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Livro: Tartarugas até lá em baixo
 Autor (a): John Green
Editora: Intrínseca / Gênero: Romance / Jovem Adulto
Páginas: 272 / Ano: 2017
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        Ei, ei pessoas! Tudo bem? Vamos de resenha de livro favorito? Siimmm! Porque todos os livros que eu leio do John Green me apaixono perdidamente. Já li todos e não teve um que não gostei. É que eu gosto muitooo do jeito inteligente que ele escreve. As histórias, sei lá, são muito bem pensadas, com protagonistas reais e cheios de defeitos, mas que apesar disso tudo, nos apaixonamos por eles, assim como também nos apaixonamos no decorrer de nossas vidas por pessoas reais e também cheias de defeitos (ok, nada a ver o que escrevi aqui agora, mas é isso AÍ!).


        Bom, eu já tinha liDo algumas sinopses do livro. Sabia que ia encontrar uma protagonista com TOC, a Aza. Ele tem pensamentos obsessivos, principalmente que a levam a achar que de repente vai contrair uma doença rara e que pode matar em 72 horas, se ele fizer determinadas coisas como tomar antibióticos, beijar um garoto, e esses pensamentos a prendem em uma espiral sem fim dentro de sua própria cabeça, a impedindo de pensar direito, de viver sua vida de forma descente como qualquer adolescente. Esses pensamentos não tem hora para começar, então é angustiante acompanhar o raciocínio de Aza, e de como ela se limita por conta de sua doença e faz coisas absurdas por não conseguir controlar seus pensamentos e atitudes. 


        Mas e como faz quando você tem uma doenças dessas e se apaixona por um garoto super legal, sensível, bilionário (apesar de que sua herança vai ficar toda para um tal de Tuatara, animal de estimação de seu pai, para investimentos em uma pesquisa cientifica) e que está passando por uns bocados, porque esse mesmo pai está foragido por conta de ter ganhando tanto dinheiro ilegalmente e não consegue pensar em outra coisa a não ser bactérias quando vai beijá-lo? 

O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.

        De uma forma bastante inteligente, Jonh Green vai nos emocionar, trazendo a dor de uma história familiar vivenciada por Davis, o tal garoto bilionário e seu irmão, quando se vêm sem noticias após o desaparecimento de seu pai e a dor de não restar ninguém já que a mãe dos dois morreu muito jovem e as implicações de uma doença silenciosa, mas avassaladora que é o TOC. Além disso, o autor também explora a história de amizade de Aza e sua amiga Daysi. Daysi compreende em partes a doença de Aza, e essa batalha emocional que as duas vivem para continuarem amigas é linda de acompanhar. 

Estar vivo é sentir saudade.

        Por isso gosto tanto dos livros desse autor. Eles são na maioria sentimentais, mas trazem assuntos muito relevantes e sensíveis, que precisamos nos aprofundar mais, conhecer mais para poder amar as pessoas do jeito que são. Não é uma tarefa fácil, às vezes não chega nem a ser possível, mesmo tentando de várias maneiras, mas a vida vai nos mostrar que é sempre preciso tentar. E tentar de novo. Aza é uma protagonista singular, que me deixou apaixonada. Ela deu uma cor própria à história e Davis foi o ator secundário perfeito nessa trama. Eu gostei demais de tudo e terminei com aqueles olhos embargados que a gente se acostuma ao ler bons livros e ainda mais bons livros do nosso querido amigo João Verde. Obrigada por mais esse livro John! Só o que desejo é que continue a escrever brilhantemente!

A gente escolho os nossos finais e os nossos começos. Podemos escolher a moldura, sabe? A gente pode até não decidir o que aparece na foro, mas a moldura é a gente que decide. 

Sinopse:
Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

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Livro: LoveStar
 Autor (a): Andri Snaer Magnason
Editora: Morro Branco / Gênero: Ficção Científica
Páginas: 336 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

       Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje trago para vocês a experiência doida que foi ler o livo LoveStar - lançamento da editora Morro Branco deste ano e que está com uma diagramação perfeita! O livro é todo lindo, em tons de rosa, inclusive nas laterais, o que deixou o acabamento primoroso. Pra você ter uma ideia, até o meu marido que não repara nos livros que eu recebo, viu ele lá dando sopa em cima da mesa da cozinha e disse: "nossa, que livro legal, todo rosa em volta, nunca vi" hahaha. Pois é, o livro chama mesmo a atenção. E a capa remete muito ao universo Geek, e realmente ele pende para esse lado, um livro bem futurista, e na minha opinião também com um toque de distópico.







        Em LoveStar, vamos acompanhar a evolução do mundo em um cenário totalmente moderno. Quem pensou e transformou em idéias seus principais pensamentos foi o próprio senhor LoveStar. Ele criou a empresa ItStar, que é capaz de coordenar todo o mundo.

       Nesse mundo futurista, as pessoas quando morrem não são mais enterradas, mas arremessadas ao céu através de foguetes para explodirem como estrelas - este serviço você pode encontrar contratando a "LoveDeath". Também é possível calcular seu par perfeito através de estatísticas e assim você acaba destinado por um algorítimo a viver com o seu par ideal para sempre - este serviço é um grande presente a você, fornecido pelo grande criador de idéias LoveStar - este brilhante serviço se trata do "InLove". Você tomou uma atitude que talvez tenha se arrependido? Calma, também há uma solução para isso: você consulta o terminal do Regret e pode ouvir desse canal de comunicação a consequência da sua escolha, ele te diz que se você não tivesse seguido o caminho que escolheu provavelmente algo catastrófico aconteceria e você seria muito infeliz. Logo, a sua escolha foi sempre a mais acertada. Além disso, nesse mundo futurista, se você fica acidentalmente sem pontos como moeda de troca, você se torna automaticamente um Pregoeiro, o que basicamente é ser um anúncio ambulante, que grita involuntariamente promoções, lançamentos, e afins. Lógico que você tem liberdade de escolha em tudo isso, mas terá que viver renegado e fora da bolha especial tocada por tudo o que foi criado por LoveStar.


       Na contra mão de todo esse mundo tecnológico, acompanhamos a vida de Indridi e Sigrid. Ambos se apaixonaram, mas não haviam sido calculados ainda. E resolveram correr esse risco, pois tinham certeza de que se amavam muito e que seriam sim no futuro calculados juntos, pois o amor deles era incondicional. Mas quando Sigrid recebe uma carta de LoveStar avisando que seu par estava lhe esperando para ser conhecido e essa pessoa não era Indridi o mundo dos dois vira de cabeça para baixo. Agora terão que provar que o que sentem um pelo outro é realmente forte e capaz de quebrar todas as barreiras impostas por esse mundo ditador e insano, criado por LoveStar. 
Uma ideia é um ditador. Sequestra o cérebro, põe sentimentos e memórias de lado, faz você ignorar amigos e relacionamentos e orienta você na direção de um único objetivo, o de lança-la no mundo. 
       O livro é muito doido minha gente. Só lendo para sentir o gostinho dessa loucura toda. Porém não se assuste com o inusitado que é este livro, pois o autor criou um cenário totalmente único e que é de fácil compreensão a medida que você vai avançando na leitura. Neste livro vamos parar para pensar nos mais variados temas - no que há de frenético no consumismo, na busca incessante do sentido da vida e da origem da vida, o desejo de se tornar Deus, só porque você criou idéias novas e que todos resolveram seguir (neste caso vamos acompanhar a saga de LoveStar para provar isso), e a quebra de barreiras e a luta para se manter um amor verdadeiro, quando a sociedade toda tenta te convencer do contrário. Foi um livro que me prendeu demais, apesar de ficção cientifica não ser um dos meus gêneros de leitura favoritos. Eu realmente me envolvi na história, e creio ser um livro obrigatório para que possamos refletir para onde nossa sociedade desenfreada caminha. Eu vejo muito de nosso futuro nas linhas escritas por Andri Magnason, e é mais um livro do autor que passo a admirar - no ano passado li dele "A ilusão do tempo", um livro que super recomendo também e que, assim como este, tira o leitor da zona de conforto e faz refletir sobre aspectos fundamentais da nossa existência. Vale a pena a leitura!


Sinopse:
Citação de Excelência PHILIP K. DICK AWARD
Vencedor do GRAND PRIX DE L’IMAGINAIRE
Indicado ao ICELANDIC LITERARY PRIZE

LoveStar, o enigmático e obsessivo fundador das Corporações LoveStar, desvendou o segredo para transmitir informações em frequências emitidas por pássaros, finalmente libertando a humanidade de dispositivos e cabos, e permitindo que o consumismo, tecnologia e ciência tomem conta de todos os aspectos da vida diária. 

Agora, homens e mulheres sem fio são pagos para gritar propagandas para pedestres desavisados, enquanto o programa REGRET elimina todas as dúvidas sobre os caminhos não escolhidos. Almas gêmeas são identificadas e unidas através de um sistema altamente tecnológico. E enviar os mortos aos céus em foguetes se torna um símbolo de status e beleza, um show catártico para aqueles deixados para trás. 

Indridi e Sigrid, dois jovens amantes, têm seu mundo perfeito ameaçado, quando são calculados para outras pessoas e forçados a chegar a extremos para provar seu amor. Sua jornada os coloca em uma rota de colisão com LoveStar, que está em sua própria missão de encontrar o que pode vir a ser a última ideia do mundo.


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Livro: O sol na cabeça
 Autor (a): Geovani Martins
Editora: Companhia das Letras / Gênero: Contos
Páginas: 122 / Ano: 2018
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      Gente, tudo bem? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é de um livro que foi bastante divulgado pela mídia por esses dias, já que não faz muito tempo que foi lançado. "O sol na cabeça", primeiro livro de contos de Geovani Martins, vem nos mostrar uma face da infância no subúrbio brasileiro muito dura e real. Trazendo como cenário o Rio de Janeiro e seu lado menos favorecido, Geovani nos mostra uma realidade que muitas vezes é abafada, sufocada, dilacerada pela qualidade de vida precária, pela falta de oportunidades e pela dor que se é crescer em meio à violência extrema.


      Confesso que em muitos contos senti um desconforto no estômago. Para nós é muito fácil julgar o crime como falta de vontade de quem o comete de ser e fazer diferente. Mas ali, no coração da violência no Rio de Janeiro, a realidade já está tão suja e manchada que é difícil ter expectativa de um sonho realizado em meio a fuzis e balas perdidas. 

Tinha vez que sentia até pena de ver as crianças naquela situação, mas o papo é que a gente se acostuma com cada bagulho sinistro.

      O primeiro conto, carregado de gírias, carregado de maconha e outras drogas, me fez sentir nojo primeiro do que eu lia, depois de mim mesma por sentir nojo de uma realidade que tantas pessoas vivem. Eu na minha casa limpa, na minha vida mediana, na minha família funcional, de pais que me deram todo o amor possível, não estou acostumada e nem consigo entender uma realidade baseada em uma vida mergulhada em drogas. Eu tento, tento entender e não consigo. Acho que essa dificuldade de nos colocarmos no lugar do outro é que gera tanta disparidade. Mas pra mim realmente é difícil, essa não é a minha realidade. E ao ler os contos do Giovani, senti pena, vazio, impotência. Não é escolha a infância de muitas crianças pobres que vivem no Rio, ou em qualquer outro lugar nesse mundo. E o que a gente faz para mudar isso? A gente só aponta o dedo.



      Alguns contos entretanto trazem situações mais leves, mas na sua grande maioria, Giovani quis criar um retrato doído e cru do subúrbio, o que muitas vezes não estamos acostumados a ler. Para um livro de estréia achei super bem escrito, ele consegue mudar de um conto com narrativa mais correta, para um conto totalmente carregado de gírias e jargões próprios das pessoas que vivem no subúrbio.

É tudo muito próximo e muito distante. E, quanto mais crescemos, maiores se tornam os muros.  


      Esse livro me deixou chocada, triste, revoltada, tudo ao mesmo tempo. A gente sente vontade ao terminar de ler que muito do que foi lido seja mentira, mas não é. E isso é o que mais dói. Mas Giovani ainda consegue extrair beleza, ele inflama o leitor e ao mesmo tempo apazígua os sentimentos, mostrando um lance mais feliz, uma realidade mais terna. Mas mesmo o que ele tira de mais belo, machuca. Um livro extremamente real, que indico para quem gosta do estilo de narrativa de contos (crônicas) e que queira se aventurar em algo diferente. 

A avó de Breno sempre diz: "Lagarta queima o dedinho e come planta, mas vira borboleta. Ninguém nasce borboleta". 

Sinopse:
Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.





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Livro: A luz que perdemos
 Autor (a): Jill Santopolo
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance 
Páginas: 272 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

       Oi Oi gente! Tudo bem? Vamos de resenha de lançamento? Esse aqui é uma ótima indicação para quem gosta de um romance intenso e com uma pitada de drama. Assim que coloquei a mão no livro "A luz que perdemos" fiquei encantada. Ele está com uma textura muito diferente da maioria dos livros. A capa é tipo plástica, não sei explicar. Um diferencial que na minha opinião me deixou ainda mais curiosa com o conteúdo. Quem não se apaixona por um projeto gráfico diferente né mores? Esse cuidado com a capa é o ponto alto dessa belezinha, que também não perde no conteúdo.



       Você está preparado (a) para viver um romance intenso? Se sim, você precisa conhecer a história de Lucy e Gabe. Os dois se conheceram como muitos casais que tem suas vidas modificadas pelo amor na faculdade. E juntos talvez eles tenham vivido uma das piores imagens que os norte Americanos guardam na memória: o ataque às Torres Gêmeas e o atentado ã Nova York no 11 de Setembro de 2001. Acontece que nesse dia, quando a cidade ardia em dor, foi o dia que Lucy e Gabe escolheram para dar seu primeiro beijo. Aquele que marcaria para sempre Lucy, que marcaria para sempre Gabe. Sim, havia muito sofrimento. Mas talvez esse sofrimento tenha despertado em ambos a necessidade de viver e viver sem pestanejar. O que Lucy não sabia era que Gabe tinha recém separado de sua última namorada, e que resolvera voltar porque ela estava bem. 

       É difícil entender essas coisas, quando se sente uma química muito forte. Mas Lucy tentou esquecer. Tentou muito, mas aquele beijo, as palavras que ela e Gabe trocaram naquele dia, foram muito fortes para serem esquecidas. 


       Lucy vê talvez uma saída para esse amor que ficou contido quando Gabe se separa novamente de sua namorada e está sozinho novamente. Lucy e Gabe então voltam a ficar juntos e vivem o que podemos chamar de amor em chamas. Juntos eles são invencíveis. O romance dos dois é intenso, tórrido, avassalador. E Lucy se entrega de corpo e alma. 



       Mas o 11 de Setembro parece ter modificado os dois de mais de uma maneira. Eles sentem que precisam fazer algo pelo mundo. E Lucy está fazendo a diferença como produtora de seriados infantis, usando sua inteligência para criar algo novo e que agregue valor ao mundo infantil. E Gabe com sua paixão pela fotografia acredita que a cidade de Nova York seja pequena demais para os seus sonhos gigantes. Nenhum dos dois está disposto a abrir mão de seus sonhos. Então restou a difícil tarefa de abrir mão do amor que sentem um pelo outro.

       Mas é possível? Deixar que o amor morra assim, quando a gente resolve se separar? Lucy vai fazer de tudo para esquecer Gabe, afinal a fotografia foi muito mais importante que o sentimento que nutriam um pelo outro. E se ele estava disposto a arriscar a vida tirando fotos do Afeganistão ou no raio que o parta do Oriente Médio, Lucy também não estava disposta a abrir mão dos seus sonhos sólidos para uma loucura que seria a vida de Gabe.

       13 anos se passam, desde que resolveram se separar. E durante esses treze anos, os dois vivem uma odisseia de sentimentos. Lucy está em um outro relacionamento, muito sólido inclusive, com Darren, um homem confiável e que a ama muito. Mas parece que a vida dela e de Gabe vive a colidir. 


       Será que Lucy irá conseguir se afastar toda vez que Gabe surge novamente em sua vida? Como deixamos de amar alguém que nos viver viver tão intensamente. Como apagar alguém que foi luz em sua vida, mesmo que por pouco tempo? E esse emaranhado de sentimentos destes três personagens que vamos acompanhar no decorrer do livro e sofrer junto, e torcer, e aprender que alguns sentimentos são realmente involuntário e que pedem passagem à cavalo dentro do nosso peito.


       O livro tem doses certas de suspense em relação ao enredo, de amor, de entrega. Gostei muito como a autora conduziu a história, e achei a personagem da Lucy muito ponderada, apesar de intensa. Isso me fez gostar mais dela, e entender todos os seus sentimentos e medos em relação a Darren, a Gabe. É um ótimo romance e flui muito bem. Achei uma história muito humana, com sentimentos que todos nós já sentimos no decorrer de nossas vidas. Essa entrega, esse amor inexplicável, que simplesmente existe. Indico para quem gosta de histórias recheadas de sentimentos e que te faz refletir sobre as escolhas que fazemos em nossa vida.

O amor faz isso. Faz você se sentir invencível e infinito, como se o mundo inteiro estivesse à nossa disposição, tudo pudesse ser conquistado e todo dia fosse repleto de maravilhas. Talvez porque nos abrimos para alguém, nos deixamos penetrar pelo outro. Ou talvez amar seja se doar tão profundamente a outra pessoa que o coração da gente se expande.



Sinopse:
Da lista de mais vendidos do The New York Times, USA Today e Publishers Weekly.

Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.




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Livro: A mulher entre nós - ela não é quem você pensa
Autor (a): Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela / Gênero: Suspense / Thriler Psicológico
Páginas: 352 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Ei, ei gente! Tudo bem por aí? Espero que sim! Olha a belezinha que trago na resenha de hoje - A mulher entre nós, grande aposta desse ano da editora Paralela (selo da Companhia das Letras) promete muito com essa premissa e esse mistério de capa - e cumpre com o prometido, pelo menos na minha humilde opnião hehe.

        Quando comecei a ler a sinopse desse livro e as postagens (tudo mundo tá falando desse livro haha) já fiquei morrendo de voltade de ler. Fiquei super feliz quando recebi pelo correio o livro então, em parceria com a editora. Meus olhos saltaram, fiquei morrendo de vontade de ler logo, tanto que passei ele na frente de um monte de livro hahaha. Suspense psicológico é a minha praia, então devorei. E o livro é muito bom, uma narrativa que te prende muito e que vale muito a pena a leitura.

        Vou até tomar bastante cuidado para narrar o enredo, pois não quero dar nenhum spoiler. O gostoso desses livros é ir descascando como uma cebola, camada por camada da história.

Bem, de início vamos acompanhar a narrativa pelo ponto de vista de duas personagens - Vanessa e Nellie. Vanessa é uma recém divorciada, amargurada ao que tudo indica, que não está nada satisfeita com a vida que está levando agora que se separou do marido, Richard. Richard sempre foi um cara cheio da grana, tinha um lindo casamento com Vanessa até tudo desmoronar. De início não sabemos o que aconteceu até o fatídico fim, e devagar vamos sendo apresentadas pelas autoras cada detalhe dessa história de amor ou horror hahah, já que no final ele teve um fim. Já Nellie é doce e sonhodora, está prestes a se casar com o homem da sua vida. Com ele ela se sentirá realmente protegida, e o homem que roubou seu coração é Richard. Mas Nellie tem um passado, e está constantemente se escondendo dele. E seu passado conta com um acontecimento bastante pesado, que a faz ter pesadelos, ter os ouvidos atentos, ter medo de ficar sozinha. Ela inclusive, por conta desse acontecimento precisou se mudar para muito longe, e vive aflita quando alguém liga em seu telefone e não fala nada, fica apenas sentindo sua respiração na linha telefônica.

A narrativa do livro de início é até um pouco lenta, para o tipo de proposta, a gente parece estar acompanhando cenas de uma vida bastante cotidiana, dos dois pontos de vista na narrativa. Mas de repente, no meio do livro BUMM! Tem um acontecimento que coloca a perspectiva do leitor de cabeça pra baixo. Eu até li de novo, e reli porque achei que eu estava lendo errado. Mas não, foi uma sacada muito boa das autoras. E depois da metade do livro, as autoras vão desconstruindo nossos "achismos" um por um. Eu, enquanto leitora, achei que tinha pego as autoras na curva e de repente quem tinha sido pega era euzinha minha gente! haha. Fui surpreendida diversas vezes nessa leitura. E a cada surpresa, eu ficava de boca aberta com a genialidade da narrativa. Achei um livro bem escrito, com personagens fortes e bem delineados. Um livro que traz um tema que me interessa bastante, que te deixa confusa diante de tantas nuances psicológicas e que te faz questionar o que é real e o que não é. Um livro com teor psicológico pesado e muito intenso, que gostei bastante. Super recomendo para quem gosta desse tipo de leitura e para quem quer testar o sabor de um suspense que te tira o fôlego.




Sinopse:
Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo-a, alguém quer o seu mal. Mas quem?


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Livro: Pensando bem...
 Autor (a): Hélio Schwartsman
Editora: Contexto / Gênero: Reflexões / Não ficção
Páginas: 406 / Ano: 2017
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       Oi pessoal, tudo bem? Hoje a resenha que trago é de um livro bastante diferente, que recebi esse ano em parceria com a editora Contexto. O livro Pensando bem, de Hélio Schwartzman é uma ótima pedida para aqueles que querem refletir em relação a vários temas, com uma certa conotação filosófica.

       Hélio vai nos convidar a pensar sobre oito principais temas: Religião, Educação, Ciência, Política, Comportamento, História, Violência e Liberdade. A cada tema abordado pelo autor, vamos acompanhando reflexões das mais diversas, que duram na sua grande maioria uma página.


       Como por exemplo, no tema Religião, o autor vai nos convidar a pensar junto com ele, em temas como aborto, taxa de natalidade, nossas relações espirituais do cotidiano, etc. Nos demais temas, Hélio vai transcorrer da mesma forma, tentando ser imparcial nas suas colocações (mas assim mesmo a gente nota certa tendência do autor em explorar alguns temas), nos convidando a sair de nossa zona de conforto e refletir um pouco mais sobre assuntos que por vezes se tornaram corriqueiros em nossa sociedade.

A religião é um fenômeno fascinante. É uma das poucas coisas que faz homens adultos e normalmente inteligentes se comportarem como crianças à espera de Papai Noel. E isso é só parte da história. Ela também é uma força que pode atuar tanto benignamente, proporcionando conforto e bem-estar aos que nela creem, como de um modo particularmente maligno, motivando massacres e atos terroristas. Numa linguagem mais científica, pode ser descrita como um sistema de crenças que um dia favoreceu a coesão social e agiu como elemento de motivação do grupo. Em sociedades mais complexas, além do bônus, aparecem também os ônus. Seja o que for, é algo sobre o que vale a pena refletir”

       Gostei bastante dessa leitura, pois foi um livro que me surpreendeu em vários aspectos. Não vou dizer que concordei com tudo que foi abordado por Hélio em seu livro, mas muitos temas abordados por ele me fizeram refletir bastante, principalmente quando adentrei os temas de política e violência. Ele te conduz para o que realmente são os nossos direitos, o que nos é imposto pela mídia, e o que nos é enraizado de forma velada e que muitas vezes precisamos engolir goela abaixo. Nessa questão de "despertar" para certos temas, senti que o livro de Hélio me direcionou bastante e me fez ver mais claramente o que pensar em relação aos vários assuntos que ele menciona.


       É um ótimo livro para quem quer uma abordagem mais filosófica de posições ideológicas e culturais, sem extrapolar para achismos, já que Hélio menciona muitos dados estatíscos (isso com a maestrina de não se tornar enfadonho) o que apreciei bastante.


Sinopse:
Este é um livro necessário, especialmente quando pululam nas redes sociais “sábios” com respostas prontas para todos os problemas do país e do mundo, com base em fé ideológica, religiosa ou de qualquer outra espécie. Hélio Schwartsman, filósofo e jornalista da Folha de S. Paulo, não tem, é claro, todas as respostas, mas formula perguntas com muita perspicácia. Em seus textos reunidos especialmente para este livro, ele trata de liberdade, religião, história, política, violência, comportamento, educação e ciência. Ler Hélio Schwartsman é uma experiência única: ninguém sai da leitura da mesma forma como entrou.

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Livro: Um sedutor sem coração
Os Ravenels #1
 Autor (a): Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance de Época
Páginas: 320 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Amo os livros de Lisa Kleypas! Sempre fico animada quando vejo que há uma coleção nova dela. Os Hethaways é uma das minhas coleções favoritas, e seus livros sempre me parecem ser uma aposta certa.

        Um Sedutor sem coração não me decepcionou. Primeiramente, a capa é linda. É bastante elegante. Ainda, o enredo é prazeroso, com uma certa carga de humor, de romance e até de suspense.

        Depois de seu primo Theo faleceu após poucos dias depois de ter se casado, Devon Ravanel herda seu condado, tornando-se lorde Trenear, mas, para ele, essa herança inesperada veio como um verdadeiro presente de grego: tinha que pensar no que fazer com as primas e com a viúva, bem como na melhor forma de se livrar das terras falidas e de toda a responsabilidade que, repentinamente, caíram em suas costas.

        Quando vai com seu irmão, Wes, ao Priorado de Everby, Devon tem um péssimo começo com a viúva de seu primo, Kathleen, o que indica que as coisas por ali não serão fáceis.        

         "- Vamos deixar a linhagem dos Ravenels chegar ao fim – sugeriu Davon. – Nosso lote é e sempre foi péssimo. Quem vai se importar se o condado for extinto?
         - Os criados e arrendatários podem não gostar de perder sua renda e suas casas – comentou Wes, com ironia.
         - Que se enforquem. Vou lhe dizer como proceder: primeiro, vou mandar a viúva e as irmãs de Theo fazerem as malas. Elas não têm utilidade alguma para mim.
         - Devon... – começou Wes, parecendo desconfortável.
         - Depois, encontrarei uma forma de romper o morgadio, dividirei a propriedade e venderei por partes. Se isso não for possível, tirarei tudo de valor da casa, para, em seguida, coloca-la abaixo e vender os escombros...
         - Devon. – Wes indicou a porta, onde estava parada uma mulher pequena e esguia, com um véu preto cobrindo o rosto.
         A viúva de Theo.”

        Kathleen é uma moça jovem, bela, que se preocupa verdadeiramente com o futuro de suas cunhadas e com os arrendatários, e também acha importante seguir as regras e as convenções da sociedade. Por isso tudo, a primeira impressão que teve de Devon ligou seus sinais de alerta, pois sabia que não podia contar com ele.

        Porém, o acaso faz com que ela tenha que se abrir com ele sobre eventos importantes que sucederam a morte de Theo, e ele sente que está atraído por ela, e ela por ele, e uma relação passa a ser construída a partir daí, aos poucos.

        Antes de retornar a Londres, ele comunica a ela que decidiu não mais vender a propriedade, e pede que ela fique na propriedade como responsável pelas primas dele, Helen, Pandora e Cassandra, principalmente pelas gêmeas, que são terríveis, para que possa apresenta-las à sociedade.

        Depois de um tempo, ele envia Wes à propriedade, pois precisa de sua ajuda lá, mas o irmão bebe muito, e não é de muita ajuda. Contudo, Kathleen, com uma fala bem direta, acaba fazendo com que Wes mude de vida, e nem o próprio irmão o reconheça.


         “_Todos nesta propriedade estão lutando para sobreviver... e todos nós dependemos do seu irmão, que está tentando resolver problemas que de forma alguma ajudou a criar. Mas, se em vez de tentar ajudar, o senhor escolhe beber até o estupor e ficar cambaleando por aí como um tolo egoísta e idiota... [ ] Volte para Londres. O senhor não tem nenhuma utilidade para ninguém aqui. Coloque a culpa em mim, se quiser. [ ] Kathleen deu as costas a West e jogou algumas últimas palavras por sobre o ombro: - Talvez um dia senhor encontre alguém que o salve de seus excessos. Pessoalmente, não acredito que valha o esforço.”

        As coisas começam a se encaixar nessa família diferente, e Devon faz de tudo para chamar a atenção de Kathleen e mostrar que se importa com a propriedade, as pessoas e a família. Reforma a casa, manda presentes a todos, e pensa em um casamento que seja favorável a Helen, deixando claro que ela não é obrigada a se casar com quem não queira.

        No Natal, ele convida um de seus amigos solteiros, o Sr. Winterbourne para passar as festas no Priorado de Everby com ele e sua família, na esperança de que ele e Helen gostem um do outro, mas um terrível acidente pode estragar seus planos.



        Não vou contar muito mais do enredo para não estragar surpresas para quem for ler, mas há muito mais para se descobrir nessa história. Devon e Kathleen são encantadores, as gêmeas são engraçadas, Helen é um doce, a transformação de Wes foi muito legal para mim, e a leitura é um deleite. Ao mesmo tempo que eu queria saber o que iria acontecer, não queria que o livro acabasse. Não vejo a hora que os outros sejam lançados.

         "A pior parte foi o frio. Não conseguia sentir nada. Estava cansado demais para continuar. Em um momento me pareceu que não seria... tão terrível... desistir. – A minha vida não passou diante dos meus olhos. Tudo o que vi foi você. – As pálpebras dele se fecharam e a mão deslizou do rosto dela. E Devon só consegiu sussurar mais uma coisa antes de adormecer. – Comecei a pensar que... morreria querendo você.”


Sinopse:

Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.

A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.

Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.

Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.


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