Resenha : Chronus, de Joana Santos Silva


Livro: Chronus
 Autor (a): Joana Santos Silva
Editora: Chiado / Gênero: Poesia
Páginas: 119 / Ano: 2017
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        Oi, oi gente! Olha que belezinha, mais um livro que veio direto de Portugal para a minha estante! Siim, porque esse é o segundo livro que leio da querida Joana Santos Silva, também de poesias, publicado pela editora Chiado. O livro Chronus, vai trazer mais reflexões profundas de Joana, e mais uma pitada de poesia aos dias de quem o ler.




        Seguindo a mesma linha de seu outro livro, Oníria, Joana vai nos presentear com poemas do cotidiano. Com poemas suaves na sua grande maioria e que remetem a idéia de tempo e cronologia, Joana vai nos fazer mergulhar em uma sucessão de estrofes delicadas e ternas.

Vejo o mundo colorido lá fora
Solto um suspiro do que é incerto
Vejo o céu de nuvens coberto
Que aos poucos também chora

        Seus poemas beiram o delicado e beijam com lábios suaves o mundo ao redor. Ora Joana é mais firme e direta, ora mais cadente e sonhadora.

É mais fácil descartar
Porque a vida tem pouco tempo
E qualquer contratempo
Não é para desperdiçar


         Sempre fui muito fã de poesia e os dois livros publicados pela Joana estão muito gostosos de ler. Fiquei muita satisfeita com o término deste também, é sempre bom ler um pouco de poesia, para deixar a alma contente e leve! Recomendo a leitura, para quem quiser conhecer um pouco mais dessa portuguesa cheia de vida e de palavras.


Sinopse:
Tempo: ladrão ávido de momentos, que nos torna obsoletos e nos embala até ao derradeiro sono numa contagem decrescente onde só a ele cabe a palavra final, condenando-nos ao esquecimento do que passou e à sofreguidão do que estará para vir. 
Em “Chronus” trata-se o tempo por tu e, a cada virar de página, encontramos histórias de solidão, paixão, saudades, verdades e catarses, numa simbiose perfeita onde não se pretende fazer uma rutura com o tempo mas antes imortalizá-lo através da poesia, erguendo memórias e redescobrindo eternidades, convidando o leitor à reflexão e a uma viagem ao passado para encontrar uma promessa de futuro numa cumplicidade que só o que nos une permite.

Resenha : As perguntas, de Antônio Xersenesky


Livro: As perguntas
 Autor (a): Antônio Xerxenesky
Editora: Companhia das Letras / Gênero: Ficção / Drama / Suspense
Páginas: 184 / Ano: 2017
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        Olá pessoas lindas! Como estão? 2018 começou com tudo no quesito leituras pra mim! O primeiro livro que eu li esse ano já foi um LIVRAÇO! Aquele tipo de suspense que eu adoro, com uma pitada de terror. As perguntas, de Antônoi Xerxenexky, publicado pela editora Companhia das Letras, foi aquele tipo de livro que eu li em uma sentada no sofá. Eu simplesmente fui engolida pela história – vidrei! Juro mesmo! Sei lá, eu ficava angustiada a cada virar de página, querendo saber logo o que ia acontecer com a personagem principal.




        Este livro vai misturar: suspense, terror psicológico e drama. Tem como personagem principal Alina, uma mulher de quase 30 anos, formada em história das religiões com uma especialização em tradições ocultistas que se vê frustrada em seu emprego medíocre na cidade de São Paulo como editora de vídeos. O seu emprego dá pra pagar o aluguel e pra mais nada, e Alina ainda não sabe por que continua a insistir nessa vida chata e insossa.
No começo da narrativa, sabemos que quando era mais jovem, Alina via vultos e sombras, que quando compartilhava com os adultos muitas vezes era desacreditada e diziam a mesma que tudo não passava de pesadelos que ela tinha ao dormir. Alina cresceu acreditando nisso, negando essas visões e depois que começou a estudar as religiões ficou ainda mais crente que seria por toda vida uma cética.

No começo era difícil: ela acordava gritando, urros tão desesperados que despertavam os pais e o irmão, eles corriam em direção ao quarto dela imaginando uma tragédia ou no mínimo um acidente sanguinolento e a encontravam na cama, com o torso erguido, as mãos apoiadas no colchão, agarrando com força o lençol, as unhas quase rasgando o tecido, e os gritos iam diminuindo até ela entender o que tinha se passado, até compreender e localizar a linha divisória entre o mundo dos sonhos e a realidade, então ela ficava em silêncio enquanto os pais e o irmão perguntavam “o que foi, o que foi?” e ala respondia com uma voz rouca de quem arranhou as cordas vocais que “foi só um pesadelo”, mas ela sabia que a explicação era simplista, que não valia a pena repetir o que contara aos pais nas primeiras vezes que acordou gritando, isto é, que mesmo depois de acordar, continuava enxergando sombras no quarto [...].

       Durante mais um dia entediante, Alina recebe uma ligação da delegacia perto de seu trabalho, pedindo que se faça presente para uma conversa. Quando uma delegacia pede por sua presença, imediatamente você acata e foi isso que Alina fez. A delegada logo lhe esclarece que foi contada porque um professor indicou Alina para ajudar na investigação (por conta de sua monografia) de uma possível seita que se instalara na cidade, fazendo com que pessoas normais de repente entrassem em surto. Um sujeito estava detido justamente nessas condições – alucinado, desenhando vários triângulos em tudo o que via, inclusive marcando o próprio corpo.

        Alina porém nunca tinha visto aquelas imagens dos triângulos, dispostas daquela forma apresentadas pela delegada - não sabia nada a respeito, então não conseguiu ajudar muito bem a polícia em relação ao pedido. Intrigada, ao voltar a sua mesa de trabalho, começou a pesquisar na internet sobre o que tinha visto e encontrou um site com um email um tanto suspeito para que entrasse em contato. Mandou uma mensagem como quem não quer nada. E foi respondida. Porém o modo como responderam seu email a deixou extremamente alarmada. O pessoal do outro lado havia pesquisado tudo sobre ela, inclusive responderam o email criticando seu trabalho como defesa na monografia. Convidaram Alina para conhecer a seita naquela mesma noite, para que pudesse entender como as coisas realmente funcionavam, ao invés de escrever um trabalho com apenas suposições.


        É lógico que Alina pensou que não iria. Mas sabe aquela pulga atrás da orelha que todo bom curioso tem? Pois é! E os acontecimentos durante a fizeram optar por sim, embarcar nessa de detetive e tentar descobrir por conta própria alguma coisa para a polícia.

        Aí meus amigos, vou deixar por conta de vocês, porque o negócio fica muito louco! Eu adorei a leitura, me instigou muito. Achei um livro muito bem escrito, o autor soube bem trabalhar com os elementos de suspense e terror. Não é um terror sangrento, é muito mais sutil. Passagens que Alina mencionava que sentia uma sombra a seguindo, para mim parecia tão real, que eu fiquei gelada, juro mesmo! E eu li à noite ainda por cima! Hahah, quase não dormi pensando no livro, porque eu comecei e queria terminar no mesmo dia! Mas tinha que trabalhar no outro dia e precisei deixar umas cinqüenta páginas para depois.

        O autor até na divisão do livro foi bastante inteligente: ele o dividiu entre dia e noite, sendo que a narrativa na parte “dia” foi realizada em terceira pessoa, e na parte “noite” foi em primeira, tendo Alina como narradora. O autor empoderou a personagem, como se de dia ela não estivesse sendo a protagonista de sua própria história, e a noite, ao decidir bancar uma de detetive em uma investigação arriscada assumiu o controle de sua vida em busca de respostas para suas perguntas. O que Alina não sabia era é que talvez pergunta nenhuma seria respondida – e que o mundo é muito, mas muito mais perguntas do respostas, sempre.

        O autor brinca a todo momento com o que é real/o que não é. Discute fortemente crenças e idéias e te faz percorrer o mesmo caminho que Alina percorreria: quando a sombra está dentro de nós, quem é capaz de dizer que ela não está? O que é real e o que é crença? Tudo é uma questão de ter fé ou não?

        O final do livro foi abrupto. Fiquei assim: “não pode ser que o livro terminou assim, aqui!”. Eu até gritei – meu marido ficou em choque hahaha. Ele disse: “o que foi” eu berrei: “não acredito que o livro terminou aqui!!!” e voltei algumas páginas pra ver se eu tinha perdido algo. Mas não, realmente terminou oblíquo. Depois fiquei degustando aquilo, olhei o final, olhei pro título do livro e pensei: genial.

        Um livro que recomendo muito, muito! Já comecei bem o ano de 2018. Sabe aquele sabor de leitura boa que você fica quando termina um bom livro? Foi assim que fiquei, uma delícia. Me fez ficar com vontade de ler mais livros assim nesse ano – que te deixam com falta de ar ao virar as páginas. 


Sinopse:
Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos. 

Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença. 
Em 'As perguntas', Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.

Resenha : Um beijo à Meia-Noite, de Eloisa James


Livro: Um beijo à meia-noite
 Autor (a): Eloisa James
Série Contos de Fadas - livro 2
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance de Época
Páginas: 320 / Ano: 2017
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Resenha elaborada pela colaboradora Ana Paula dos Santos

        Um beijo à meia-noite, de Eloisa James é uma releitura bastante interessante do clássico A Cinderela. Traz os elementos essenciais (sapatinho de cristal, príncipe, a mocinha, a madrasta, a irmã, a madrinha – e que madrinha espirituosa!), com toques que o deixam único.


         Katherine Daltry, mais conhecida como Kate, é uma mulher forte, determinada e bondosa que vem lutando contra as tiranias de sua madrasta, Mariana, que vem gastando dinheiro sem cautela alguma, desde a morte do pai de Kate, com futilidades para si e para sua filha, Victoria, deixando, assim, a propriedade da família sem os devidos cuidados e despedindo funcionários sempre que deseja. Apesar de Mariana e Victoria terem dezenas de belos vestidos, Kate anda sempre com roupas velhas e gastas, pois não ganha nada de novo para si, e nem mesmo mais pode dormir em seu antigo quarto.

         ...Raiva era o que sentia ao ver os olhares de piedade que lhe dirigiam conhecidos com quem nunca mais se encontrara para jantar. Era o que sentia por ter sido relegada a um acanhado quarto no sótão, denunciando sua posição inferior naquela casa. Era a autodepreciação que sentia por não conseguir partir e dar as costas àquela situação. Era um sentimento alimentado pela humilhação, pelo desespero e pela certeza absoluta de que o pai devia estar se revirando no túmulo”.

         Ao contrário da história de Cinderela, a irmã de Kate não é uma víbora. É mimada, mas não é cruel. Na verdade, é uma moça muito doce e sonhadora, apaixonada por lorde Dimsdale, a quem chama de Algie, e precisa se casar o quanto antes, pois está grávida. O problema é que, de acordo com o testamento do pai de Dimsdale, se ele se casasse antes dos 30 sem a aprovação da mãe, perderia parte da herança, e nem ao menos 20 ele tinha, então, para se casar, precisaria da aprovação de um parente materno, neste caso, o príncipe Gabriel.


         Gabriel é um homem muito inteligente, apaixonado por arqueologia, expedições, mas que se vê obrigado a abrir mão de sua paixão quando seu irmão abandona a corte, e ele opta por seguir com suas obrigações para com ela e sua família. Isso mostra que ele é um homem que leva suas responsabilidades muito a sério. Ele está noivo de uma russa escolhida por seu irmão, e a união é necessária, pois o dote da noiva é muito grande, e ele precisa desse dote para continuar mantendo o castelo, a família e a corte.

         _Mal temos condições de alimentar o leão – observou Gabriel, endireitando o florete. – Não me trate como uma donzela apaixonada, Wick. Preciso me casar com uma mulher que tenha rios de dinheiro. E é o que pretendo fazer.”

         No início do livro, Kate descobre que terá que se passar por sua irmã ao lado do noivo dela para conseguir a aprovação do príncipe para o casamento, pois Victoria havia sido mordida por um de seus três cães na boca, o que causou uma grande inflamação o que, naquele momento, prejudicava a beleza daquela que havia sido eleita a “bela da temporada”, ela não podia ser vista pelo príncipe naquele estado. Mesmo contra sua vontade, Kate embarca com Algie para o castelo de Gabriel perguntando-se como conseguiria enganar não só o príncipe, mas convencer pessoas que haviam visto Victoria durante a temporada de que ela era aquela mesma Victoria, apesar de as duas serem muito diferentes.

         _Não me pareço com Victoria – disse ela, um tanto triste.
         Secretamente, acalentara a esperança de que roupas elegantes a transformassem, tornando-a tão bela quanto a irmã, uma mulher que era considerada, por toda a aristocracia, um diamante.
         Já ela se parecia mais com cascalho do que com diamantes.


         Apesar do óbvio fato de Kate e Gabriel acabarem se apaixonando, as situações que acontecem ao longo do livro são bastante originais, divertidas e valem a pena serem conferidas. É uma releitura que lida com as personagens de maneiras diferentes, nem tudo é óbvio, o que faz da história uma nova história, apenas parecida com a Cinderela, e bastante divertida, além do fato de ter uma boa dose de sensualidade.

         Ele a impediu de falar. O beijo foi tão selvagem quanto o jardim onde se encontravam. Era o tipo de beijo que quase ultrapassava os limites da decência, apesar de as mãos dele permanecerem nas costas dela e de as dela se encontrarem no pescoço dele.
         Ambos sabiam que um beijo como aquele era como fazer amor, que havia uma troca, uma posse e uma submissão, um dar e um receber, uma intimidade proibida”.

 A leitura é rápida, e cada personagem é marcante de uma forma diferente. Compreendi a problemática do príncipe, perguntei-me diversas vezes como o problema seria resolvido. Se o amor falaria mais alto do que o dinheiro, e em que ponto isso aconteceria. Achei um livro singular. Recomendo a leitura.

Esse livro traz em seu enredo a releitura de Cinderela!




Lembrando que este livro faz parte de uma série intitulada Contos de Fadas, e é o segundo, porém não interfere em nada o ler fora da ordem. 

Leia também o primeiro livro da série:



Sinopse:
Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal.


Resenha : Pseudônimo Mr. Queen, de Loraine Pivatto


Livro: Pseudônimo Mr. Queen
 Autor (a): Loraine Pivatto
Editora: Independente / Gênero: Distopia, Fantasia
Páginas: 404 / Ano: 2015
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        Oi galera, tudo bem? Hoje trago para vocês a resenha do livro Pseudônimo Mr. Queen, escrito por Loraine Pivatto. A Loraine me procurou para apresentar o projeto de seu livro, que é tipo um livro viajante. Como ela é autora independente, seu livro tem esse propósito de passar de mão em mão para ser conhecido, uma forma de divulgar seu trabalho que eu achei super interessante e criativa.

        O livro vai nos apresentar uma distopia, é basicamente uma fantasia com fleches de realidade. Dividido em 3 atos, o livro é narrado durante os anos de 2012 a 2117 e vai nos contar a história de 3 protagonistas da família Brandão: Regina, Larissa e Vitória.

Regina está vivendo no tempo atual, quando de repente se vê em uma realidade paralela, onde poucas pessoas sobrevivem no ano de 2012, após o fim do mundo como o conhecemos atualmente. Regina não entende porque ela foi uma das escolhidas, e parece que somente as pessoas que sonhavam é que permanecem nessa nova “terra”. Essas pessoas tinham um mesmo sonho: dizendo como funcionaria essa nova era. Essa nova era sugeria que: as pessoas viveriam duas vidas: a primeira vida até os 70 anos, a segunda dos 20 anos até os 100 anos. Seriam num total 150 anos no total, mas durante esse período é impossível a morte. Essa nova era preza a vida acima de tudo, então todas as formas de morte que conhecemos hoje não são mais possíveis. Você não consegue nem se suicidar. E o grande mistério e segredo é se há uma forma de morrer antes do prazo fixado e esse segredo é guardado para que se possa preservar a humanidade.

        Depois de Regina, Larissa e Vitória também ganham destaque, e se é contado sobre seus romances, frustrações e o grande elo que liga essas três é que uma é a avó (Regina), Larissa é a neta da Regina e Vitória é a bisneta da Regina. A gente fica o livro todo tentando descobrir o que irá ligar estas três pessoas no final, é bastante surpreendente como a autora termina o livro.

Nessa nova era, apesar de não ter doenças e a morte eminente, há um sistema de pontuação, muito fútil, onde você ganha pontos se você é um artista, ou se você tem muitos amigos, ou se você engordou ou emagreceu, uma sociedade que apesar de evoluída, continua doente por outras causas, já que ao invés de aproveitar uma nova chance de vida e em igualdade, prefere competir através de pontuações ilógicas.

Regina sempre salientara o perigo de amar sem ser correspondida, enfatizando a preferência em ser mais amada do que amar, mas naquela mensagem a fala era outra. Dizia somente agora entender que ter a capacidade de amar e poder experimentar todas as emoções provenientes de tal sentimento era na verdade a maios dádiva da vida”.


       O livro traz várias reflexões a respeito de como estamos vivendo nossa vida, do que realmente vale à pena e o que devemos realmente valorizar. Muitas pessoas se sobrecarregam tanto competindo através de pontuações que perdem a chance de viver novamente uma vida mais plena. Regina, Larissa e Vitória não davam muita importância para o sistema de pontuações, e acredito que foi essa mensagem que a autora quis nos passar, de que é possível ser diferente em uma sociedade que te oprime. Por ser um livro complexo em assuntos e reviravoltas, talvez fique um pouco mais difícil de fazer uma resenha sem spoilers. De modo geral a leitura prende muito, traz reflexões políticas e de novas normas, o final traz uma surpresa inesperada e fiquei muito contente de poder conhecer o começo do caminhar de uma nova escritora.


- Digam o que quiserem, não há nenhum golpe mais violento ao ego do que a rejeição daquele a quem nos dedicamos. A pessoa que elegemos conquistar, seja ela uma namorada, ou esposa, como também amigo, pai, mãe, filho, não importa. Aquela pessoa que talvez nem tenha percebido direito a nossa existência, mas na qual investimos todas as nossas atenções e pela qual melhoramos, esperando por um reconhecimento que não vem”. 


Sinopse:
O ano é 2012,

Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.



Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.



Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.



Agora serão 2 vidas: 
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.



A nova sociedade começa a surgir:
Sem desigualdade,
Sem dinheiro,
Sem doenças,
Sem possibilidade de mortes prematuras,
Exceto por uma maneira.



Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.