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Livro: Uma coisa absolutamente fantástica
 Autor (a): Hank Green
Editora: Seguinte / Gênero: Ficção / Jovem Adulto
Páginas: 384 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Ei, ei pessoal! Tudo bem? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é desse livro que eu ameii escrito pelo irmão do nosso mega querido João Verde, o John Green, isso mesmo! Há que amor! Advinha se eu não ia passar na frente né? Assim que eu recebi esse livro em parceria com a editora Seguinte comecei a ler. Eu sou mega fã do John Green, então sabia que não ia me decepcionar com um livro escrito pelo seu irmão. E... foi justamente assim! Amor à primeira vista. 

        Bom, de cara temos uma protagonista que tem seus conflitos e é humana como qualquer humano e que se vê em várias situações no decorrer do livro de dilemas, expectativas, erros e acertos. April May tem uma vida pouco agitada, divide o seu apartamento com sua atual namorada (mas elas não moram juntas! que fique bem claro, elas só dividem o apartamento), tem 23 anos, trabalha em uma star-up que não paga lá aquelas coisas e é fascinada por arte. 

        Quando retorna do trabalho em uma noite como todas as outras, algo em seu caminho chama a atenção. Um robô. Isso, um robô que fora colocado no meio de uma calçada. Ela acha o objeto incrível, e tira algumas fotos. Liga para o seu melhor amigo para que possam gravar uma cena com o robô e o apelida de Carl. Ele é muito simpático e April tem certeza que deve ser algo banal, talvez a propaganda de algum filme que irá estrear logo mais, ou um novo nome na publicidade, ou no meio da arte que está expondo um de seus trabalhos. 

        Andy o amigo de April edita o vídeo feito com Carl sem pretensão nenhuma e  publica o vídeo em seu canal na internet. Eles só não estavam preparados para o sucesso estrondoso e imediado que o vídeo teria, já que aparentemente eles foram os primeiros a fazer um vídeo e estabelecer contato com o "Carl Nova York" como o robô que encontraram passou a ser chamado. Aparentemente houve uma invasão de robôs no mundo todo e ninguém sabe quem os colocou ali, porque estão ali e de onde surgiram. 

        É um negócio muito doido mesmo. E April de repente se vê totalmente tragada por essa histórias e ela agora é o centro das atenções da noite pro dia. Essa fama repentina vai engolir April, que vai ficar sedenta cada vez mais em procurar saber afundo o que esconde essa história com os robôs. 

        Quando quase todas as pessoas da terra começam a ter o mesmo sonho depois da chegada dos robôs, começa-se a se suspeitar em algo mais grandioso - que talvez eles tenham invadido a terra. Que talvez sejam extraterrestres. Será? E se forem, o que querem?

        
        O livro é uma super viagem, mas também traz muitoss elementos a serem discutidos. Ele vai abordar identidade de gênero, relações bissexuais, fama imediada, indecisões, burradas que cometemos pelo caminho com as pessoas que mais amamos. April é uma personagem cheia de defeitos, mas quer fazer o seu melhor a todo momento e quer estar à frente de qualquer descoberta que esteja relacionada aos "Carls" antes de todo mundo. Essa obsessão vai lhe cobrar um preço e vamos acompanhar cada fase no decorrer da narrativa. O livro é muito empolgante, fiquei muito vidrada na leitura, queria saber o que os robôs representavam, como tinham surgido tantos e ao mesmo tempo, sem que ninguém percebesse - o autor criou um nuvem de mistério bem bacana. O final é apropriado, mas sugere continuação e a editora já me confirmou que terá, o que me deu um mega alívio, porque sabe quando você quer mais da história? E ela nos dará, para nossa sorte.

Mas aquilo era diferente. A irritação se transformou em frustração, que se tornou raiva, que se tornou ódio, e o ódio é um combustível que queima por muito tempo. 

        Como livro de estréia, achei que Hank Green mandou super bem, é um livro muito inteligente e questionador, que traz lições de moral sutis e que nos faz ver que talvez o que realmente vale a pena nessa vida são os laços que fazemos com os que estão a nossa volta e que realmente nos amam. Super indico! Achei uma leitura bastante prazerosa. 


Sinopse:
Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer — mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.
Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial.


Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós.



Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.


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Livro: A balada do Black Tom
 Autor (a): Victor Lavalle
Editora: Morro Branco / Gênero: Terror / Suspense
Páginas: 195 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Olá pessoal! Tudo bem? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é desse lançamento da editora Morro Branco, um contato meio que sobrenatural com uma história de terror recontada. O autor do livro, Victor Lavalle, crítico do autor Lovecraft, recontou em seu livro, um dos contos mais polêmicos já publicados por Lovecraft. O conto original, Horror em Red Hook, inclusive está presente no livro ao final como bônus, para que possamos comparar os dois pontos de vista dos autores.

 
        Eu nunca tinha lido nada de Lovecraft e achei o seu conto extremamente preconceituoso. É até difícil de ler. Mas esse autor realmente é polêmico por estampar em seus escritos muito preconceito e xenofobia. 

        Na contra mão, Victor Lavalle nos trás a Balada do Black Tom, uma crítica muito bem construída a esse conto. Nos mostrando como principal personagem um negro, que não é levado a sério em seu bairro, renegado, motivo de chacota pela polícia e que começa a andar com umas pessoas meio estranhas que lhe prometem um poder sobrenatural. 


        E essa é a sacada que Victor quer nos trazer e que se mostrou evidente para mim: o negro em sua posição na sociedade como renegado, dando a volta por cima ao final quando surpreende policiais brancos com algo que se aproxima de magia macabra e terror. 

        Nosso principal personagem, Charles Thomas, é um negro que vive em um bairro de negros com seu pai, vivendo uma vida humilde e sem muitos luxos. Ele pena bastante para conseguir algum dinheirinho. E vira e mexe está envolvido em alguma situação com o pessoal de seu bairro que lhe procuram para que encontre objetos de procedência um tanto questionáveis, envolvidos muitas vezes com magia negra. Mas ele não se envolve, ele só procura estes objetos e os entrega a quem os encomendar. 

        Quando seu pai é morto por um policial brutalmente em seu apartamento, por acharem que ele estava segurando uma arma, quando na verdade era só uma capa de um instrumento musical, Charles de repente se torna possesso com a falta de justiça. Seu pai foi morto e tudo ficou por isso mesmo. A culpa foi dele, não do policial que não averiguou corretamente a situação. Thomas então, que faz trabalhos é envolvido com um personagem chamado Suydam vê de repente uma oportunidade nas forças do mal (magia negra) para projetar sua vingança, e é aí que o livro fica pesado e sombrio, tenso e meticuloso. 

Dê às pessoas o que elas esperam e pode conseguir delas tudo o que precisa. 

        Terror não é o meu gênero favorito, mas devo confessar que fiquei muito curiosa com esse livro e a proposta da editora de trazer tanto a crítica e a história do autor do livro, bem como o conto original ao final para que pudêssemos fazer um comparativo e tirarmos nossas próprias conclusões foi genial. A leitura é muito rápida e dinâmica, é sombria, mas ao mesmo tempo nos faz refletir muito sobre o principal tema de toda a conversa (e controvérsia) o preconceito. Ver em um só livro metades tão diferentes de um todo foi muito bacana. Tenho certeza agora que Lovecraft nunca será um autor favorito em minha vida. A conotação de Victor Lavalle me fez enxergar tudo o que não quero em um escritor como Lovecraft. 


Sinopse:
"Um tributo e uma crítica a Lovecraft" - NPR

As pessoas se mudam para Nova York em busca de magia e nada vai convencê-las que ela não está lá. 

Charles Thomas Tester luta para colocar comida na mesa e manter um teto sobre a cabeça de seu pai, aceitando fazer trambiques e trabalhos obscuros do Harlem a Red Hook. Ele sabe bem o tipo de magia que um terno pode proporcionar, a invisibilidade que um estojo de guitarra lhe oferece e a maldição escrita em sua pele, atraindo os olhares atentos de ricas pessoas brancas e seus policiais. Mas quando faz a entrega de um livro oculto a uma feiticeira reclusa no coração do Queens, Tom abre uma porta para um domínio mais profundo de magia – despertando a atenção de seres que deveriam permanecer adormecidos. 

Uma tempestade que pode engolir o mundo está se formando no Brooklyn. Será que Black Tom irá viver para vê-la se dissipar?



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Livro: O buraco da agulha
 Autor (a): Ken Follett
Editora: Arqueiro / Gênero: Suspense
Páginas: 336 / Ano: 2018
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        Oie gente! Tudo bem por aí? Hoje a resenha que trago é desse livro edição de 40 anos de uma das publicações que fizeram mais sucesso do autor Ken Follett - O buraco da agulha. Assim que bati o olho nessa edição da editora Arqueiro fiquei apaixonada. A capa está linda, e as letras são brilhantes, um luxo. E como sempre tive curiosidade em conhecer o autor, me joguei de corpo e alma nessa leitura.


        E como ADOREI esse livro! Suspense é um gênero do qual eu gosto muito, mas esse livro tem uma pitada de romance, sensualidade, fatos históricos, vidas reais, mocinhos improváveis, se tornando uma leitura tão diferente e única que me fez ficar vidrada na leitura. Me senti totalmente prendida e não via a hora de ver o desfecho do livro - que super me agradou! Super mesmo!

        Como eu já disse, o livro se passa durante a segunda guerra mundial, em 1944. O livro gira em torno de um espião, um dos mais leais de Hitler, criado pelo autor, ao qual recebe o apelido de Agulha, Esse espião mata a sangue frio, apesar de não o fazê-lo sem necessidade. O agulha é um dos agentes mais procurados na Grã-Bretanha, inclusive pelos que são a oposição a Hitler, já que desconfiam que ele descobriu um plano que pode colocar a principal estratégia de vencer Hitler por água abaixo.

        Enquanto essa busca frenética no livro é travada por um professor viúvo e seu amigo detetive em busca do paradeiro do Agulha, uma outra história paralela acontece no enredo. Lucy e seu marido acabaram de se casar. Mas um grave acidente de carro, impede seu esposo de se tornar um grande piloto de guerra. Essa frustração de não poder ser o que mais desejou durante a vida, os leva para uma triste situação de viverem reclusos em uma ilha, vivendo do cultivo de ovelhas, já que não há muito trabalho disponível em um período de guerra para um soldado que perdeu as duas pernas. A medida que os dias passam, Lucy descobre que está grávida, da vez que será a última que o marido se aproximou dela para que fizessem amor. O afastamento de David, e a vida monótona começa a causar falta de esperanças em Lucy. Não foi uma nem duas vezes que pensou em pegar o filho e se separar de David, para que pudesse viver uma vida inteira, não pela metade e cheia de fingimentos como fizera até agora.

        Uma visita inesperada à ilha no entanto, vai modificar profundamente a vida dessa família e vai colocar em prova toda a coragem que Lucy reservou durante todos esses anos de reclusão. 

        Se você gosta de mulheres fortes, vai adorar o papel de Lucy, um dos personagens que mais gostei do livro. E o mais interessante que o próprio autor, no início do livro cita que quando na época que ele escreveu o livro, não era comum haver histórias onde mulheres eram peças chaves em romances de suspense e investigação. Ele deve ter sido um dos pioneiros que colocaram a mulher em evidência, e não teve medo de ousar e retratá-la de maneira extremamente forte e humana. 


        O livro é uma obra maravilhosa, que merece ser lida por muitos. Para quem gosta do gênero, acredito que não possa passar em branco sem conhecer esse autor. Já fiquei apaixonada e pretendo ler outros livros dele - me entusiasmei muito com o tipo de narrativa, exatamente o que gosto em livros de ação e investigação. Ele criou um assassino que você sente ao mesmo tempo ódio, e em certa parte do livro fica em dúvida se ele realmente é todo esse monte de horror ou se ele só foi levado muitas vezes ao limite da vida, por isso age como age. Gosto quando autores nos fazem sentir os mais variados sentimentos em relação aos personagens durante a narrativa. 



        Só digo uma coisa: recomendo! Há, e o livro ficou tão famoso na época que virou filme. O filme é de 1981, um pouquinho antigo, mas para quem gosta de curtir todas as vertentes de um livro, acho que o filme é um ótimo complemento à leitura.




Sinopse:
O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e libertar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como o Dia D.

Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos.

O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto tenta voltar para casa.

Mas tudo foge a seu controle quando ele vai parar numa ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.

Na obra-prima que lhe garantiu, há 40 anos, a entrada no cenário da literatura, Ken Follett fisga o leitor desde a primeira página, com uma trama repleta de suspense, intrigas e maquinações do coração humano.


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Livro: Vá, coloque um vigia
 Autor (a): Harper Lee
Editora: José Oympio / Gênero: Literatura estrangeira
Páginas: 252 / Ano: 2015
Skoob / Amazon 


        Olá pessoas! Tudo bem? Hoje a resenha que trago é da sequência do livro maravilhoso "O sol é para todos", do autor Harper Lee, um clássico que consegui riscar da minha lista de desejados deste ano. "Vá, coloque um vigia" diferente de muitas resenhas negativas que li, me surpreendeu E MUITO! Juro para vocês que não consegui entender tanto descontentamento com este segundo livro.


        A capa dos dois livros são maravilhosas, são duas edições que merecem lugar privilegiado na estante. Para saber mais informações do primeiro livro, você pode conferir a resenha aqui:



        "Vá, coloque um vigia" vai nos contemplar novamente com a história de vida de Jean Louise Finch, mais conhecida como a pequena e petulante Scout. Mas agora ela está com vinte e seis anos e vive em Nova York, voltando periodicamente para Maycomb para ver como seu pai Atticus está. Numa dessas visitas, percebe como a saúde do pai está frágil e parece que todos a estão importunando para ficar, já que seu irmão Jen faleceu e é a única que restou para cuidar do pai.

        Mas voltar à Maycomb depois que se conhece Nova York não será fácil. Tudo fica ainda mais difícil quando ao assistir uma sessão do pai no parlamento, junto com Hank, seu amigo de infância e com quem pensa em se casar, os vê debatendo pensamentos muito retrógrados, racistas e confabulando com pessoas que Jean Louise conhece muito bem para levarem crédito de algo que seja bom para a população, principalmente para os negros que vivem em Maycomb. 

        Ouvindo pela metade o que não sabe, Scout guarda no seu coração as palavras que seu pai e Hank debateram no parlamento e não acredita que o pai e Hank, mas principalmente seu pai, que sempre o viu como um herói, pudesse nutrir algumas formas de pensar diferentes das que Scout acreditou que ele defenderia. 


        Esse choque de realidade vai trazer muitas reflexões durante o livro todo e nos mostra que a pior maneira de se decepcionar com alguém é quando amamos muito uma pessoa e pensamos diferente dela. Porque a gente não consegue conceber que o outro pense diferente, e isso acontece constantemente conosco. A gente acha que como a pessoa nos ama, e como amamos muito uma pessoa, nossos ideais devem estar alinhados e termos as mesmas opiniões. Scout vai aprender da maneira mais dura que não é assim que acontece e que se quiser mudar o mundo precisará primeiro fazer a diferença em uma cidadezinha pequena chamada Maycomb.

        Gente, sério mesmo, eu adorei o livro e não entendi algumas resenhas que disseram que ele é totalmente o oposto do primeiro, que nem parecem os mesmos personagens, eu não senti nada disso. Inclusive o autor volta muito no passado, e entrelaça junto aos temas pesados, muitos fatos engraçados da vida de Scout, porque ela é uma figura. Eu me diverti demais com essa leitura, achei totalmente prazerosa, e me senti com ainda mais vontade de lutar pelos direitos das pessoas, independente da raça ou classe social. Esse segundo livro me deixou bem abalada em alguns dos acontecimentos, ao mesmo tempo que tenta trazer o lirismo da vida de Scout, traz a marca cruel de um tempo onde negros e brancos duelavam a céu aberto por espaço, um duelo que sabemos que está longe de ter sido finalizado. O passado de toda a humanidade é muito triste, mas podemos fazer diferente e esse livro é um alerta, um abrir os olhos, nos mostra que as diferenças que existem são muito maiores do que imaginamos. Uma leitura que vale muito a pena, que recomendo ler sem medo, pois casou perfeitamente na minha opinião com o primeiro livro. 

É quando estão errados que seus amigos mais precisam de você, Jean Louise, e não quando estão certos...


Sinopse:

Segundo romance de Harper Lee, que bateu recorde de número de exemplares vendidos em um só dia superando O símbolo perdido, de Dan Brown. 

Jean Louise Finch, mais conhecida como Scout, a heroína inesquecível de O sol é para todos, está de volta à sua pequena cidade natal, Maycomb, no Alabama, para visitar o pai, Atticus. Vinte anos se passaram. Estamos em meados dos anos 1950, no começo dos debates sobre segregação, e os Estados Unidos estão divididos em torno de questões raciais. Confrontada com a comunidade que a criou, mas da qual estava afastada desde sua mudança para Nova York, Jean Louise passa a ver sua família e amigos sob nova perspectiva e se espanta com inconsistências referentes à ética e a pensamentos nos âmbitos político, social e familiar.Vá, coloque um vigia é o segundo romance de Harper Lee, mas foi escrito antes do mítico O sol é para todos, que recebeu o Prêmio Pulitzer em 1961. Este livro inédito marca o retorno, após 65 anos de silêncio, de uma das maiores escritoras americanas do século XX.



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Livro: Eu perdi o rumo
 Autor (a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro / Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 272 / Ano: 2018
Skoob / Amazon
 

        Olá galera linda! Tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha desse super lançamento da editora Arqueiro, novo livro da escritora Gayle Forman, que já arrancou vários suspiros com seu best-seller "Se eu ficar". Já li o livro "Se eu ficar" e a continuação, "Para onde ela foi" e gostei demais, achei um YA bem sensível e com uma escrita super fluída. Como já conhecia o estilo da autora, fui com bastante expectativa na leitura deste livro, e não me decepcionei. Ele nos traz temas super necessários, é representativo e muito humano.

        Bom, a diversidade já começa na construção dos personagens. A autora dividiu o livro em três pontos de vista: o de Freya, Harun e Nathaniel. Eu gosto muito de livros que trazem pontos de vista diferentes da história, você consegue realmente saber o que cada personagem está pensando e sente. E essa jogada da autora foi muito boa para o desdobramento dos acontecimentos, já que ela conseguiu sustentar certo suspense em relação a como terminaria a história para os três personagens. 

Freya é uma cantora em ascensão. Cantar sempre foi sua vida, desde pequena seu pai dizia que ela já nascera cantando. Mas em meio a fama estrondosa que ela fez, de repente ela perde a voz. Na verdade toda música que ela tenta cantar de uma semana pra cá sai extremamente esganiçada, horrível, nada parecido com sua voz doce que a revelou como cantora. Mas o que fez Freya perder a voz? Acompanhando a trajetória da garota, vamos observar que na vida às vezes o preço que se paga para o sucesso é absurdamente alto e que uma família desmanchada causa danos irreparáveis ao coração.

        Harun é o filho mulçumano perfeito. Ele vem de uma família bastante tradicional e segue às riscas tudo que é pregado pela sua religião. Mas Harun esconde um segredo dentro do seu coração e não sabe como ele de repente se instalou lá: ele gosta de garotos. Ele tem fantasia com garotos. E não sabe como dizer isso aos seus pais. Quando finalmente se apaixona por um rapaz e não consegue mais imaginar sua vida sem ele, é posto em um grande dilema: destruir a imagem de filho perfeito ou viver uma vida de mentiras para sempre?


        Nathaniel é um garoto lindo. Ele tem uma prótese ocular misteriosa, que só vamos saber dela depois da metade do livro. Ele está em Nova York para tentar resolver sua vida e tem um mapa com uma trajetória esquisita nas mãos, dizendo para si mesmo que está visitando todos os lugares que ele e o pai um dia sonharam em visitar. Nathaniel dos três personagens é o que tem a história mais nublada, a gente só vai desvendando sua vida aos poucos. E cada pedacinho de sua história é carregada por momentos dolorosos - desde o abandono de sua mãe até sua convivência com um pai que tem todos os indícios de sofrer uma grave doença mental. 

        O que estes três personagens têm em comum? Os três estão sem rumo. E por uma obra do destino, os três se esbarram no centro de Nova York e suas vidas se entrelaçam de uma maneira genuína e muito fácil. De repente passaram o dia todo juntos e nas conversas que trocam, revelam a completos desconhecidos suas fragilidades. 

Os três podem ser perfeitos desconhecidos, com vidas diferentes e problemas diferentes, mas ali, naquele consultório, estão medindo a tristeza da mesma forma. Estão medindo em perdas. 
        Muita coisa acontece nesse encontro. E a beleza do livro está nisso. Achei muito bacana como a autora conduziu a história, os personagens se encaixam perfeitamente, mesmo cada um tendo seu próprio enredo. Esse livro é importante para sabermos que mais pessoas passam por momentos terríveis na vida, e que muitas vezes não é possível de se ver a saída sozinhos. Nós precisamos uns dos outros e é essa mensagem que o livro vai passar. Uma leitura gostosa de ser lida, esperançosa, repleta de perdão, aceitação, coragem. Recomendo muito para quem quer se emocionar, e ler um livro repleto de boas sacadas e laços de amizade.  



Sinopse:
O novo romance de Gayle Forman, autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Eu Estive Aqui.

Suas obras já venderam mais 9 milhões de livros pelo mundo. 

Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. 

Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho. 

Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.


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Livro: Bem-vindos ao paraíso
 Autor (a): Nicole Dennis-benn
Editora: Morro Branco / Gênero: Literatura estrangeira / Drama
Páginas: 416 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Bom dia gente! Tudo bem? Pela primeira vez fiquei com muita dificuldade de escrever uma resenha. Esse livro me impactou tanto, que eu nem sei por onde começar. "Bem-vindos ao paraíso", traz um título delicado e atrativo, assim como os resorts luxuosos espalhados por toda a extensão de praias na Jamaica. Mas seu conteúdo é carregado de dor, preconceito, pobreza e drama, assim como também os barracos das pessoas pobres que vivem na mesma Jamaica, mendigando atenção, mendigando emprego. 

        Situado no ano de 1994, esse livro vai nos transportar para uma Jamaica enraizada no preconceito - de negros contra os próprios negros, de brancos contra negros, de ódio aos que amam pessoas do mesmo sexo e de uma ilegalidade por todos os lados, sem precedentes. 

        Trazendo três personagens principais: Thandi, Dolores e Margot, esse livro vai te arremessar na realidade que está ao nosso redor do jeito mais doloroso possível. 


        Thandi é uma garota negra de quase dezesseis anos, que estuda em uma das melhores escolas da região. Ela não gosta da sua cor, e paga sessões de clareamento de pele às escondidas, da mãe e da irmã. Ela sabe que uma pessoa da sua cor, por mais que tenha a oportunidade de estudar, não vai longe com o tom escuro de pele que tem. Se ela pelo menos fosse mais clara, seria melhor aceita. Thandi também sonha em ser artista - ela faz desenhos maravilhosos, mas sua família depositou nela um outro futuro, o de ser médica, para poder tirar as três daquele barraco no fim de mundo que é a cidade onde vivem.

        Por esse motivo, Margot trabalha tanto. Ela sabe que a irmã Thandi é capaz de tirar ela e Dolores daquela vida de inferno. Ela trabalha no atendimento de um luxuoso resort e faz horas extras à noite, como prostituta dentro do próprio hotel, para poder pagar a educação da irmã. Margot teve uma vida sofrida e conforme a leitura vai avançando, fui sentindo uma faca sendo encravada em meu peito, mediante cada relato e cada escolha que ela precisou fazer e as escolhas que também fizeram por ela. 

        Dolores teve Margot muito cedo e Thandi é a sua esperança de mudar de vida. Ela entende que seus atos, são o que há de melhor para as duas filhas, mas não entende a palavra afeto. Ela cresceu em meio à pobreza extrema, e só o que sabe fazer é sobreviver, mesmo que para isso ela tenha que usar de sua autoridade como mãe para exigir coisas absurdas de Margot e Thandi. Dolores foi a personagem que mexeu mais comigo, pelas suas atitudes, pela sua ignorância, pelas coisas horríveis que fez. 


        Outra personagem importante na trama e que não aparece com tanta frequência é Verdene. Ela tem uma vida um pouco mais estável do que o restante das pessoas que vivem ali na região de River Bank. Sua mãe faleceu e deixou a casa onde Verdene agora vive como herança. Ela tentou a vida em Londres, mas quando se separou do marido por conta de um casamento falido, voltou para sua cidade natal. A cidade toda sabe porque o casamento de Verdene não deu certo. Ela não gosta de homens, ela gosta de mulheres. E isso é motivo para que toda a região a repudie, a chame de bruxa e de demônio, que escreva palavras com sangue de cachorro morto nas janelas de sua casa, pedindo para ela ir embora. Mas Verdene não vai desistir assim tão fácil. Mesmo porque ela ama Margot. E Margot também a ama. Juntas elas guardam esse segredo de toda a cidade. 


        Esse livro é dolorosamente bem escrito. A autora me deixou muito conectada com a história. Tanto que em certos trechos eu tentava não me envolver muito, porque nossa, que realidade mais difícil, dramática, sangrenta. Esse livro é para quem tem estômago e quer sair da caixinha na qual se vive e olhar ao redor, para entender que sim, existe esse lado muito extremo nas regiões mais pobres desse nosso mundo. Não precisamos ir muito longe para ver isso. A gente sabe que no Brasil, nas regiões mais pobres existe tráfico de adolescentes, prostituição. E esse livro vai detalhar tudo isso sem melindres, um real soco de realidade no nosso estômago. Abuso sexual, estrupo, impunidade. Você vai acabar de ler o livro e ficar com uma sensação enorme de impotência. Esse livro se faz necessário para que reflitamos mais, para entendermos que a humanidade precisa realmente de doses maiores de respeito, cuidado, atenção. 

        Nós somos responsáveis, a partir do momento que a gente sabe, já não podemos mais fechar os olhos. Acabei o livro me perguntado: o que estou fazendo para que o mundo ao meu redor seja melhor? Toda mudança começa com a gente. Recomendo demais essa leitura, mas leia mesmo, se entregue e veja como a crueldade do ser humano pode ser palpável. Nós temos a obrigação de mudar isso, de sermos diferentes, de sermos melhores. Um livro que é uma reflexão extremamente necessária. 


Sinopse:
Em um resort luxuoso nas belas praias de areia branca da Jamaica, Margot luta para manter Thandi, sua irmã mais nova, na escola. Ensinada desde pequena a usar o corpo para sobreviver, ela está determinada a proteger Thandi do mesmo destino. Mas quando a construção de um novo hotel ameaça sua vila, Margot enxerga uma oportunidade de independência financeira e a chance de admitir um segredo chocante: seu amor proibido por outra mulher. 

Bem-Vindos ao Paraíso é um romance de estreia poderoso e um hino sensível aos dramas de um mundo escondido na vasta extensão de mar turquesa, um lugar que muitos turistas veem apenas como um paraíso.


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Livro: Escrevi isso pra você
 Autor (a): Iain S Thomas
Editora: Sextante / Gênero: Poesia
Páginas: 208 / Ano: 2018
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        Olá pessoas! Tudo bem? Vamos falar de um dos gêneros que mais gosto? Poesia que amo, poesia que admiro, sempre que bato o olho em um livro novo de poemas já fico mega curiosa para poder conhecer. E este livro, lançamento deste ano da editora Sextante, me aguçou e muito a curiosidade, porque li muitas resenhas positivas e comentários positivos sobre ele. 

        Eu ainda não tinha lido nada do autor. Ainda nem o conhecia. Lendo um pouco a respeito sobre ele, começou a fazer sucesso como tantos outros que agora surgem e têm como aliados as mais variadas formas de plataformas oferecidas pela internet. Ele começou a publicar seus textos e fotos em um blog pessoal, logo seu trabalho fez tanto barulho que as pessoas estavam divulgando aos quatro cantos seus escritos. 


        Iain escreve de uma forma muito própria. Ele tem uma característica marcante e traz isso aos seus textos. Você nota ao ler que são carregados de sentimento, e muitas vezes a junção com as fotos te deixa transtornado. Ele pega o que há de mais cru no ser humano e no mundo e os transforma em poema e imagem. Ler estes textos foi denso e de uma forma maravilhosa pude fazer parte das lindas linhas formadas por esse autor muito talentoso. 

Conheça uma pessoa o máximo que você puder. Agarre-se aos momentos que a definem. Quando o corpo dela partir, ela vai ficar. 

        Iain escreve de maneira simples, e sua simplicidade acerta o leitor como uma bofetada, como nesse trecho: "TRADUÇÃO SIMULTÂNEA - E quando perguntei como você estava eu quis dizer que senti sua falta mais do que de qualquer outra coisa na vida". É algo relativamente simples estas palavras. Mas quantas e quantas vezes quando perguntamos a alguém se ela está bem, na verdade gostaríamos que a pessoa traduzisse em seu pensamento o que realmente desejamos com aquele "Como você está?". 

Não tenho medo de nunca conhecer você. Tenho medo de já ter conhecido e ter deixado você partir. 

        Esse é um livro sensível, abstrato, tocante, tudo ao mesmo tempo. Também achei uma edição belíssima para se presentear alguém. Se você quer naufragar em um mar de sentimentos, sugiro arriscar a leitura deste livro, que me fez refletir sobre os mais densos e simples momentos pelos quais passamos por esta vida. 


Sinopse:
Você sempre me diz que foi bom enquanto durou. Que as chamas mais intensas são as que queimam mais rápido. Ou seja, você via em nós uma vela. E eu via em nós o sol.

Escrevi isso pra você é uma coletânea de poemas contemporâneos sobre os diversos momentos do amor: a paixão e o encantamento dos primeiros tempos, o lento afastamento, a solidão a dois, a dor do fim e a esperança de novos começos.

Reunindo cerca de 200 textos divididos em quatro partes – Sol, Lua, Estrelas, Chuva –, o poeta sul-africano Iain S. Thomas combina palavras profundas e intensas com fotografias frias e impessoais. O resultado é um livro que provoca uma explosão de sentimentos perturbadores e conflitantes, mas totalmente familiares a qualquer pessoa que já tenha amado e sofrido pelo menos uma vez.

Conhecido nas redes sociais pelo pseudônimo pleasefindthis, o autor começou sua trajetória na internet, publicando poemas e fotos em seu blog pessoal. Com o tempo, seu trabalho ganhou repercussão, se transformou em livro e encantou milhares de leitores ao redor do mundo.

Com extrema delicadeza, Escrevi isso pra você expõe a natureza frágil das relações humanas e as nuances líricas e obscuras do amor.


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