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Livro: A poção perdida
Livro 2 da Trilogia Potion
 Autor (a): Amy Alward
Editora: Jangada / Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 448 / Ano: 2017
Skoob / Amazon

        Olá pessoas! Tudo legal? Hoje venho trazer para vocês a resenha de uma trilogia que está encantando meu coração: A poção perdida, o segundo livro da série Potion, foi tão bom quanto o primeiro. E para quem não quer ler nenhum Spoiler, sugiro não continuar com esta resenha e ler a resenha do primeiro livro aqui:



        Bom, se você já leu o primeiro e quer saber se o segundo livro é uma continuação tão legal quanto, sugiro cair de cabeça! Eu amo a personagem da Sam Kemi, virei fã dela, e neste livro ela terá que provar mais uma vez que é uma ótima aprendiz de poções. Depois de vencer a caçada selvagem, e salvar a vida da princesa, Sam virou alvo de paparazzis e fãs. Criaram até fóruns na internet para discutirem sua vida, e nesses fóruns há muita conversa afiada também. Mas o que eles principalmente discutem é que talvez a bisavó de Sam tenha sim descoberto a receita da Aqua Vitae, uma importante poção que cura qualquer doença que uma pessoa pode ter para sempre. A pessoa ao tomar a Aqua Vitae se cura de qualquer enfermidade e não contrai nenhuma outra até sua morte. E depois de participar de uma entrevista na TV onde encurralaram Sam com várias perguntas, parece que essas suspeitas nos fóruns cresceram ainda mais.

Tentar ao máximo e falhar não é um desfecho ao qual eu esteja acostumada. 

        Na contramão destas fofocas, o avô de Sam jura de pé junto que Cleo, a bisavó de Sam, não poderia ter criado uma poção que na verdade não passa de uma lenda. Mas Sam está cada vez mais desconfiada, já que tudo a leva a suspeitar que o diário perdido de Cleo só poderia conter algo muito valioso, para ter, bem, se perdido. Quando seu avô sofre um ataque na rua e perde a memória, Sam fica desesperada. 


Se fosse só perder a memória o problema, sua família ficaria menos aflita. Mas parece que a saúde dele está piorando a cada dia, e essa perda súbita de memória pode ser influência de alguém que Sam torce para que esteja bem distante de sua família: a terrível Emilia Troth. Notícias recentes afirmam que ela fugiu da prisão e se há uma possibilidade de existir uma formula da Aqua Vitae, sua inimiga Emília fará de tudo para consegui-la. Mesmo porque, roubar a formula da família Kemi significa conseguir o trono de Nova, já que a poção é a chave para salvar e princesa Evelyn novamente: apesar de Sam conseguir desfazer o feitiço da poção do amor na caçada selvagem, Evelyn ainda não está conseguindo controlar seus poderes. Com poderes descontrolados ela pode destruir o país inteiro. E a outra saída a não ser a Aqua Vitae é ela se casar para poder equilibrar a sua instabilidade. Mas a princesa não está apaixonada por ninguém atualmente (ou está?). Sam não quer que sua amiga corra riscos, não quer perder seu avô que agoniza em uma cama de hospital esperando por uma cura, por isso partirá em uma busca frenética por verdades, junto com seu namorado Zain (há, os dois continuam tão fofos ainda!!!), lutando com todas as forças contra sua mais nova arqui-inimiga. 

Eu seguro a mão de Zain com força. De repente tudo parece real. Estou em outra Caçada. Espero muito que estejamos numa maré de sorte.

        Esse livro continua tão fofo quanto o primeiro. É uma história bem leve, mas muito bem escrita e movimentada. A personagem da Sam continua a me encantar, ela é destemida e não deposita sua vida nas mãos de ninguém. Apesar de amar Zain, ela toma muitas decisões por conta própria. Adoro o jeito doce e cuidado com que ela trata as pessoas. Gosto mil vezes mais dela do que da princesa Evelyn, que nesse livro achei mais chatinha hahaha. O amor que Sam sente por sua família fica evidente conforme avançamos na história e esse é o principal ponto de apoio da autora, o que eu acho super bacana. Lutar contra Emília nesse segundo livro foi o ponto alto, deixando nós leitores confusos, se confiávamos ou não nela. Emília será que é tão malvada assim? A gente fica se perguntado e só vai saber quase no final. E este livro termina de um jeito que te faz querer muito ler o terceiro!!! Sim, ele vai te deixar com muita ansiedade para saber o final da trilogia. Não terei escapatória, vou precisar ler correndo o terceiro livro! Recomendo muito a série, para quem quer se apaixonar por uma pequena Alquimista chamada Samantha Kemi s2. 

A alquimia recompensa o estudioso, não o explorador. Você fará bem em se lembrar disso. 


Sinopse:
Depois de vencer a Caçada Selvagem, salvando a Princesa Evelyn, a vida de Sam Kemi mudou completamente! Com uma avalanche de entrevistas na TV, o trabalho na loja de poções da família e os preparativos para acompanhar a Princesa – sua nova melhor amiga – numa grande viagem internacional, tudo parece estar indo muito bem, até que de repente não está mais...Alguém adulterou a mente do avô de Sam para tentar descobrir a fórmula da Aqua Vitae, uma poção capaz de curar qualquer doença e que estava perdida entre as páginas de um antigo diário da família Kemi. Sem suas memórias e precioso conhecimento, seu avô está cada vez mais perdido e confuso. E, conforme o tempo passa, seu estado só vai piorando. Agora, Sam precisa encontrar a receita perdida da poção mais poderosa do mundo, aquela que as pessoas matariam para pôr as mãos, e também tentar trazer as memórias do seu avô de volta. Trocando vestidos, príncipes e palácios por dragões, centauros e cavernas, Sam começa a aventura mais importante e perigosa de sua vida – na qual tudo pode acontecer!

Leia também da autora:





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Livro: O ódio que você semeia
 Autor (a): Angie Thomas
Editora: Galera Record / Gênero: Jovem Adulto
Páginas: 378 / Ano: 2017
Skoob / Amazon

        Oi pessoas! Tudo bem? A resenha de hoje é de um livro que acabou comigo, literalmente. E que fala sobre um assunto extremamente importante: o racismo. E ele chegou nas minhas mãos através de um projeto literário em um dos muitos igs lindos que sigo no instagram - esse livro fez parte do projeto Livro Viajante, que a @ceuliterario proveu neste ano, e super adorei fazer parte dele e ter o privilégio de ler esse livro. "O ódio que você semeia" vira filme neste ano, e não vejo a hora de ver toda a força dele estampada nas telinhas. 


Mantenha as mãos à vista. Nada de movimentos repentinos. Só fale quanto falarem com você. 


        Bom, se é realidade o que você quer, nesse livro você terá, e muita, muita realidade doída e angustiante. Nele vamos conhecer Starr, uma garota negra, que vive com sua família no subúrbio e que já viu muita coisa triste com seus apenas 16 anos. A mais triste delas foi ter perdido uma amiga de infância em um tiroteio, uma bala perdida, uma vida igualmente perdida. A segunda delas, outro amigo, Khalil, sendo morto por um policial na sua frente. Mas com Khalil o sentimento de insegurança foi maior: Starr e Khalil não faziam nada, estavam voltando para casa de uma festa, não estavam embriagados, não estavam dirigindo em alta velocidade, não portavam arma, não portavam nada de errado dentro do carro. Mas Khalil e Starr são negros, o policial, branco. De repente, BANG, BANG. Starr tem o sangue de Khalil nas suas mãos e uma enorme bomba relógio em suas mãos: ela fora a única testemunha. 

        Khalil estava mexendo com drogas, mas no dia de sua morte não estava com nada. E o que a mídia explorou? Exatamente, seu envolvimento com o crime. Uma justificativa bastante plausível para tirar a responsabilidade de uma morte a sangue frio, uma pessoa armada X uma pessoa desarmada e sem chances de se defender. E Khalil não fazia parte de nenhuma gangue, como é característico no bairro de Starr. Ele apenas estava tentando tirar a mãe de uma situação cheia de dívidas com outros traficantes. Khalil achava que tinha saída, mas sua vida sofrida e sem perspectivas o guiava para um beco sem saída. 


        Starr terá que ser corajosa, para mostrar para a mídia que de repente resolveu explorar ao máximo a história que Khalil era inocente, e que o policial deverá pagar pelo crime que cometeu. Mas será que é tão fácil assim? Se expor sendo o lado mais frágil será que é uma boa ideia? Como não fazer sua família pagar ainda mais, sendo perseguida por decidir falar a verdade?

        Esse é um livro maravilhoso em muitos aspectos. Apesar de ser direcionado a faixa etária mais jovem, é um livro que deveria ser lido por todos. Mostra como a gente deseja que não, mas como o racismo ainda é presente e faz parte do nosso dia a dia. E como é difícil para ambos os lados, mas principalmente para os negros. Digo para ambos os lados, pois o namorado de Starr, o Chris é branco e para ele também é difícil se encaixar no mundo de Starr, ser aceito. Pois há uma divisão muito clara, e o branco é sempre o oponente para os negros e os negros são sempre os inferiores para os brancos. E essa dor que a autora explorou nas linhas fica muito evidente. A dor de não se aceitar as diferenças. A dor de raças não se completarem, mas se chocarem. 



        E a obra também bate muito na tecla de que o ódio que você espalha para o mundo, ele se volta contra você. E isso é muito verdade. Starr vai se ver em vários dilemas durante sua trajetória e vamos acompanhar todas elas com expectativa e torcendo para que a justiça seja feita. 

        Outro ponto fundamental para mim foi a harmonia presente na família de Starr. Adorei a forma como a autora retratou seus pais, seus irmãos e meio irmãos. A família toda é muito unida e engraçada. Foi o ponto alto da leitura para mim, uma família que se apóia nas decisões tomadas, que se protege e que reza um pelo outro. Se todas as família fossem como a de Starr, muitos dos problemas que vemos no mundo seriam reduzidos. 


        Esse livro é uma porrada no estômago. Ele vai te fazer repensar muitas coisas. Vai te fazer mais tolerante. Ele nos convida a não ficarmos quietos quando vemos algo de errado. Mas também nos convida a tentar fazer as coisas da maneira mais correta possível, porque a gente aprende da pior forma que ódio sendo combatido com ódio, só pode gerar mais ódio, não amor. Um livro ótimo, que entrou na lista de favoritos e que merece ser lido e discutido, por jovens e adultos. 


Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo.

        E como vai virar filme o livro ainda neste ano, deixo para vocês o trailer do filme abaixo, para ficar ainda com mais vontade de ler essa obra:



Sinopse:
Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.

Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo. 
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.


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Livro: A última travessia
 Autor (a): Mats Strandberg
Editora: Morro Branco / Gênero: Terror
Páginas: 512 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Oi pessoal! Tudo bem? Que tal arriscar algo diferente dessa vez? Trago a resenha de um gênero que pouco leio: terror. Não por que não goste, mas por falta de oportunidade às vezes, e que sempre que acabo lendo gosto muito. Não foi diferente com este lançamento da Editora Morro Branco - A última travessia, livro do sueco Mats Strandberg, que já foi considerado o Stephen King da Suécia haha e depois de ler esse livro acho que descobri o porque da comparação (lógico que para alcançar o rei dos reis do terror, esperamos que Mats escreva ainda muitos outros livros!). 

        "A última travessia" vai fazer você repensar suas próximas viagens em navios, e aposto que depois de ler esse suspense misturado com terror, você vai pensar duas vezes antes de fechar um cruzeiro como viagem dos seus sonhos hahaha. Sim, porque a ambientação deste livro acontece justamente em um navio, o Baltic Charisma, capaz de oferecer aos seus passageiros um final de semana de muita farra e bebedeira sob as águas frias do Mar Báltico. 


        O Baltic Charisma está longe de ser um navio de luxo. Na verdade, nos últimos anos ele está extremamente decadente. E esse ambiente nojento criado pelo autor faz o enredo se tornar ainda mais sombrio e funesto. Eu realmente fiquei enojada em alguns trechos, mas acho que essa exploração do sujo, do desleixo, é o que o autor utilizou para deixar o suspense mais sufocante e difícil de digerir (não de um modo ruim, aquela indigestão que a gente sente ao ler um terror, aquela claustrofobia gostosa sabe? hahah, coisa de doido!).

        Adorei o autor explorar muito bem os personagens. Como ele dividiu em capítulos muito curtos a história, a dinâmica criada em cada narrativa (pois é narrado por diversos pontos de vista o livro) trouxe um desenvolvimento que me agradou muito. O autor, apesar de trazer vários personagens à obra, não deixa nenhum com pontas soltas, fazendo com que cada um deles tenha um papel fundamental na construção da trama. 

        Bom, o Blatic Charisma está navegando tranquilamente. Dentro dele tem desde pessoas mais ricas, como pessoas que só podem pagar pelas cabines menores. Tem gente que foi com a família, mas a maioria foi à procura de diversão e uma experiência única. Tem os trabalhadores do navio, que não aguentam mais, dia após dia navegar sem destino, aguentando os mesmos babacas bêbedos e as mesmas pessoas vomitando pelos corredores, quartos e banheiros, depois de encher a cara. O navio é uma fachada dos sonhos, mas que no seu interior esconde muito tédio, frivolidades e gente idiota. 

        Quando um cara fica alucinado e tentar morder Dan, o cantor frustrado que não alavancou na carreira e terminou por coordenar as noites de Karaoquê do navio, o clima de repente parece ficar mais tenso e sombrio. 


        Esse ataque estranho e sem motivo, causa estranheza. Tudo fica ainda mais estranho quando mais pessoas começam a ficar com essa raiva incontida dentro de si. De repente há gritos, há sangue, muito sangue. E gente morta pelos corredores. Mas como escapar se você está em um navio, no meio do oceano? Só resta tentar compreender o que está levando as pessoas ficarem alucinadas e lutar para sobreviver. Nem que para isso seja preciso também se tornar um monstro e matar. 


        Esse livro é ótimo para quem gosta de terrores no melhor estilo sanguinolento. Há aquela atmosfera constante de sufoco, a gente querendo entender o que está acontecendo com as pessoas dentro do navio e acompanhando o horror de estar preso no meio do mar com algo de muito errado acontecendo. A gente torce pelos personagens que mais gosta (e tem o coração partido com alguns dos destinos que os esperam). Mas essa é a graça nesse tipo de narrativa. Aquele terror que fica espreitando e te deixando pilhada a cada virar de página. Os personagens que mais me cativaram foram Albin e sua prima Lo, dois adolescentes muito espertos que fizeram o possível e o impossível para sobreviverem (e aqui vou deixar vocês com dúvida: será que eles conseguem? hahah), gostei muito da personagem da Pia também, apesar de não ser uma personagem de muito destaque e morri de ódio de um tal de Dan rsrs (sim, porque ele é babaca desde o começo rsrs). 


        Recomendo essa leitura para quem gosta do gênero, talvez quem não goste de terror não vá achar um livro brilhante. E o autor escreve muito bem! É um terror carregado de elementos explosivos, exagerados, no melhor estilo trash terror. Curti mesmo essa leitura, e a capa me fez mergulhar nessa temperatura baixa das águas do oceano, me deixou com aquela imagem de medo e escuro, que fica envolvendo nossa imaginação por toda a história, nos fazendo ficar de olhos bem abertos!

[...] cortou pernas e braços, deixando os membros em pedaços menores. Naquela época ainda acreditava em Deus e temia o que poderia acontecer com a alma do marido depois de tudo que eles tinham feito, mas tinha sido ali no banheiro que passou a compreender que o inferno não era um lugar separado da Terra e nem da vida. 


Sinopse:
Bem-vindo a bordo do Baltic Charisma!


Hoje, mais de 1.200 pessoas embarcarão em uma travessia pelas frias águas do Mar Báltico, com destino à Finlândia. Por 24 horas, elas deixarão de lado seu dia a dia sem graça e poderão ser quem quiserem. 


A viagem promete satisfazer seus mais diversos desejos, com bebidas, festas e cassinos. Mas o mal espreita os corredores e, no meio da noite, não há escapatória possível. 


Especialmente quando todo o contato com a terra firme é misteriosamente interrompido.
Se algumas pessoas se comportam como heróis ao enfrentar crises, essa noite sombria trará à tona o que há de pior nos outros, e quando desaparecimentos inexplicáveis começam a acontecer, é imprescindível que o navio não chegue ao seu destino final.





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Livro: O segredo de Helena
 Autor (a): Lucinda Riley
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance
Páginas: 464 / Ano: 2018
Skoob / Amazon

        E aí pessoal? Tudo bem? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é de um lançamento da Arqueiro da autora Lucinda Riley (bastante conhecida por ter escrito a série Sete Irmãs) - O segredo de Helena. Essa é a minha primeira experiência com a autora e já posso mencionar que gostei demais. A escrita da Lucinda é fluída e apesar de ir trazendo aos poucos a história para o leitor, isso não me incomodou, pelo contrário, me senti assistindo uma novela, fascinada pela ambientação da autora, o que nos proporciona imaginar a história de uma forma muito rica em detalhes.   

 

        O segredo de Helena é o tipo ideal de livro para quem gosta de uma trama familiar regada por segredos e sentimentos. A protagonista, a Helena, tem alguns motivos para ser uma pessoa reservada e muitas vezes distante em seu relacionamento com o marido Willian, que acredita que Helena nunca se entregou totalmente ao casamento de ambos. Willian sabe que a esposa já teve ter passado por algumas dificuldades, afinal, tem um filho, o Alex, a quem Willian criou como se fosse um filho, mas que sabe pouco a respeito de seu passado, inclusive quem é o pai do garoto. Helena nunca se aprofundou em conversas que tiveram sobre o passado, e Willian sempre respeito esse distanciamento. Mas quando você passa dez anos casados com uma pessoa, e já tem dois filhos frutos desse relacionamento, começa a querer exigir mais desse compromisso. 


        E parece que tudo resolveu borbulhar num período de férias que a família resolve passar na casa herdada por Helena de seu padrinho, no Chipre. Pandora, como é intitulada a casa, já escondeu muitos segredos de seus antepassados. As paredes sabem mais a respeito dos visitantes que ali estiveram do que qualquer pessoa. 

        A família não estará sozinha nessa jornada de férias, já que Helena convidou alguns amigos da família - Sacha, melhor amigo de Willian com sua esposa Jane e os filhos, sua melhor amiga Sadie e sua enteada, Chloe. Era para ser um período tranquilo e sereno, até pessoas do passado de Helena começarem a surgir para visitá-la, entre eles Alexis, um moreno alto e dono de umas vinícolas perto da propriedade herdada por Helena, e que nunca a esqueceu. Será que o passado de Helena está prestes a vir à tona? Você saberá se mergulhar nessa linda história de amor, segredos e de uma jornada em busca de libertação.


        O livro é narrado em terceira pessoa, e por trechos do diário de Alex, filho de Helena, que tem papel fundamental na trama. Ele foi um dos personagens que mais gostei, até mais do que a própria protagonista Helena. Ele é um garoto sensível, que aos 13 anos tem uma inteligência grandiosa (inclusive é citado que ele tem QI acima da média) o que deixa os seus relatos e pontos de vista muito interessantes e maduros, apesar da pouca idade. Ele não sabe quem é o seu pai e por todos esses anos resolveu não pedir explicações para sua mãe. A medida que vamos avançando na leitura e fazendo descobertas, vamos ficando com o coração apertado, mas a inocência do garoto deixa a narrativa mais leve e dá um toque muito próprio ao enredo.

        Eu ficava tentando adivinhar os segredos que Helena escondia, mas não consegui prever nenhum, então gostei muito da autora ter me surpreendido com os finais. Ela também prolongou um pouco mais a narrativa ao final, contanto como todos os que estavam envolvidos naquela casa, no Chipre se encontravam depois de passado dez anos, e isso deixou o final ainda mais legal pra mim, porque é gostoso saber como seus personagens favoritos continuaram com suas vidas.

        Me emocionei em muitos trechos, a leitura é sensível e por trazer como principal tema dramas familiares não tem como não se envolver com a história de vida de Helena. Eu recomendo muito a leitura, gostei muito de conhecer a escrita da Lucinda e já prevejo ler outros livros dela! Um ótimo livro pra se emocionar!


Sinopse:
As obras de Lucinda Riley já venderam mais de 12 milhões de exemplares em todo o mundo. Ela está na lista de autores mais vendidos do The Sunday Times e do The New York Times.

Quanta verdade o amor é capaz de suportar?

Helena nunca esqueceu o verão que passou na mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos 15 anos.

Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela retorna a Pandora para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos filhos. No entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona segredos que ela preferia esconder.

Um desses segredos envolve Alex, seu filho mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai.

Enquanto o verão avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos, farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.


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Livro: Tartarugas até lá em baixo
 Autor (a): John Green
Editora: Intrínseca / Gênero: Romance / Jovem Adulto
Páginas: 272 / Ano: 2017
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        Ei, ei pessoas! Tudo bem? Vamos de resenha de livro favorito? Siimmm! Porque todos os livros que eu leio do John Green me apaixono perdidamente. Já li todos e não teve um que não gostei. É que eu gosto muitooo do jeito inteligente que ele escreve. As histórias, sei lá, são muito bem pensadas, com protagonistas reais e cheios de defeitos, mas que apesar disso tudo, nos apaixonamos por eles, assim como também nos apaixonamos no decorrer de nossas vidas por pessoas reais e também cheias de defeitos (ok, nada a ver o que escrevi aqui agora, mas é isso AÍ!).


        Bom, eu já tinha liDo algumas sinopses do livro. Sabia que ia encontrar uma protagonista com TOC, a Aza. Ele tem pensamentos obsessivos, principalmente que a levam a achar que de repente vai contrair uma doença rara e que pode matar em 72 horas, se ele fizer determinadas coisas como tomar antibióticos, beijar um garoto, e esses pensamentos a prendem em uma espiral sem fim dentro de sua própria cabeça, a impedindo de pensar direito, de viver sua vida de forma descente como qualquer adolescente. Esses pensamentos não tem hora para começar, então é angustiante acompanhar o raciocínio de Aza, e de como ela se limita por conta de sua doença e faz coisas absurdas por não conseguir controlar seus pensamentos e atitudes. 


        Mas e como faz quando você tem uma doenças dessas e se apaixona por um garoto super legal, sensível, bilionário (apesar de que sua herança vai ficar toda para um tal de Tuatara, animal de estimação de seu pai, para investimentos em uma pesquisa cientifica) e que está passando por uns bocados, porque esse mesmo pai está foragido por conta de ter ganhando tanto dinheiro ilegalmente e não consegue pensar em outra coisa a não ser bactérias quando vai beijá-lo? 

O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.

        De uma forma bastante inteligente, Jonh Green vai nos emocionar, trazendo a dor de uma história familiar vivenciada por Davis, o tal garoto bilionário e seu irmão, quando se vêm sem noticias após o desaparecimento de seu pai e a dor de não restar ninguém já que a mãe dos dois morreu muito jovem e as implicações de uma doença silenciosa, mas avassaladora que é o TOC. Além disso, o autor também explora a história de amizade de Aza e sua amiga Daysi. Daysi compreende em partes a doença de Aza, e essa batalha emocional que as duas vivem para continuarem amigas é linda de acompanhar. 

Estar vivo é sentir saudade.

        Por isso gosto tanto dos livros desse autor. Eles são na maioria sentimentais, mas trazem assuntos muito relevantes e sensíveis, que precisamos nos aprofundar mais, conhecer mais para poder amar as pessoas do jeito que são. Não é uma tarefa fácil, às vezes não chega nem a ser possível, mesmo tentando de várias maneiras, mas a vida vai nos mostrar que é sempre preciso tentar. E tentar de novo. Aza é uma protagonista singular, que me deixou apaixonada. Ela deu uma cor própria à história e Davis foi o ator secundário perfeito nessa trama. Eu gostei demais de tudo e terminei com aqueles olhos embargados que a gente se acostuma ao ler bons livros e ainda mais bons livros do nosso querido amigo João Verde. Obrigada por mais esse livro John! Só o que desejo é que continue a escrever brilhantemente!

A gente escolho os nossos finais e os nossos começos. Podemos escolher a moldura, sabe? A gente pode até não decidir o que aparece na foro, mas a moldura é a gente que decide. 

Sinopse:
Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.



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Livro: LoveStar
 Autor (a): Andri Snaer Magnason
Editora: Morro Branco / Gênero: Ficção Científica
Páginas: 336 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

       Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje trago para vocês a experiência doida que foi ler o livo LoveStar - lançamento da editora Morro Branco deste ano e que está com uma diagramação perfeita! O livro é todo lindo, em tons de rosa, inclusive nas laterais, o que deixou o acabamento primoroso. Pra você ter uma ideia, até o meu marido que não repara nos livros que eu recebo, viu ele lá dando sopa em cima da mesa da cozinha e disse: "nossa, que livro legal, todo rosa em volta, nunca vi" hahaha. Pois é, o livro chama mesmo a atenção. E a capa remete muito ao universo Geek, e realmente ele pende para esse lado, um livro bem futurista, e na minha opinião também com um toque de distópico.







        Em LoveStar, vamos acompanhar a evolução do mundo em um cenário totalmente moderno. Quem pensou e transformou em idéias seus principais pensamentos foi o próprio senhor LoveStar. Ele criou a empresa ItStar, que é capaz de coordenar todo o mundo.

       Nesse mundo futurista, as pessoas quando morrem não são mais enterradas, mas arremessadas ao céu através de foguetes para explodirem como estrelas - este serviço você pode encontrar contratando a "LoveDeath". Também é possível calcular seu par perfeito através de estatísticas e assim você acaba destinado por um algorítimo a viver com o seu par ideal para sempre - este serviço é um grande presente a você, fornecido pelo grande criador de idéias LoveStar - este brilhante serviço se trata do "InLove". Você tomou uma atitude que talvez tenha se arrependido? Calma, também há uma solução para isso: você consulta o terminal do Regret e pode ouvir desse canal de comunicação a consequência da sua escolha, ele te diz que se você não tivesse seguido o caminho que escolheu provavelmente algo catastrófico aconteceria e você seria muito infeliz. Logo, a sua escolha foi sempre a mais acertada. Além disso, nesse mundo futurista, se você fica acidentalmente sem pontos como moeda de troca, você se torna automaticamente um Pregoeiro, o que basicamente é ser um anúncio ambulante, que grita involuntariamente promoções, lançamentos, e afins. Lógico que você tem liberdade de escolha em tudo isso, mas terá que viver renegado e fora da bolha especial tocada por tudo o que foi criado por LoveStar.


       Na contra mão de todo esse mundo tecnológico, acompanhamos a vida de Indridi e Sigrid. Ambos se apaixonaram, mas não haviam sido calculados ainda. E resolveram correr esse risco, pois tinham certeza de que se amavam muito e que seriam sim no futuro calculados juntos, pois o amor deles era incondicional. Mas quando Sigrid recebe uma carta de LoveStar avisando que seu par estava lhe esperando para ser conhecido e essa pessoa não era Indridi o mundo dos dois vira de cabeça para baixo. Agora terão que provar que o que sentem um pelo outro é realmente forte e capaz de quebrar todas as barreiras impostas por esse mundo ditador e insano, criado por LoveStar. 
Uma ideia é um ditador. Sequestra o cérebro, põe sentimentos e memórias de lado, faz você ignorar amigos e relacionamentos e orienta você na direção de um único objetivo, o de lança-la no mundo. 
       O livro é muito doido minha gente. Só lendo para sentir o gostinho dessa loucura toda. Porém não se assuste com o inusitado que é este livro, pois o autor criou um cenário totalmente único e que é de fácil compreensão a medida que você vai avançando na leitura. Neste livro vamos parar para pensar nos mais variados temas - no que há de frenético no consumismo, na busca incessante do sentido da vida e da origem da vida, o desejo de se tornar Deus, só porque você criou idéias novas e que todos resolveram seguir (neste caso vamos acompanhar a saga de LoveStar para provar isso), e a quebra de barreiras e a luta para se manter um amor verdadeiro, quando a sociedade toda tenta te convencer do contrário. Foi um livro que me prendeu demais, apesar de ficção cientifica não ser um dos meus gêneros de leitura favoritos. Eu realmente me envolvi na história, e creio ser um livro obrigatório para que possamos refletir para onde nossa sociedade desenfreada caminha. Eu vejo muito de nosso futuro nas linhas escritas por Andri Magnason, e é mais um livro do autor que passo a admirar - no ano passado li dele "A ilusão do tempo", um livro que super recomendo também e que, assim como este, tira o leitor da zona de conforto e faz refletir sobre aspectos fundamentais da nossa existência. Vale a pena a leitura!


Sinopse:
Citação de Excelência PHILIP K. DICK AWARD
Vencedor do GRAND PRIX DE L’IMAGINAIRE
Indicado ao ICELANDIC LITERARY PRIZE

LoveStar, o enigmático e obsessivo fundador das Corporações LoveStar, desvendou o segredo para transmitir informações em frequências emitidas por pássaros, finalmente libertando a humanidade de dispositivos e cabos, e permitindo que o consumismo, tecnologia e ciência tomem conta de todos os aspectos da vida diária. 

Agora, homens e mulheres sem fio são pagos para gritar propagandas para pedestres desavisados, enquanto o programa REGRET elimina todas as dúvidas sobre os caminhos não escolhidos. Almas gêmeas são identificadas e unidas através de um sistema altamente tecnológico. E enviar os mortos aos céus em foguetes se torna um símbolo de status e beleza, um show catártico para aqueles deixados para trás. 

Indridi e Sigrid, dois jovens amantes, têm seu mundo perfeito ameaçado, quando são calculados para outras pessoas e forçados a chegar a extremos para provar seu amor. Sua jornada os coloca em uma rota de colisão com LoveStar, que está em sua própria missão de encontrar o que pode vir a ser a última ideia do mundo.



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