Resenha : Casas Esquecidas, de Lucas Alencar


Livro: Casas Esquecidas
 Autor (a): Lucas Alencar
Editora: Independente / Gênero: Romance / Ficção
Páginas: 170 / Ano: 2016
Skoob

       Oi oi gente! Tudo bem com vocês? A resenha que trago hoje é desse livro de capa linda, que me chamou a atenção de imediato do Lucas Alencar – Casas Esquecidas. Este é romance de estréia do Lucas, e desde que vi uma postagem desse livro no instagram fiquei com vontade de ler. Tudo por causa dessa capa. Sei lá, sugeria algo de que eu iria gostar hahah. Acontece isso com vocês também? A gente bate o olho em uma capa e já quer ler o livro pra ontem. Foi assim comigo.


       Bem, começo destacando que adoro ler livros de autores nacionais, e o Lucas publicou essa belzinha aqui de forma independente. Não está ainda associado a nenhuma grande editora. O que torna o trabalho ainda mais árduo, e espero que Lucas consiga grandes recompensas com o caminho que está trilhando. Sempre torço pelos novos autores!

       Diego, o protagonista de nosso livro acabou de perder o emprego. Ele e sua ex-namorada. Os dois trabalhavam no jornal Gazeta e por culpa de um comentário machista de seu atual chefe, os dois acabam no olho da rua, já que Diego decidiu por defender Amanda, a ofendida. Acontece que Diego tem uma estranha mania de gravar em uma fita os diálogos de seu dia-a-dia e por sorte grava a ardilosa situação que culminou em sua demissão. Diego coloca o chefe na justiça e junto com Amanda ganham um bom dinheiro de indenização para que não precisem se preocupar com emprego por um tempo.


        Acontece que um convite um tanto que inesperado resolve tirar Diego de sua zona de conforto. Uma japonesa com o cabelo desigual surge do nada, dizendo que se interessou por um artigo escrito por Diego há bastante tempo atrás para uma revista da faculdade. Larissa é o nome dela, e oferta é tão misteriosa quanto seu aparecimento. Larissa oferece a Diego o seguinte: uma famosa escritora está procurando por um bom contista para investigar a morte de um sujeito na Bahia para que possa iniciar uma história de investigação. Diego pergunta então se ele será tipo um Escritor Fantasma para essa escritora ao que Larissa responde que não, ele apenas será responsável por investigar a história a fundo, levantar material, para que então a famosa escritora possa escrever o seu romance.

        Diego está precisando de adrenalina. E está precisando deixar sua vida pacata um pouco de lado. Também precisa tirar da cabeça a Amanda, um sentimento que ainda dói. Então resolve topar essa loucura e sem avisar ninguém parte com Larissa para a Bahia.

        O que Diego não sabe é que vão começar a mexer em um vespeiro. A história que vão investigar tem quase setenta anos, de um jovem maquinista que é encontrado esmagado em uma linha de ferro. Há vários relatos do que pode ter acontecido: suspeita-se de descuido, de suicídio, de homicídio. E a medida que Diego pergunta a um e outro da cidade, começa a receber ameaças para que fique longe desse assunto e pare de procurar assunto onde não fora chamado. Mas quanto mais pedem para que fiquem longe, mais Diego e Larissa descobrem que algo mais deve haver nessa simples história.



        Apesar do que eu descrevi acima sugerir que o livro tem um espírito mais investigativo, acredito que essa pesquisa de campo que Diego e Larissa começam a fazer e que leva quase o livro todo é mais um pano de fundo. Outros assuntos são explorados na narrativa que são de extrema importância: a fase na qual Diego se encontra, como se precisasse entender seus sentimentos, organizar seus pensamentos, a fim de descobrir o que realmente faz sentindo em sua vida; a dor que uma paixão pode deixar no nosso peito; as novidades lindas que o destino pode nos trazer se de repente decidimos viver sem medo nossas escolhas. A escrita de Lucas é bem fluída e dinâmica, fiquei realmente compenetrada na narrativa, gostei bastante. Lucas sabe contar histórias e espero que este seja o primeiro de muitos livros. Ler algo brasileiro assim nos faz ficar mais próximos do autor e é disso que eu gosto quando leio algo daqui, da nossa terrinha. Recomendo a leitura para quem quer ler algo diferente e leve, ao mesmo tempo delicado e introspectivo. 


Todavia a triste verdade é que a maior parta da vida é esquecida no instante em que está acontecendo. Sem esperança de sucesso, até podermos tentar nos agarras às bordas dos fiapos que deveriam se tornar memórias, mas que se perdem na névoa da vida ordinária. 


Sinopse:

Aos vinte e cinco anos, Diego perde o emprego de repórter em um importante jornal e se vê sem perspectivas. Antes que possa mergulhar numa crise existencial, recebe uma proposta da agente literária Larissa: passar alguns meses investigando a vida e o caso de amor de um maquinista assassinado há sete décadas, em Ponta de Areia, distrito baiano que era o ponto final da Estrada de Ferro Bahia-Minas, com o objetivo de escrever o material base para o novo romance de uma escritora de best-sellers. Em meio a tudo isso, o rapaz se esforça para compreender o próprio íntimo turbulento e para digerir o relacionamento recém-fracassado com Amanda, primeiro amor desde que abandonou o interior de São Paulo para morar na capital.


Adquira o livro em versão impressa ou digital: www.olucasalencar.com

Resenha : Portões de Fogo, de Steven Pressfield


Livro: Portões de Fogo
 Autor (a): Steven Pressfield
Editora: Contexto / Gênero: Romance Histórico
Páginas: 432 / Ano: 2017
Skoob / Amazon / Submarino

      
Resenha elaborada pela colaboradora Ana Paula dos Santos

        Portões de Fogo de Steven Pressfield é o primeiro romance épico que leio. Gosto muito de história, e talvez por isso, acho difícil escrever sobre o livro, pois não é fácil resumir seus melhores momentos, ele é bom como um todo.


         No livro, Xeones, um soldado sobreviventeda Batalha de Termópilas, na qual “300 espartanos e seus aliados conseguiram conter, durante sete dias, dois milhões de homens [...] até finalmente serem dominados”, relata a pedido do rei Xerxes, curioso sobre o treinamento destes destemidos soldados, passagens de sua vida desde a infância, preparação, treinamento.

         O livro é carregado de detalhes. O leitor sente a dor de Xeones e dos outros personagens nos momentos mais intensos. É transportado para dentro da guerra, vê o lado mais sujo e também o mais humano dela, pois vê a doação de cada um àquela causa, à sua crença. A riqueza visual do livro é algo ímpar, o que só faz a caminhada com os personagens ser ainda mais intensa.

O titã olhou direto para mim, berrou mais uma vez, depois caiu, como um saco para fora de uma carroça. Mais tarde, me dei conta de que metade do meu crânio se expunha ao sol, o globo ocular havia caído, o meu rosto era uma massa de sangue, e todo o lado direito da minha barba e queixo havia sido extirpado.”

         Durante a minha leitura, fiquei envolvida demais. Alguns momentos foram mais difíceis de ler devido aos detalhes que chegavam a dar um “nó na garganta”, como quando Diomache, prima de Xeones, sofre um estupro coletivo.  Não só o ato em sim, apesar de só sabermos o que acontece com ela pela narração de Xeones, mas pelas consequências psicológicas que ela enfrenta, e que fazem com que sintamos mais a dor dela.
Cada momento descrito da vida de cada uma das personagens é tocante, e o livro é repleto de homens e mulheres de personalidades fortes.

_ Matar um homem é como foder, só que, ao invés de gerar vida, a tiramos. Experimentamos o êxtase da penetração quando a lâmina e a haste perfuram o ventre inimigo. Vemos o branco de seus olhos girar em sua órbita, dentro de seu elmo. Sentimos seus joelhos cederem e o peso de sua carne vacilante arriar a ponta da sua lança. Está imaginando?         _ Sim, senhor.”

Sinceramente, não tenho palavras que possam expressar suficientemente a qualidade do livro e a minha opinião de que vale muito a pena voltar no tempo e embarcar na narrativa de Xeones que, aliás, foi uma escolha muito inteligente do autor para construí-lo. Não é uma leitura fácil, mas é inestimável e não decepciona.

Nada inflama mais a coragem no coração de um guerreiro do que ver a si mesmo e a seus camaradas prestes a serem aniquilados, a serem conquistados e devastados. A coragem surge não apenas por sua própria fibra, mas pela sua disciplina e seu treinamento, pela presença de espírito para não entrar em pânico e não ser tomado pelo desespero. [...] Não se pode afirmar onde o seu ser termina e o do seu companheiro começa. Nesse momento, a falange forma uma unidade tão densa e intuitiva que não atua mais só no nível de uma máquina ou motor de guerra. Vai além, vai ao estado de um único organismo, um animal de sangue e coração.”


Sinopse:
O rei Xerxes comanda 2 milhões de homens do império persa para invadir e escravizar a Grécia. Em uma ação desesperada, uma pequena tropa de 300 espartanos segue para o desfiladeiro das Termópilas para impedir o avanço inimigo. Eles conseguiram conter, durante sete dias, dois milhões de homens, até que, com suas armas estraçalhadas, arruinadas na matança, lutaram “com mãos vazias e dentes” até finalmente serem mortos. A narrativa envolvente de Steven Pressfield recria a épica batalha de Termópilas, unindo com habilidade História e ficção.

Resenha : Fique Comigo, de Jennifer L. Armentrout


Livro: Fique Comigo
 Autor (a): Jennifer L. Armentrout
Editora: Novo Conceito / Gênero: Romance 
Páginas: 384 / Ano: 2017
Livro 2 - Série Wait for you
Skoob / Amazon / Submarino

Atenção: esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro: Espero por você

Cliquei aqui para ler a resenha de >> Espero por você <<


        Resenha elaborada pela colaboradora Ana Paula dos Santos

        Fique comigo é a continuação de Espero por você de Jennifer L. Armentrout. O primeiro livro foi muito bom, um belo romance que aborda não só a história de amor dos protagonistas, mas um grave problema enfrentado por Avery no passado, e o segundo livro não fica atrás. Desta vez, vamos conhecer melhor a irmã de Cam, Teresa, e o melhor amigo dele, Jase, que aparecem também no primeiro livro e de quem eu já havia gostado muito.

         Teresa é uma jovem que sempre sonhou em ser bailarina, mas uma lesão grave no joelho pode destruir de vez seu sonho. Ela vai à faculdade como um plano B, caso não consiga voltar a dançar. Na faculdade, ela convive com seu irmão, Avery e Jase. Ela é apaixonada por ele, e um beijo ardente que trocaram ano anterior inflama ainda mais esta paixão.

         Porém outra parte de mim se recusava a tirar da memória a lembrança dos lábios dele contra os meus, a sensação das mãos dele percorrendo o meu corpo ou como ele gemera meu nome como se estivesse sentindo uma dor deliciosa.”

Jase é realmente um bom homem. É dedicado à família e aos amigos, dá-se bem com crianças (o carinho com que trata o irmão, Jack, de cinco anos é muito bonito), tem bom caráter e segue seus princípios. Tudo isso torna mais difícil entender o porquê ele tem evitado Teresa por todo esse tempo. Será que não sente nada por ela e só a beijou por um impulso e agora se envergonha? Porém, é visível que um é apaixonado pelo outro, e então descobrimos que Jase guarda um segredo que ele julga ser grave o suficiente para afastá-lo de Teresa definitivamente. Qual seria este segredo? Qual será a reação dela ao descobri-lo?

         _Não é nada disso – insistiu ele. – Confie em mim. Há coisas que você não sabe ao meu respeito e, se soubesse, não estaria sentada aqui.”

         Além da questão amorosa, do segredo de Jase, do medo que Teresa tem de não mais conseguir voltar a dançar ballet, o livro trata de uma questão muito importante que é a violência contra a mulher, e achei muito interessante a forma como a autora explorou esta questão. Teresa mora em um dos dormitórios da faculdade com umas pessoas que ela nunca vê e com uma garota chamada Debbie. As duas são amigas, e Debbie namora um rapaz chamado Erik. Erik é o tipo de homem que sente a necessidade de diminuir a companheira e agride-a. Teresa parece ser a única pessoa a enxergar ou a realmente se importar com o que acontece com a amiga, e Erik não gosta de Teresa. Este núcleo terá grande participação e influência na narrativa.

         _ Vou à biblioteca. – Sorri docemente, colocand a mochila nas costas e me virando para Debbie. – Desculpe.
         Havia um olhar estranho e vítreo nela, o que me deu um frio na barriga. A satisfação desapareceu rapidamente quando saí do quarto. Eu já estava no corredor quando entendi o que significava aquele olhar.         Medo.”

         Enfim, Fique Comigo tem sua carga de drama, uma bela carga de romance e também vários momentos bem sensuais. O leitor torce pelo casal protagonista, e também é interessante ver como a autora desenvolve e cria o desfecho dos outros personagens. É um ótimo livro para ler, e a leitura é rápida.


Sinopse:
Jase e Teresa foram destinados a ficar juntos ou a vida os levará a caminhos diferentes?

Teresa Hamilton está tendo um ano difícil - ela está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, mas ele simplesmente a ignora desde que se beijaram, um beijo verdadeiramente incrível e inspirador. Ela saiu de um relacionamento terrível, e agora uma lesão ameaça terminar sua carreira de bailarina. É hora do Plano B: faculdade. E talvez uma chance de convencer Jase de que o que eles sentem um pelo outro é real.

Jase Winstead guarda um segredo do passado - além da paixão que sente pela linda irmã de seu melhor amigo. Embora ele e Teresa tenham uma atração forte, Jase sabe que suas responsabilidades devem ser prioridade. Certamente não tem tempo para um relacionamento. Entretanto, tudo o que ele consegue pensar é em estar com a única garota que poderia arruinar tudo para ele.

Depois de uma tragédia no campus da faculdade, eles se aproximam mais e mais. É impossível continuar negando seus sentimentos. Jase e Teresa devem decidir o que eles estão dispostos a arriscar para estar juntos e o que estão dispostos a perder se não estiverem...

Resenha : Origem, de Dan Brown


Livro: Origem
 Autor (a): Dan Brown
Editora: Arqueiro / Gênero: Ficção
Páginas: 432 / Ano: 2017
Skoob / Amazon Submarino

        Oi pessoas tudo bem com vocês? Hoje a resenha é de um livro lançamento da editora Arqueiro e um dos mais aguardados do ano pra mim. O livro Origem de Dan Brown, chegou cheio de promessas em minhas mãos, com uma capa enigmática e uma sinopse de tirar o fôlego e eu não poderia deixar que ele esperasse para ser lido, logo, o passei na frente para matar de vez minha curiosidade.
        Eu acompanho a carreira literária do Dan Brown desde o começo. Já li todos os seus livros e o que mais gostei até agora foi Anjos e Demônios. Eu fiquei muito impactada com esse livro e estou esperando um dele que desbanque esse meu deslumbre. Todos os outros eu gostei demais também, mas Anjos e Demônios se eu tivesse que escolher, é o meu favorito até agora.
        O que eu gosto nos livros do Dan Brown: falam muito de arte. Ler os livros dele é uma aprendizagem. Eu sempre leio com meu cel na mão, cada referência artística, cada monumento citado, cada obra de arte vou procurando na internet. E como ele cita muitos lugares reais e obras reais quando você as procura e vê exatamente o que o personagem está vendo, essa aproximação, te deixa muito mais conectado (a) à leitura. Também gosto dos capítulos curtos e intensos, um jeito muito próprio que o autor tem de realizar sua narrativa, prendendo o leitor em cada virar de página.
       Muitos julgam seus temas polêmicos. Dan Brown sempre mexe com assuntos que muitas vezes são tabus na sociedade ou sobre seitas secretas, mas principalmente, seus livros trazem algumas provocações sobre religiões em geral. Neste livro não será diferente, já que as duas perguntas cruciais que vão conduzir nossos personagens são: “De onde viemos? Para onde vamos?”. Essas duas perguntas são a pedra no sapato da humanidade. Teorias vemos aos montes por aí, tentando decifrar o que nossa vil existência tem de importante, se somos somente nós neste vasto universo a existir, e para qual plano vamos depois que deixamos este corpo.
        Edmond Kirch, um bilionário futurólogo parece que sabe as respostas para essas duas perguntas gigantescas e emblemáticas. E ele está a fim de mostrar para o mundo que suas previsões estão certas. Mas como suas respostas podem colocar em cheque a sobrevivência no futuro de todas as religiões, resolve mostrar uma apresentação para três principais gurus da religião, como se estivesse buscando aprovação para o que iria fazer. Os três escolhidos para assistir em primeira mão a apresentação de Edmond - o Bispo Valdespino, o rabino Yehuda Köves e o allamah Syed al-Fadj – ficam perplexos diante da descoberta de Edmond e ficam apreensivos com a repercussão que isso tudo vai tomar. Mas não há o que ser feito. Parece que Edmond está disposto a mostrar realmente para o mundo que há sim uma resposta concreta para essas duas questões: “De onde viemos? Para onde vamos?”.
        Na noite escolhida para sua apresentação, Robert Langdon está muito confortável em meio aos escolhidos por Edmond para ver essa incrível apresentação. Amigos de longa data, Edmond confia muito no censo crítico de Robert, e como seu ex aluno, muito do que sabe hoje deve ao grande e ilustre professor Langdon. E a apresentação não poderia ter lugar mais esplendoroso para acontecer do que o Museu Guggenheim na Espanha.
        Com uma alta tecnologia acontecendo ao redor, inclusive com um guia de inteligência artificial acompanhando cada visitante, essa noite tem tudo para ser perfeita. Isso é o que Ambra Vidal espera, gerente do imponente museu e futura princesa da Espanha, já que está noiva do príncipe Julian. Julian esperava que Ambra não presidisse esse acontecimento esta noite, já que o rei da Espanha é altamente religioso e Edmond não tem uma fama muito boa com suas idéias avançadas demais e seu histórico de ateu proclamado aos quatro ventos.
        Tudo está acontecendo conforme o planejado, mas no auge da noite, Edmond no ponto alto de sua apresentação, algo totalmente inesperado acontece. Ambra se vê numa tremenda enrascada, questionando muito de suas certezas, Robert Langdon se vê totalmente envolvido em uma busca frenética para tentar auxiliar no desdobramento dos acontecimentos e parece que a única fonte confiável passou a ser Winston, justamente a inteligência artificial criada por Edmond que estava servindo de guia, um computador altamente inteligente e ótimo na arte de encontrar subterfúgios. Será que Robert e Ambra vão conseguir fugir das proporções terríveis que a noite tomou? E o mais importante: serão respondidas as perguntas “De onde viemos? Para onde vamos?”.
        Olha, esse livro me deixou faltando o ar no final sabe. Talvez ele não tenha sido o livro mais movimentado de Dan Brown, mas me deixou extremamente pensativa com os assuntos abordados. Achei Origem uma história mais linear, com algumas reviravoltas sim, mas nada comparado aos outros livros. Esse livro é mais explicativo, pois muitos dos acontecimentos que foram se desdobrando precisam de um pouco mais de explicações, como por exemplo assuntos relacionados a dados científicos sobre a evolução humana, sobre história das religiões e etc. Neste livros vamos sentir ataques pesados às religiões extremistas em geral, e muitas cutucadas serão dadas pelo autor, através de falas de seus personagens e argumentos. Mas noto que apesar do ataque em massa feito por Dan Brown ao conceito que se há no mundo atualmente do que é religião e de como as pessoas se comportam em seus mais variados cultos, ele sempre termina com aquela dúvida e esperança no ar – é possível realmente excluir uma força divina existente? Apesar de tudo que sabemos, apesar de tudo o que a ciência já comprovou e comprova, há mesmo essa possibilidade?
        Então tudo é muito profundo nessas leituras. Precisamos estar com as idéias abertas para esse tipo de enredo (e aqui não estou dizendo que devemos ser convencidos por tudo o que nos é jogado pelo autor), mas realmente fazer uma reflexão conjunta, pensar e pensar mesmo a respeito de tudo. Esse é aquele tipo de livro para se ler em rodas de leitura e levantar tudo o que há de polêmico e debater, inclusive já conversei com algumas pessoas que o leram e as opiniões são as mais diversas.
        Só digo para que leiam, esse livro me trouxe muito aprendizado e já marquei como favorito, pois sou muito fã desse autor, sua narrativa sempre me surpreende e me deixa curiosa, me instiga a pensar. A gente fica o livro inteiro procurando o culpado e leva um balde de água fria no final, pois é totalmente inesperado (ou talvez esperado, mas eu que não queria enxergar e acreditar). Uma das previsões inclusive, eu acredito muito que vá realmente acontecer. Mas não posso contar não é verdade? Você vai precisar saber dela, lendo o livro ;) e depois se quiser alguém pra conversar sobre, me procure nas redes sociais, porque também estou querendo debater a leitura. Um livro brilhante, com previsões que são ao mesmo tempo altamente incomodas, surpreendentes e esperançosas. 
Estamos num momento singular da história - um tempo em que o mundo parece ter virado de cabeça para baixo, e nada é exatamente como imaginávamos. Mas a incerteza é sempre a precursora da mudança radical; a transformação é sempre precedida pela revolta e pelo medo. Peço que tenham fé na capacidade humana para a criatividade e o amor, porque essas duas forças, quando combinadas, têm o poder de iluminar as trevas. 

O livro foi ambientado na Espanha e traz como principal cenário o Museu Guggenheim em Bilbao. Algumas imagens abaixo mostram a beleza deste museu (fotos retiradas da web).






Sinopse:
De onde viemos? Para onde vamos?


Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".


O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.


Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.


Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.


Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.


Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.