Maria Turtschaninoff
Editora: Morro Branco / Gênero: Fantasia
Páginas: 200 / Ano: 2018
Skoob / Amazon

        Oie! E aí pessoas, tudo em cima? Vamos de resenha? Dessa fantasia linda, espetacular, que eu tanto gostei? Maresi, As crônicas da Abadia Vermelha é o primeiro livro de uma trilogia que tem tudo para roubar o meu coração de vez, se as próximas continuações forem tão boas como este primeiro livro. Em uma belíssima edição da editora Morro Branco, Maria Turtschaninoff vai nos presentar com uma trama envolvente, com protagonistas inspiradoras e uma ambientação que me deixou satisfeitíssima durante a leitura.
Não passou muito tempo, apenas uma primavera. Ainda posso me lembrar vividamente de certas coisas que eu preferiria esquecer. O cheiro do sangue. O som de ossos sendo esmagados. Não quero trazer tudo à tona outra vez. Mas preciso. É difícil escrever sobre a morte. Mas não há desculpa para não fazê-lo.

       
         Eu não sabia o que esperar da história, porque li algumas resenhas que me deixaram confusa, como se sugerisse que o enredo fosse um tanto extraordinário demais, com várias vertentes, tipo mulheres fortes, fantasia, magia, um emaranhado de coisas que soou pra mim, de início, um tanto louco, bagunçado. Mas não! A escrita da Maria é totalmente linda, beirando o lírico, e achei a história muito fantástica, sim, mas não cheia de temas amontoados como me fizeram pensar. Eu AMEI ESSA HISTÓRIA, e vou explicar por que.
        Nossa personagem principal, a Maresi é uma garota que vive na ilha de Menos. Aos 13 anos, no Inverno da Fome, se mudou para a Abadia Vermelha. A Abadia Vermelha sempre foi uma lenda na Ilha de Menos. Sabia-se que lá era um lugar que recebia apenas garotas, que precisassem de acolhimento, e ali lhes era dado abrigo, comida, proteção e ocupação. Mas quase ninguém na Ilha de Menos sabe se esse lugar é realmente real. Os pais de Maresi a enviaram para lá no desespero, já que a fome assolava seu povo e Maresi viu sua irmã mais nova morrer justamente de fome e frio. Para que mais uma de suas filhas não morresse, os pais de Maresi deram um salto no escuro e a enviaram para a Abadia. 
A ilha tinha cheiro de mel e de sereno enquanto subíamos o caminho pela encosta da montanha e eu me lembro de pensar que nunca poderia ter sonhado com tal lugar quando vivia no vilarejo. Um lugar com calor e alimento e conhecimento.  A vida em Rovas era como uma caverna onde ninguém tem ideia do mundo exterior e a escuridão fria da caverna é tudo que todos conhecem. Vir para a Abadia e aprender a ler foi como abrir uma grande janela e ser inundada de luz e calor. 
        Lá Maresi cresceu, e foi aprendendo pouco a pouco os mistérios daquelas mulheres poderosas que viviam juntas e que se viravam sem homens (as comunidades ao redor não conseguiam conceber um clã como o da Abadia, apenas com mulheres, sem homens para protege-las dos perigos do mundo). Mas Maresi desvendou segredos, e viu com seus próprios olhos que as mulheres da Abadia poderiam ser mais poderosas do que qualquer homem junto.
        Prova disso foi a chegada de Jai à Abadia. Fugindo do monstro de seu pai, um homem inescrupuloso e cheio de ódio, Jai procurou refúgio na Abadia e foi bem recebida. Apesar de estar cheia de cicatrizes emocionais, Jai aceitou a amizade de Maresi e juntas se tornaram inseparáveis. Mas Jai, sempre inquieta, sabia que seu pai não cessaria de procurá-la até encontrá-la para lhe dar o devido castigo que prometera. E quando um barco de homens mal-intencionados chega próximo a encosta da Abadia, as mulheres não vêm outra alternativa a não ser lutar e juntas se defenderem contra as mazelas do mundo.
- Ela não sabe como é se sentir segura. - Quando eu falei, soube que era verdade. - Vamos ter que ensiná-la como. 
        Só por esse trecho que resenhei dá pra ter uma ideia principal do que a narrativa vai nos mostrar. É um livro belíssimo, com protagonistas que se bastam, que são encorajadas pela força do feminismo a ser exatamente o que elas são: mulheres conectadas entre si e com a natureza, que usam suas forças naturais para vencer. O livro é uma mistura de magia e encantamento, de vozes femininas que se ajudam e isso é lindo. A autora explorou a amizade que deve haver entre nós mulheres. Na Abadia não há competição, mas cooperação. Mulheres amigas, que cuidam uma da outra, que resolveram criar uma comunidade baseada no auxílio mútuo, no cultivo do misticismo vindo da Lua e do cosmo, a maneira mais pura e singela de se conectar com a natureza e com as forças que o universo transmite. Sem contar que a escrita da Maria é ótima, achei um livro muito bem escrito e detalhado na medida certa. 
Despimo-nos na praia.  noite estava alta e a lua alta no céu, olhando para nós dentre seu grupo de estrelas. A lua que rege os movimentos da água e do sangue das mulheres, a lua que dá energia a tudo que vive e cresce, a lua que mede o tempo e reina sobre a morte. A lua cuja imagem a mulher foi criada, a Lua, a Deusa, que ouve nossos lamentos e partilha nossa felicidade. 
        Para finalizar, quem tem medo de começar trilogias que ainda não tiveram data para as próximas edições serem lançadas, não tenham medo de ler este aqui. A autora fecha muito bem o final, deixando a história concluída, mas com aquele gostinho de quero mais, mas nada que deixe o leitor ansioso demais para uma continuação e atrapalhe. Gosto de trilogias que terminam assim.
        Um livro poderoso, que tem a mulher como dona de seu próprio destino e nos mostra que juntas vamos mais longe, que devemos em nossa caminhada sermos unidas e amigas, não rivais. Não vejo a hora de ler os outros livros da trilogia, me encantei com os personagens, principalmente com a coragem de Jai, com a força de Maresi, e com a destreza das Irmãs que mantém a Abadia. 



Sinopse:
Uma história sobre amizade e sobrevivência, magia e encantamento, beleza e terror.
Maresi chegou à Abadia Vermelha quando tinha 13 anos, durante o Inverno da Fome. Antes disso, só ouvira rumores e fábulas sobre o lugar. Em um mundo onde garotas são proibidas de estudar ou seguir seus próprios sonhos, uma ilha habitada apenas por mulheres soava como uma fantasia incrível. Agora Maresi vive ali e sabe que é real. Ela está segura.

Tudo muda quando Jai, com seus cabelos emaranhados, cicatrizes e roupas sujas, chega em um navio. Ela fugia da crueldade e dos perigos escondidos em sua terra natal – mas os homens que a perseguem não vão parar por nada, até encontrá-la.

Agora as mulheres e meninas da Abadia Vermelha terão que usar seus poderes e conhecimento ancestral para combater as forças que desejam destruí-las. E Maresi, assombrada por seus próprios pesadelos, deve confrontar seus mais profundos e terríveis medos.

 

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