Resenha : Caraval, de Stephanie Garber


Livro: Caraval
Lembre-se é apenas um jogo #1
 Autor (a): Stephanie Garber
Editora: Novo Conceito / Gênero: Fantasia / Suspense / Jovem Adulto
Páginas: 400 / Ano: 2017
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        Olá galera mais linda, tudo legal com vocês? Se liga que hoje a resenha aqui no blog é de um livro que nem lançou aqui no Brasil ainda! ~ sente só a exclusividade *---*! hahaha. Esse livro foi enviado para os parceiros da editora Novo Conceito, em emails cheios de mistério e desafios. O primeiro desafio proposto foi o de entregarmos uma resenha do livro em até 5 noites, remetendo ao mistério que paira sobre o livro - o evento anual do Caraval que acontece em exatamente 5 noites. Achei super lega essa proposta da editora, o que aguçou ainda mais a minha curiosidade em relação a história, que foi despertada no primeiro post da editora, quando vi essa capa azul brilhante. Quem conseguir entregar o que fora proposto pela editora vai ganhar alguns presentes, então corri para ler o meu e poder participar desse jogo! Mas não somente li por conta do prazo (afinal terminei a leitura em 3 dias), mas porque o livro te prende de uma maneira, que te faz querer saber o desenrolar de toda essa ilusão com gosto de realidade que representa o jogo Caraval.


Esta é a sua primeira pista na jornada a começar. As demais não serão tão fáceis de achar. Algumas farão você questionar sua sanidade e tudo o mais que imagine ser verdade. Na balbúrdia da partida dela a pista número dois vai estar. A número três você deve merecer. A número quatro algo valioso lhe custará. E a número cinco um salto de fé vai requerer. A maioria de vocês há de falhar, mas certamente um triunfará. Cinco noites terá para encontrar as quatro pistas remanescentes. E então a garota e o desejo de Lenda serão os seus presentes. 

        Explicações à parte, vamos ao que interessa: Caraval nos traz a história de duas irmãs (adoro história de irmãs/irmãos) que sonham em sair de sua ilha pequena para viver aventuras em outras terras. E a aventura mais deseja de ambas (já que cresceram ouvindo sua avó contar histórias maravilhosas do evento e inclusive relatar já ter participado como convidada) é o evento anual do Caraval - uma espécie de jogo que mistura realidade com fantasia, te deixando em dúvida do que realmente é real e ilusão, uma coisa bem sombria, se me permitem falar, mas que era o sonho das nossas duas protagonistas: Scarlett e Donatella (gente, que nomes mais geniais, adorei mesmo! Nunca vi nomes tão legais para duas personagens, gostei muito!). Porém, e como há sempre um porém, você precisa ser convidado (a) a participar desse evento. E mesmo que as duas fossem convidadas, seria impossível sair da ilha. O pai das duas garotas, o governador Dragna é extremamente controlador, inclusive é agressivo e vive batendo nas duas moças. Mas mesmo assim, Scarlett sonha uma vida melhor para ambas, e insiste em mandar cartas para Lenda, o mestre do Caraval, na tentativa de quem sabe, o mestre se sentir tocado com a história de ambas e lhes fornecer um convite individual. A Ilha Conquistada de Trisda é um lugar pequeno demais para os sonhos de Scar e Tella. 



Nada do que fazemos é seguro. Mas isso vale o risco.

         Scarlett manda cartas e cartas, todos os anos, mas nenhuma delas recebe resposta. Em uma última tentativa, acaba por enviar uma última carta, relatando que irá se casar em breve e que agradece, mas que entendeu que não será convidada para o evento. Surpresa, justo essa última carta recebe resposta, diretamente escrita por Lenda, que convida ela, sua irmã e seu noivo para o evento daquele ano. Ao final do evento, quem ganhar o jogo receberá como premio um desejo concedido por Lenda. Aflita, sem saber o que fazer, Scarlett procura por Donatella para lhe mostrar o convite. Mas se arrepende de imediato, porque sua irmã vai de qualquer jeito e nos últimos anos o pai das duas se tornou mais agressivo. Se ele descobrir que as duas fugiram para participar de um jogo, vai acabar matando as duas. E Scarlett não pode nem levar um noivo, já que ainda nem o conhece, pois se trata de um casamento arranjado pelo seu pai. E a última noite do evento é justo a noite que precisa estar de volta para se casar no outro dia, então de jeito nenhum vai dar tempo. Não vai arriscar uma chance genuína ao se casar de sair da ilha e dasdo maldades de seu pai. Não vai colocar em risco por conta de um jogo. Mesmo tendo desejado participar desse jogo sua vida inteira. O Scarlett não espera é que sua irmã é mais teimosa do que imagina e vai bolar um rapto para que as duas fujam da ilha sem serem culpadas por tal feito. E para isso conta com a ajuda de Julian, um jovem marinheiro que toma "sequestrar" as duas em troca de uma vaga na entrada do jogo, já que se fará passar pelo noivo de Scarlett. 


Tella adorava o perigo assim como o pavio da vela adora queimar. Nunca parecia temer que algumas das coisas que cobiçava pudessem consumi-la como fogo. 

        Scarlett só pode pensar que o plano não dará certo, mas quando se dá conta, já está dopada, em um barco a caminho da ilha misteriosa que guarda os segredos de Caraval. E ao acordar se vê sozinha, em um pequeno bote com Julian. Onde está sua irmã? Julian garante que sua irmã está bem, em terra firme, mas Scarlett é desconfiada demais. Mal sabe ela que o jogo do Caraval deste ano vai lhe pregar uma peça e que irá girar em torno dela mesma e de sua irmã Donatella. O que Scarlet não consegue entender é porque as duas são tão importantes para o jogo acontecer. E em meio a uma bruma de mistérios e ilusões, identificar quem está falando a verdade e quem está mentindo será uma tarefa extremamente árdua e desgastante. Você, está pronto para desvendar os mistérios de Caraval? Mas lembre-se os portões se fecham ao cair do dia, e quem não entrar não participa mais. E tudo o que acontece nestes  dias é uma grande ilusão, misturada com um pequeno toque de realidade. Está pronto (a) para perder a sanidade? Scarlett vai aprender que nunca estamos verdadeiramente prontos para as provas que a vida nos dá, mas que, mesmo assim, atravessamos com peito aberto e coragem. 


Lembrou-se de pensar que se apaixonar por ele seria como se apaixonar pela escuridão, mas agora imaginava que ele era mais como uma noite estrelada: as constelações estavam sempre ali, constantes, guias magníficos no negrume onipresente. 


        Minhas impressões: gente, gostei demais dessa leitura (talvez eu mudasse um pouquinho o final, achei meio atropelado e me perdi em alguns trechos kkk, mas faz parte, sempre tem alguma coisa que talvez a gente pensa que poderia ser diferente)! Amo livros de fantasia e mistérios. E esse livro tem um gosto tão diferente: quando comecei a ler identificava muito um cenário tipo Piratas do Caribe sabe? Porque remete a esse negócio de ilha, de marinheiros, e tal. Eu ficava com essa imagem na cabeça. Mas depois que Scarlett entra no jogo, imaginava um cenário totalmente mágico, nada comparado a um circo, mas algo mais impressionante sabe, tipo "Cirque du Soleil", algo realmente mágico e diferente. Não dá pra explicar. É um Cirque du Soleil meio macabro, com poções mágicas e artistas que você não consegue identificar se fazem parte do jogo ou se são jogadores. Tudo muito duvidoso hahah. Então o livro todo brinca com a sua imaginação. Eu gostei muito do personagem da Scarlett, ela é desconfiada, mas astuta e não deixa de pensar na irmã e seu amor por ela é muito legal de acompanhar. Adorei o personagem de Julian também (muito fofo e lindo! hahah, fiquei aqui torcendo para um final legal, mas não vou contar nada! kkk) e Donatella também é uma alma espirituosa que trouxe um papel crucial à trama. O final te dá um gosto de que haverá continuação, mas não deixa pontas soltas, apesar de deixar um sabor de - quero ler a sequência para saber o que vai acontecer. Mas nada que você vá ficar sem dormir já que o segundo livro eu não sei quando a editora vai trazer para o Brasil. Convido vocês a também participarem deste jogo e a ficarem tão desconfiados (as) como eu fiquei, de deixarem suas vidas serem controladas pelo mestre Lenda, e quem sabem, ao final do jogo, você não ganhe um desejo a ser concedido? 


O que quer que tenha ouvido sobre o Caraval não se compara à realidade. É mais do que só um jogo ou apresentação. É a coisa mais parecida com magia que você verá neste mundo.

Sinopse:
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.

Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Resenha : Auggie e eu, de R. J. Palacio


Livro: Auggie & eu - três histórias extraordinárias
 Autor (a): R. J. Palacio
Editora: Intrínseca / Gênero: YA / Infanto Juvenil
Páginas: 326 / Ano: 2015
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       Olá lindos e lindas, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje a resenha que trago aqui para o blog é do livro Auggie & Eu, da R. J. Palacio, publicado pela editora Intrínseca. Este livro contém três contos que fazem menção ao menino Auggie, do livro também publicado pela editora chamado Extraordinário. Então eu recomendo ler este livro depois de ler Extraordinário, apesar dele não ser uma continuação, e sim um completo. Acontece que se você não ler o outro livro primeiro, vai ter a sensação de estar faltando algo, pois neste os três contos estão completamente interligados com a história que acompanhamos em Extraordinário.

Então, recomendo, leia este primeiro:



      Sou completamente apaixonada pela história do Auggie, e o livro Extraordinário é aquele tipo de livro que vai te acompanhar pra sempre. Em Extraordinário, vamos conhecer um garoto que tem uma má formação crânio facial. Mas a má formação de Auggie é bem grave, e o fez ser submetido a várias cirurgias, sendo que seu rosto é pouco comum. E enfrentar o dia a dia tendo um rosto comum já é difícil, imagina para quem tem que ficar fugindo dos olhares curiosos das outras pessoas, ou pior, não conseguindo se aproximar de outras pessoas por ser julgado um monstro. 



      Infelizmente o ser humano é total visual. E não podemos negar isso. Nossa mente vê o todo e quer compreendê-lo, quer dar forma. Nosso olhar quer deixar o que é visto bonito e sente repulsa pelo que é incerto ou incompreendido. Nosso cérebro foi programado para dar razão a tudo. E Auggie tem a difícil tarefa de mostrar que as aparências enganam, que o diferente também pode ser legal, e que não é sua culpa ter nascido um pouco estranho. 


       Basicamente é esta a história que vamos acompanhar em Extraordinário. Já em Auggie e Eu, vamos acompanhar a histórias de três outras crianças que tiveram suas vidas ligadas ao Auggie: Julian, Christopher e Charlotte. Cada um deles vai ganhar um novo capítulo nesse livro.


       O capítulo do Julian: Neste capítulo, vamos conhecer um pouco mais de Julian, o carrasco da história de Auggie. Julian foi o garoto que o perseguiu com brincadeiras maldosas, com frases de bulling escondidas dentro do armário, e que todo mundo passou a não gostar no primeiro livro. Neste livro a autora nos traz o seu ponto de vista, nos chamando a atenção que nem todo mundo é mal ou bom para sempre. E que neste caso, não podemos julgar que Julian será para sempre mal por conta do que fez a Auggie. E será que ele também não é assim por conta da educação que tem? O que está por trás dos atos de Julian que o fez ser maldoso com Auggie? Eu achei super interessante a abordagem da autora, pois nos faz refletir muito. Ela nos mostra como pais mal intencionados podem moldar o caráter de uma criança e como muitas vezes a criança acha que não está fazendo nada de errado, mas como não tem ninguém para corrigi-la isso passa a ser normal. Um capítulo essencial que nos motiva a dar segundas chances às pessoas, para tomarmos cuidado com o que falamos perto das crianças e como estamos ensinando que sejam com o próximo. 


       O capítulo que a autora intitula como Plutão: vai trazer um pouco da história de Christopher, um dos melhores amigos da infância de Auggie. Mas Christopher é aquele tipo de amigo que ainda não se decidiu - ele tem hora que gosta muito de Auggie, mas tem momentos que sabe que é difícil manter uma amizade com alguém tão diferente. Isso porque a maioria dos seus outros amigos não compreendem Auggie e suas diferenças físicas, o que os faz se afastar de outras crianças. Christopher também tem ciúmes da mãe, que está sempre pronta para socorrer os pais de Auggie, deixando muitas vezes o filho em segundo plano. Neste capítulo vemos a dificuldade que é em manter essa amizade para Christopher e é preciso muita coragem para assumir para si mesmo essas responsabilidades. Christopher para mim é um garoto extremamente sensível, que passa por todos os sentimentos que também passamos: inveja, raiva, ciúme, carinho, amizade e que está amadurecendo os sentimentos, tentando entendê-los e faz o possível para não magoar os que estão a sua volta. Um capítulo comovente e que me deixou com o coração apertado e alegre ao mesmo tempo.


       O capítulo que a autora intitula como Shingaling: vamos acompanhar a história de Charlotte, uma das escolhidas pelo Prof Buzanfa para fazer parte do comitê de boas vindas de Auggie nos seus primeiros dias de aula na nova escola. No primeiro livro acompanhamos uma Charlotte que se prontificou a ajudar, mas que mantinha certa distância de Auggie. E para entender o porquê, a autora a trás de volta com sua história para sabermos um pouco mais dela. Nesse capítulo a mais, vemos uma Charlotte que apensar de se manter neutra em relação a Auggie tem o papel de não se levar pela onda dos outros, que se afastavam do garoto, que deixavam de conversar com ele, fazendo o seu papel de longe, mas fazendo. E a autora explora sua história tão lindamente, que foi um dos capítulos que mais gostei. Da amizade que Charlotte tem com outras garotas (e de como Charlotte julga e julga o tempo todo as outras pessoas, sem perceber que está fazendo isso), e mesmo essas garotas tendo o rosto todinho no lugar conseguem arranjar outros tipos de problemas. Nos mostra que ninguém está imune a problemas e que a vida é um eterno aprender e viver, e errar, e tentar novamente e seguir em frente. 


Minha esperança é de que, quando começarmos o sexto ano, mais velhos e sábios, todos nós aprendamos a confiar uns nos outros o bastante para podermos ser nós mesmo e aceitar os demais pelo que eles realmente são. 


       Eu simplesmente amei esse livro, foi um complemento super gostoso de acompanhar. Eu não vejo a hora que essa autora publique outros livros, porque ela escreve muito bem e com sentimentos. É aquele tipo de livro que você precisa ler para o seu filho, tipo uma cartilha de boas maneiras, que o faz enxergar como palavras podem machucar o outro e como é bom ser legal com os outros e o que ganhamos e doamos com isso. Um livro que todo pai deveria ler para o seu filho, um modo de prático e sincero de se ler que gentileza gera gentileza. 


Às vezes, as amizades são difíceis. 

Sinopse:
A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum que tem encantado milhares de leitores desde o lançamento do romance Extraordinário, em 2013, ganha agora novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário.
O capítulo do Julian dá voz a um personagem controverso: o menino que liderava o bullying contra Auggie na escola. Enfim temos a oportunidade de entender o que o levou a agir dessa forma e o que Julian pensa das próprias ações. Em Plutão, o narrador é Christopher, o primeiro amigo de Auggie. Os dois meninos compartilham lembranças da infância e, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades sempre valerão um esforcinho a mais. Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas.
Para quem sente saudades do menino cativante de feições e personalidade extraordinárias e tem curiosidade em saber mais sobre sua história, Auggie & eu é um verdadeiro presente.

Resenha : A probabilidade estatística do amor à primeira vista, de Jennifer E. Smith


Livro: A probabilidade estatística do amor à primeira vista
 Autor (a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record / Gênero: Romance / YA
Páginas: 224 / Ano: 2013
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       Oi Gente! Quem ai gosta de livro fofo, levanta a mão! heheh... hoje a resenha que trago é desse livro que estava na minha lista já faz um tempinho e só agora consegui arranjar um espaço para ler. Com essa capa mais linda do mundo, criei muita expectativa na leitura de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, de Jennifer E. Smith, publicado pela editora Galera Record. O livro alcançou minhas expectativas, apesar de ter uma conotação um pouco diferente do que eu imaginava. Vou explicar pra vocês ;)


As pessoas que se encontram em aeroportos têm 72% mais chande de se apaixonarem que as pessoas que se encontram em outros lugares. 



       Como este livro é do selo Galera Record, nem me toquei que poderia ser uma história mais jovial, eu fui de cara comprando por conta da capa desse livro que é linda demais. Então esperava um romance entre dois adultos, mas não. O romance acontece entre dois adolescentes: Hadley e Oliver (já lembrei na hora do Arrow, da série sabe? do arqueiro? hahaha e a imagem do cara me vinha toda hora enquanto eu lia esse livro... só um comentário desnecessário aqui hauhauh). Mas o romance é apenas pano de fundo, para um tema um pouco mais profundo: a dificuldade que Hadley tem em absorver a separação dos pais. 

       Hadley e Oliver se conhecem em uma viagem de avião, e por pouco esses dois não se cruzam. É que por causa de quatro minutos, Hadley perdeu o seu voo e precisou esperar pelo voo seguinte, justamente naquele que Oliver também pegaria. Hadley está indo para Londres, para prestigiar o casamento do pai. Sim, seu pai vai se casar novamente. Com uma mulher mais jovem. Uma mulher que Hadley nunca viu. E que se pudesse evitaria conhecer. Mas sua mãe insistiu, disse que Hadley se arrependeria depois. Mas Hadley não sabe o que a mãe tem na cabeça, afinal o pai abandonou as duas para viver com outra mulher, constituir uma outra família. Hadley acredita que seu pai não mereça crédito. Afinal, estava tudo bem, o pai só iria passar alguns meses lecionando em Londres, que era o seu sonho, apoiado pela esposa, e acaba não voltando? Acaba se apaixonando por outra pessoa e pedindo o divórcio? Apesar da mãe de Hadley estar bem agora e estar namorando um cara bacana, só Hadley sabe o que a mãe passou. A mãe ficou em frangalhos com a notícia, e não foram poucas as noites que Hadley a ouviu chorando. Então não está engolindo muito bem essa história do pai se casando de novo. Não mesmo. E se ressente muito com o que aconteceu.


No final das contas, não são as mudanças que partem o coração, e sim esse quê de familiaridade.

       Quando Hadley conhece Oliver, e uma conversa acaba por terminar no relato de sua vida dentro do avião, sente que a conexão entre os dois foi muito grande para terminar apenas com um adeus na fila do desembarque. Quando de repente Oliver a beija, Hadley sabe que encontrou alguém especial. Mas na hora de pegarem suas bolsas, algo dá errado e os dois se perdem na saída do aeroporto. Mas Oliver deixou algumas pistas a Hadley, disse que também estava voando para Londres para participar de um casamento, então talvez nem tudo esteja perdido, talvez Hadley possa voltar a vê-lo... 


       No meio do livro achei que eu estava sacando a história, mas a autora conseguiu me surpreender no final. O livro basicamente nos faz pensar nesse lance de relacionamento entre pais e filha, na dificuldade que é aceitar um fim de casamento e em como as partes ficam fragilizadas, principalmente os filhos. A gente sabe que o divórcio acomete várias famílias, mas nem sempre é amigável, nem sempre todos saem bem e é difícil um divorcio que não termine com alguém machucado. Neste caso foi Hadley, que acreditou que o pai estava sendo um tremendo cretino ao deixar sua mãe para viver um romance bobo. E eu me imaginei na situação da Hadley, não deve ser fácil mesmo... os meus pais vivem um bom casamento até hoje, e são muito felizes, mas e se tivesse sido o contrário? E se eles fossem tão infelizes que uma separação poderia ter sido a melhor saída? A gente nunca sabe o que nos espera no futuro. A gente acredita que o amor é pra sempre até que de repente ele acaba. E não dá pra explicar. Mas os filhos, sempre é difícil para os filhos. Separações sempre são complicadas. Então Hadley tinha muita mágoa, afinal está com 17 anos, e não consegue entender o que não deu certo com seus pais. Acho que autora explorou muito bem essa temática, desde a negação até a aceitação, explorou os diversos sentimentos controversos que manipularam o coração de Hadley, e foi muito bom acompanhar o amadurecimento da narrativa. 

       O romance que rolou entre Hadley e Oliver posso dizer que ficou em segundo plano, não foi a ideia principal da autora, mas foi muito fofo, de qualquer modo, e vale os meus aplausos. Um livro muito bem escrito, que te deixa com um sentimento bom no final. Que te faz lembrar dos tempos das paqueras de adolescência e do coração batendo forte. Um livro bem amorzinho, de capa linda, linda, que me encantou. Recomendo a leitura, ainda mais se você tiver alguém na família que esteja passando por essa situação, de rompimento. Ler a respeito ajuda a gente a filtrar os sentimentos. 


Nem todo mundo fica 52 anos juntos, e se ficam, não faz a mínima diferenças se você faz uma promessa na frente de todo mundo. O importante é que você teve uma pessoa ao seu lado o tempo todo. Até mesmo quando tudo está dando errado. 




Sinopse:
Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

Resenha : A última camélia, de Sarah Jio


Livro: A última Camélia
 Autor (a): Sarah Jio
Editora: Novo Conceito / Gênero: Romance / Drama / Suspense
Páginas: 320 / Ano: 2017
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        Olá gente linda, tudo bom por aí? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é desse livro de capa linda da Sarah Jio, A última camélia, publicado pela editora Novo Conceito. No ano passado a editora já o tinha lançado em e-book, mas foi somente neste ano que publicaram o livro em forma física. Foi minha primeira experiência de leitura com a autora, e nossa, se os outros livros dela são tão bons como este, quero ler todos os outros! hahah. Já fiz uma listinha dos próximos livros que quero ler e coloquei os outros livros dela na lista. Essa leitura realmente me surpreendeu, e fez ficar grudada até a última página. Li em três dias, porque sabe quando a história te sufoca e te faz querer ler logo o que o aconteceu? Pois é, funcionou dessa forma esse livro comigo.


Ele dizia que admirava minha força, o fato de eu conseguir viver no presente sem me lamentar do meu passado. Ah, se ele soubesse... 

        Esse livro é um romance com uma pitada de drama e suspense. Gira em torno de segredos, por vezes obscuros, de duas personagens que, de repente, vêm suas vidas entrelaçadas em um local comum: a mansão Livingston.


Pois as flores deverão ser ungidas com seu sangue para desabrocharem belas.

        O livro é bem dinâmico e conta com capítulos curtos, ora narrados por Flora, que vive a história no ano de 1940 e ora narrados por Addison, que transcorre seu relato de acontecimentos no ano de 2000. Essas duas personagens vivem sentimentos semelhantes: vivem sob o peso do arrependimento em relação às suas escolhas, ou escolhas que a vida as forçaram fazer. 






         Flora vive tranquilamente na cidade de Nova York e tem uma paixão: a botânica. Flora apesar de trabalhar na padaria dos pais, tem um sonho: o sonho de viver cuidando de plantas e árvores, de mexer com o cultivo da terra, e por conta desse sonho, trabalha de forma gratuita nos jardins próximos a sua casa e padaria. Devido a este dom de cultivo de plantas, Flora foi observada por um certo sujeito que paga pessoas para identificarem flores e árvores raras para posterior furto. Flora nega de imediado a oferta deste senhor, mas depois de alguns dias, seu pai que passa por um período instável na padaria, acaba por ser cercado por alguns capangas que o agridem fisicamente. Flora então é ameaçada pelo sujeito que a força a ir para a Inglaterra em troca do bem estar de seus pais, em busca da Camélia mais valiosa talvez de todo o mundo: a Middlebury Pink. Essa Camélia é rara, talvez só exista mais uma árvore dela, e a última vez que foi vista foi na mansão Livingston. Flora então parte de navio tendo como destino a mansão, com o pretexto de ser a nova baba dos filhos de Lorde Levingston. Mas ao assumir seu posto, acaba por descobrir que as crianças de quem irá cuidar acabaram de perder a mãe, que Lorde Levingston é um senhor incrivelmente solitário e cheio de mistérios e que as empregadas também parecem esconder algumas coisas que acontecem na casa. Buscar por uma árvore rara em meio a milhões de Camélias plantadas nos jardins será uma tarefa complicada, quando todos na casa parecem vigiar seus passos e suspeitar de suas intenções. Mas Flora precisa garantir a segurança de seus pais, mesmo que para isso precise partir alguns corações, inclusive o seu. 


       Addison também tem paixão por botânica, e trabalha com jardinagem e montagem de jardins na cidade de Nova York. Casou-se com Rex, e tudo em sua vida vai bem. Bom... quase tudo vai bem. Se não fosse seu passado sempre a assombrando. Se não fosse seus erros sempre voltarem a surgir em formas de lembranças, e pior, de um tempo para cá as lembranças ganharam o rosto de Sean, um ex namorado que sabe os segredos de Addison, que saiu da cadeia recentemente e que vem a ameaçando com ligações e aparições. Addison nunca contou para Rex sobre seu passado, e teme que se o fizer, Rex sentirá nojo da pessoa que Addison um dia foi, então sofre em silêncio e tenta fugir das investidas de Sean que estão cada vez mais constantes, agora que sabe que Addison casou-se com Rex que tem pais muito influentes e ricos. Addison resolve então aceitar a proposta de Rex de passar um tempo longe de Nova York, na nova propriedade adquirida pelos sogros a Mansão Levingston, que foi leiloada, já que nenhum dos filhos de Lorde Levingston quiseram morar na casa, com o intuito de despistar Sean, na tentativa de protelar o inevitável. Ao chegar a mansão porém, Addison descobre que algo pesado faz parte da história daquela casa, a começar por ouvir das pessoas da região que a mansão é considerada amaldiçoada. A medida que Rex e Addison passam seus dias na casa, vão descobrindo pequenos mistérios e desconfiam da empregada que ficou por lá anos e anos e que tem olhos que parecem já ter visto de tudo. A senhora Dilloway vive na mansão desde de meados de 1940 e ainda não se afastou da casa, mesmo com a idade avançada. Addison sente que está prestes a descobrir algo de bastante perigoso, que somente as Camélias foram capazes de manter em segredo até agora.

Você não pode mudar as escolhas de seu coração. Receio que esse fato seja a grande tragédia da minha vida.  

       Gente, eu adorei essa leitura! Muito misteriosa, cheia de assuntos não resolvidos e histórias mal contadas entre os personagens hahah. Eu fiquei intrigada até o final, e adorei como a autora terminou a história! Te deixa realmente preso na leitura, chegou em um ponto que eu desconfiava de todo mundo, já não sabia quem estava escondendo mais segredos. Desconfiei de algumas pessoas, e de outras, e depois voltei a confiar, e nossa, foi bastante divertida essa forma de esperar até o final para juntar os pedaços da história. E a forma como a autora entrelaçou a história das duas personagens também foi muito boa, deixou o enredo do livro ainda mais misterioso. A autora escreve super bem, as menções sobre flores e raridades também foi um assunto que me chamou a atenção, um livro que superou as minhas expectativas e que me fez ficar grudada até a última página, torcendo pelos personagens. Um livro com toque de sombrio, mistérios em torno de uma flor rara, mas principalmente, mistérios que envolvem duas personagens fortes que não abrem mão de enfrentar os seus fantasmas, mas que têm suas dificuldades de seguir em frente, como qualquer um que teria o peso nos ombros de más escolhas maiores do que se é capaz de carregar.Super recomendo essa leitura. 


Eu estava deixando as pragas crescerem em volta de mim. Elas estavam ameaçando minha felicidade e, de certa forma, minha vida. Então por que eu não podia enfrentá-las?

Sinopse: 
Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.

Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.

Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.

No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Resenha : O começo de tudo, de Robyn Schneider


Livro: O começo de tudo
 Autor (a): Robyn Schneider
Editora: Novo Conceito / Gênero: YA (Jovem Adulto) 
Páginas: 288 / Ano: 2014
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      Olá queridões, tudo belezinha? Hoje a resenha que trago aqui para o blog é do livro O começo de tudo, livro de estréia da escritora Robyn Schneider, publicado pela editora Novo Conceito. Sempre tive vontade de ler esse livro por conta da capa, lembra parque de diversões, aventura, juventude, sei lá. Essa capa me fisgou hahah, por isso resolvi ler esse livro. Ele me foi indicado por uma amiga, que tinha gostado muito, mas eu não tinha lido nenhuma sinopse nem resenha antes de lê-lo. E devo mencionar que gostei demais dessa leitura! Gostei mesmo. 


       Bom, vamos conhecer o protagonista? Seu nome é Ezra Faulkner e ele acredita que todo mundo, um dia na vida, viverá seu dia de tragédia. Todo mundo. Isso é inevitável. Algo vai acontecer na sua vida que vai transformar drasticamente os seus dias. Estamos todos fadados a isso. Veja Toby, um garoto que era seu amigo: seu dia de tragédia foi quando andando em uma montanha russa no parque da Wall Disney, um garoto levanta a cabeça nos bancos da frente (mesmo que tenha sido advertido para não levantar durante o percurso) e tem sua cabeça decepada ao entrar em um túnel. A cabeça do garoto cai no colo de Toby acidentalmente e isso vai mudar sua vida pra sempre. Além de ser o cara mais zoado da história, Toby ficou com um trauma pra lá de estranho, e se afastaram dele.


Ainda acho que a vida - independentemente do quão comum seja - de qualquer pessoa tem um ponto trágico e único, depois do qual tudo que é realmente importante vai acontecer. Esse momento representa o catalisador, o primeiro passo da equação. Mas, conhece-lo não leva a nada, pois o resultado é determinado por aquilo que vem depois. 


      Assim como Toby, a grande tragédia também aconteceu a Ezra. Depois de um acidente de carro seu joelho ficou em frangalhos. Ezra nunca mais voltará a jogar tênis, o esporte que mais ama. E vai depender de uma bengala, pois agora manca. E é inacraditável que esse acidente tenha acontecido justamente por conta de uma briga com sua namorada. Ex namorada. Que seja. Ezra está totalmente modificado e vai precisar aprender a conviver consigo mesmo agora. Com uma parte que manca.


      Esse acontecimento abala muito Ezra, mas em compensação lhe trás algumas vitórias: já que seu grupinho no colégio era do pessoal mais popular e que estava envolvido com algum esporte, Ezra de repente se vê deslocado. Fora que ficar encarando sua ex Charlotte com quem está firme em um namoro com outro cara da turma não é o que Ezra imagina como cenário ideal. Então volta a se aproximar da galera nerd, e Toby pertence a essa galera. Um de seus melhores amigos, que deixou na mão por motivos poucos. E agora também faz parte dessa turma uma garota misteriosa, chamada Cassidy. Ela é linda, mas cheira encrenca. Ezra já foi alertado que a garota adora destruir corações. Mas Ezra já está bastante destruído mesmo, então não vai fazer diferença. Resolve se aproximar. E os dois começam a partilhar suas vidas, seus medos, seus traumas. Pelo menos é o que Ezra acredita, pelo menos é o que ele demonstra passar. Agora Cassidy já é outra história. Parece que ela está sempre tentando se encapsular em si mesma, se escondendo de algum sentimento que não foi legal. Ezra está disposto a lutar por Cassidy, mas será que ela está disposta a lutar por si mesma?


Oscar Wilde disse certa vez que viver é a coisa mais rara do mundo, porque a maioria das pessoas apenas existe, e isso é tudo. Não sei se ele tem razão, mas sei que passei um longo tempo existindo, e, agora, eu pretendo viver.

      Gente, esse livro foi muito fofinho. Eu adorei o personagem do Ezra, um garoto super comum, mas que nossa, eu queria muito que fosse o meu melhor amigo. Ele sabe que errou com alguns de seus amigos, e procura sempre concertar os erros. Ele é sentimental e muito focado, e seu acidente ao invés de impedi-lo de viver acaba por transformá-lo em uma pessoa melhor. Eu simplesmente odiei o personagem de Charlotte a ex de Ezra, fiquei com vontade de dar um soco na cara dela, em vários trechos haha. Gostei muito de Toby, um amigo que tinha ficado no passado, mas que prova que amigo que é amigo sempre tem um espaço na vida da gente e ele se mostrou necessário e prestativo para a nova fase que Ezra precisava passar. Gostei muito de Cassidy também, mas acho que ela precisava muito de ajuda e lendo o livro vocês vão entender o que estou dizendo. Ela se prendeu a um problema que aconteceu em sua vida e deixou que ele tomasse seus dias, a sufocando. Ninguém deveria viver sufocado pelos problemas assim. Mas é disso que o livro nos fala: de uma forma bastante delicada e tenra, nos alerta para os problemas que inevitavelmente vão acontecer a nossa volta, durante toda a vida. E para viver, infelizmente vamos precisar saber administrar dentro da gente esses problemas. E eles acontecem, depois dão um tempo, e então acontecem novamente. É uma sucessão de acontecimentos. E precisamos preparar o coração para eles. Um livro que fala de amizade e recomeços, de amores improváveis que nos ajudam a seguir em frente, de leveza que pode ser encontrada em um simples boneco de neve de folhas (inusitado, mas que graça teria se tudo fosse como manda o figurino?). Um livro muito bem escrito, que me prendeu do começo ao fim e que mereceu minhas cinco estrelas. 


O mundo quebra todo mundo, e, posteriormente, alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados. 

Sinopse:
O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina - um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social.
Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes - melancólica e com uma inteligência mordaz.
Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?
O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.




Resenha : A narradora das neves, de Beká & Marko


Livro: A narradora das neves
 Autor (a): Beká & Marko
Editora: Nemo / Gênero: HQ / Quadrinhos
Páginas: 48 / Ano: 2013
Skoob




     Olá pessoas, tudo legal? Hoje a resenha que trago é da HQ A narradora das Neves, publicado pela editora Nemo e escrita e ilustrada por Beká e Marko. Bom, eu sou apaixonada por quadrinhos e este aqui fisgou o meu coração. Está lindamente ilustrado, e e apesar de ter apenas 48 páginas traz uma história lindíssima.


     Nesta HQ vamos conhecer um pouco sobre os costumes do povo Inuit, bem como crenças e modo de vida. Sou apaixonada por esse tipo de conhecimento, quando desbravamos outras culturas e adquirimos novas perspectivavas.

A principal personagem do livro é Buniq, uma garota cheia de vida que vive com seu povo Inuit. Buniq tem um amigo chamado Tag, um jovem caçador que ainda está aprendendo a arte da pesca. Cada pessoa é responsável por uma tarefa no clã de Buniq, e ao assistir um narrador (pessoa que desbrava outras terras e volta com histórias para entreter o seu clã), decide que sua vocação é ser uma narradora também. Mas para ter histórias é preciso viajar. E seus pais não vão deixá-la peregrinar para a "terra dos homens" sozinha. 


     É então que o avô de Buniq se faz necessário. Ukioq, o avô de Buniq, já se sente velho e cansado. Já sente que está próximo seu tempo de ir se sentar na nave (ir se sentar na neve, para os Inuits é quando um senhor ou uma senhora chegam a certa idade e para não ser um fardo a ser carregado por seus filhos, sentam longe do clã na neve, esperando a morte chegar). Mas apesar de se sentir velho, acredita que pode viver mais essa aventura com Buniq antes de se decidir se passará para a outra vida ou não.

     Então os dois e mais também Tag, que irá lhes ajudar a conseguir suprimentos para a viagem, partem rumo ao desconhecido, para que possam colecionar grandes histórias e voltarem recheadas delas.


     A HQ é super singela e me vi emocionada conhecendo um pouco mais da cultura Inuit. Como são diferentes do que estamos acostumados a ver!, e como eles acreditam em magia, em almas, em sintonia. Tudo muito belo. Os costumes diferentes, inclusive essa questão de ir se sentar na neve, para não dar trabalho aos que ficam por conta da velhice, a forma como se desprendem dos desejos dessa vida e não têm medo de dar o passo seguinte. Buniq também é uma garota adorável e Tag um rapaz todo amoroso e prestativo. Um bela HQ que vai morar aqui no coração por bastante tempo. Recomendo! Beijinho de esquimó pra vocês! 




Sinopse:
Buniq é uma garota do povo inuit, que vive com seu clã no coração dos espaços gelados do Grande Norte. Ela quer descobrir qual é o seu lugar no “país dos homens”, como os inuits chamam essa natureza desafiadora com que tentam viver em harmonia. Para sabê-lo, Buniq decide fazer uma longa viagem por essas regiões selvagens, conhecendo outros clãs, seus mistérios e tradições. Acompanhada de seu avô, Ukioq, e de seu amigo, Taq, ela parte em busca de seu destino: tornar-se uma “narradora das neves”.