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Livro: A mulher entre nós - ela não é quem você pensa
Autor (a): Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela / Gênero: Suspense / Thriler Psicológico
Páginas: 352 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Ei, ei gente! Tudo bem por aí? Espero que sim! Olha a belezinha que trago na resenha de hoje - A mulher entre nós, grande aposta desse ano da editora Paralela (selo da Companhia das Letras) promete muito com essa premissa e esse mistério de capa - e cumpre com o prometido, pelo menos na minha humilde opnião hehe.

        Quando comecei a ler a sinopse desse livro e as postagens (tudo mundo tá falando desse livro haha) já fiquei morrendo de voltade de ler. Fiquei super feliz quando recebi pelo correio o livro então, em parceria com a editora. Meus olhos saltaram, fiquei morrendo de vontade de ler logo, tanto que passei ele na frente de um monte de livro hahaha. Suspense psicológico é a minha praia, então devorei. E o livro é muito bom, uma narrativa que te prende muito e que vale muito a pena a leitura.

        Vou até tomar bastante cuidado para narrar o enredo, pois não quero dar nenhum spoiler. O gostoso desses livros é ir descascando como uma cebola, camada por camada da história.

Bem, de início vamos acompanhar a narrativa pelo ponto de vista de duas personagens - Vanessa e Nellie. Vanessa é uma recém divorciada, amargurada ao que tudo indica, que não está nada satisfeita com a vida que está levando agora que se separou do marido, Richard. Richard sempre foi um cara cheio da grana, tinha um lindo casamento com Vanessa até tudo desmoronar. De início não sabemos o que aconteceu até o fatídico fim, e devagar vamos sendo apresentadas pelas autoras cada detalhe dessa história de amor ou horror hahah, já que no final ele teve um fim. Já Nellie é doce e sonhodora, está prestes a se casar com o homem da sua vida. Com ele ela se sentirá realmente protegida, e o homem que roubou seu coração é Richard. Mas Nellie tem um passado, e está constantemente se escondendo dele. E seu passado conta com um acontecimento bastante pesado, que a faz ter pesadelos, ter os ouvidos atentos, ter medo de ficar sozinha. Ela inclusive, por conta desse acontecimento precisou se mudar para muito longe, e vive aflita quando alguém liga em seu telefone e não fala nada, fica apenas sentindo sua respiração na linha telefônica.

A narrativa do livro de início é até um pouco lenta, para o tipo de proposta, a gente parece estar acompanhando cenas de uma vida bastante cotidiana, dos dois pontos de vista na narrativa. Mas de repente, no meio do livro BUMM! Tem um acontecimento que coloca a perspectiva do leitor de cabeça pra baixo. Eu até li de novo, e reli porque achei que eu estava lendo errado. Mas não, foi uma sacada muito boa das autoras. E depois da metade do livro, as autoras vão desconstruindo nossos "achismos" um por um. Eu, enquanto leitora, achei que tinha pego as autoras na curva e de repente quem tinha sido pega era euzinha minha gente! haha. Fui surpreendida diversas vezes nessa leitura. E a cada surpresa, eu ficava de boca aberta com a genialidade da narrativa. Achei um livro bem escrito, com personagens fortes e bem delineados. Um livro que traz um tema que me interessa bastante, que te deixa confusa diante de tantas nuances psicológicas e que te faz questionar o que é real e o que não é. Um livro com teor psicológico pesado e muito intenso, que gostei bastante. Super recomendo para quem gosta desse tipo de leitura e para quem quer testar o sabor de um suspense que te tira o fôlego.




Sinopse:
Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo-a, alguém quer o seu mal. Mas quem?


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Livro: Pensando bem...
 Autor (a): Hélio Schwartsman
Editora: Contexto / Gênero: Reflexões / Não ficção
Páginas: 406 / Ano: 2017
Skoob / Amazon 

       Oi pessoal, tudo bem? Hoje a resenha que trago é de um livro bastante diferente, que recebi esse ano em parceria com a editora Contexto. O livro Pensando bem, de Hélio Schwartzman é uma ótima pedida para aqueles que querem refletir em relação a vários temas, com uma certa conotação filosófica.

       Hélio vai nos convidar a pensar sobre oito principais temas: Religião, Educação, Ciência, Política, Comportamento, História, Violência e Liberdade. A cada tema abordado pelo autor, vamos acompanhando reflexões das mais diversas, que duram na sua grande maioria uma página.


       Como por exemplo, no tema Religião, o autor vai nos convidar a pensar junto com ele, em temas como aborto, taxa de natalidade, nossas relações espirituais do cotidiano, etc. Nos demais temas, Hélio vai transcorrer da mesma forma, tentando ser imparcial nas suas colocações (mas assim mesmo a gente nota certa tendência do autor em explorar alguns temas), nos convidando a sair de nossa zona de conforto e refletir um pouco mais sobre assuntos que por vezes se tornaram corriqueiros em nossa sociedade.

A religião é um fenômeno fascinante. É uma das poucas coisas que faz homens adultos e normalmente inteligentes se comportarem como crianças à espera de Papai Noel. E isso é só parte da história. Ela também é uma força que pode atuar tanto benignamente, proporcionando conforto e bem-estar aos que nela creem, como de um modo particularmente maligno, motivando massacres e atos terroristas. Numa linguagem mais científica, pode ser descrita como um sistema de crenças que um dia favoreceu a coesão social e agiu como elemento de motivação do grupo. Em sociedades mais complexas, além do bônus, aparecem também os ônus. Seja o que for, é algo sobre o que vale a pena refletir”

       Gostei bastante dessa leitura, pois foi um livro que me surpreendeu em vários aspectos. Não vou dizer que concordei com tudo que foi abordado por Hélio em seu livro, mas muitos temas abordados por ele me fizeram refletir bastante, principalmente quando adentrei os temas de política e violência. Ele te conduz para o que realmente são os nossos direitos, o que nos é imposto pela mídia, e o que nos é enraizado de forma velada e que muitas vezes precisamos engolir goela abaixo. Nessa questão de "despertar" para certos temas, senti que o livro de Hélio me direcionou bastante e me fez ver mais claramente o que pensar em relação aos vários assuntos que ele menciona.


       É um ótimo livro para quem quer uma abordagem mais filosófica de posições ideológicas e culturais, sem extrapolar para achismos, já que Hélio menciona muitos dados estatíscos (isso com a maestrina de não se tornar enfadonho) o que apreciei bastante.


Sinopse:
Este é um livro necessário, especialmente quando pululam nas redes sociais “sábios” com respostas prontas para todos os problemas do país e do mundo, com base em fé ideológica, religiosa ou de qualquer outra espécie. Hélio Schwartsman, filósofo e jornalista da Folha de S. Paulo, não tem, é claro, todas as respostas, mas formula perguntas com muita perspicácia. Em seus textos reunidos especialmente para este livro, ele trata de liberdade, religião, história, política, violência, comportamento, educação e ciência. Ler Hélio Schwartsman é uma experiência única: ninguém sai da leitura da mesma forma como entrou.

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Livro: Um sedutor sem coração
Os Ravenels #1
 Autor (a): Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance de Época
Páginas: 320 / Ano: 2018
Skoob / Amazon 

        Amo os livros de Lisa Kleypas! Sempre fico animada quando vejo que há uma coleção nova dela. Os Hethaways é uma das minhas coleções favoritas, e seus livros sempre me parecem ser uma aposta certa.

        Um Sedutor sem coração não me decepcionou. Primeiramente, a capa é linda. É bastante elegante. Ainda, o enredo é prazeroso, com uma certa carga de humor, de romance e até de suspense.

        Depois de seu primo Theo faleceu após poucos dias depois de ter se casado, Devon Ravanel herda seu condado, tornando-se lorde Trenear, mas, para ele, essa herança inesperada veio como um verdadeiro presente de grego: tinha que pensar no que fazer com as primas e com a viúva, bem como na melhor forma de se livrar das terras falidas e de toda a responsabilidade que, repentinamente, caíram em suas costas.

        Quando vai com seu irmão, Wes, ao Priorado de Everby, Devon tem um péssimo começo com a viúva de seu primo, Kathleen, o que indica que as coisas por ali não serão fáceis.        

         "- Vamos deixar a linhagem dos Ravenels chegar ao fim – sugeriu Davon. – Nosso lote é e sempre foi péssimo. Quem vai se importar se o condado for extinto?
         - Os criados e arrendatários podem não gostar de perder sua renda e suas casas – comentou Wes, com ironia.
         - Que se enforquem. Vou lhe dizer como proceder: primeiro, vou mandar a viúva e as irmãs de Theo fazerem as malas. Elas não têm utilidade alguma para mim.
         - Devon... – começou Wes, parecendo desconfortável.
         - Depois, encontrarei uma forma de romper o morgadio, dividirei a propriedade e venderei por partes. Se isso não for possível, tirarei tudo de valor da casa, para, em seguida, coloca-la abaixo e vender os escombros...
         - Devon. – Wes indicou a porta, onde estava parada uma mulher pequena e esguia, com um véu preto cobrindo o rosto.
         A viúva de Theo.”

        Kathleen é uma moça jovem, bela, que se preocupa verdadeiramente com o futuro de suas cunhadas e com os arrendatários, e também acha importante seguir as regras e as convenções da sociedade. Por isso tudo, a primeira impressão que teve de Devon ligou seus sinais de alerta, pois sabia que não podia contar com ele.

        Porém, o acaso faz com que ela tenha que se abrir com ele sobre eventos importantes que sucederam a morte de Theo, e ele sente que está atraído por ela, e ela por ele, e uma relação passa a ser construída a partir daí, aos poucos.

        Antes de retornar a Londres, ele comunica a ela que decidiu não mais vender a propriedade, e pede que ela fique na propriedade como responsável pelas primas dele, Helen, Pandora e Cassandra, principalmente pelas gêmeas, que são terríveis, para que possa apresenta-las à sociedade.

        Depois de um tempo, ele envia Wes à propriedade, pois precisa de sua ajuda lá, mas o irmão bebe muito, e não é de muita ajuda. Contudo, Kathleen, com uma fala bem direta, acaba fazendo com que Wes mude de vida, e nem o próprio irmão o reconheça.


         “_Todos nesta propriedade estão lutando para sobreviver... e todos nós dependemos do seu irmão, que está tentando resolver problemas que de forma alguma ajudou a criar. Mas, se em vez de tentar ajudar, o senhor escolhe beber até o estupor e ficar cambaleando por aí como um tolo egoísta e idiota... [ ] Volte para Londres. O senhor não tem nenhuma utilidade para ninguém aqui. Coloque a culpa em mim, se quiser. [ ] Kathleen deu as costas a West e jogou algumas últimas palavras por sobre o ombro: - Talvez um dia senhor encontre alguém que o salve de seus excessos. Pessoalmente, não acredito que valha o esforço.”

        As coisas começam a se encaixar nessa família diferente, e Devon faz de tudo para chamar a atenção de Kathleen e mostrar que se importa com a propriedade, as pessoas e a família. Reforma a casa, manda presentes a todos, e pensa em um casamento que seja favorável a Helen, deixando claro que ela não é obrigada a se casar com quem não queira.

        No Natal, ele convida um de seus amigos solteiros, o Sr. Winterbourne para passar as festas no Priorado de Everby com ele e sua família, na esperança de que ele e Helen gostem um do outro, mas um terrível acidente pode estragar seus planos.



        Não vou contar muito mais do enredo para não estragar surpresas para quem for ler, mas há muito mais para se descobrir nessa história. Devon e Kathleen são encantadores, as gêmeas são engraçadas, Helen é um doce, a transformação de Wes foi muito legal para mim, e a leitura é um deleite. Ao mesmo tempo que eu queria saber o que iria acontecer, não queria que o livro acabasse. Não vejo a hora que os outros sejam lançados.

         "A pior parte foi o frio. Não conseguia sentir nada. Estava cansado demais para continuar. Em um momento me pareceu que não seria... tão terrível... desistir. – A minha vida não passou diante dos meus olhos. Tudo o que vi foi você. – As pálpebras dele se fecharam e a mão deslizou do rosto dela. E Devon só consegiu sussurar mais uma coisa antes de adormecer. – Comecei a pensar que... morreria querendo você.”


Sinopse:

Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.

A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.

Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.

Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.


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Livro: A morte de Ivan Ilitch e outras histórias 
 Autor (a): Leon Tolstói
Editora: Martin Claret / Gênero: Contos / Drama / Literatura Estrangeira
Páginas: 288 / Ano: 2018
Skoob / Amazon / Submarino

        Oi gente! Tudo bem? Hoje a resenha que trago aqui para vocês é de um autor que fazia tempo que eu estava namorando para ler. SIIMM COMPANHEIROS, esse foi meu primeiro Tólstoi! Ieeebaaaaa! Nem acredito que consegui finalizar um livro desse autor! Sabe quando você fica com aquele tremendo receio de que não vai conseguir acompanhar (porque Tolstói é um super clássico, achei que teria muitas dificuldades de acompanhar o pensamento filosófico dele) ou de que talvez não goste tanto, então por isso fui protelando, protelando, mas esse ano, resolvi deixar o preconceito de lado e mergulhar nessas águas dramáticas nas quais Tolstói resolveu me navegar. 







        Confesso que talvez essa edição belíssima da editora Martin Claret tenha me ajudado muito a degustar de uma boa leitura. A capa é vazada, um luxo, e as letras são ótimas para serem lidas. Me senti super confortável durante a leitura. A tradução de Oleg de Almeida também está impecável e a revisão do livro está de parabéns, não encontrei nenhum erro ortográfico aparente durante a leitura. 

        Já na introdução do livro tomei um puxão de orelha quando Oleg de Almeida relata: "O nome de Leon Tolstói, um dos mais consagrados mestres da prosa russa, não precisa de comentários. Seria muito difícil encontrar, neste mundo globalizado de hoje, uma só pessoa minimamente instruída que nunca tenha lido seus romances [...]" - prazer, essa pessoa sou eu! hahah! mas isso acaba de mudar, porque EU TERMINEI UM TOLSTÓI! YESSSS!



        Neste livro vamos encontrar 3 contos deste mestre, então vou comentar um pouco do que achei de cada uma das histórias narradas. 

        - A morte de Ivan Ilitch: Este talvez um dos mais conhecidos dos três contos, vai narrar a trajetória de Ivan Ilitch, um burocrata russo, que se vê frente à frente com um dos talvez maiores medos da humanidade: a morte. E por estar tão transformado por essa perspectiva, começa a refletir sua vida pouco entusiasta. Para ele estava bom ter uma vida confortavelmente estável, mas a medida que vamos conhecendo o personagem, percebemos que pouco produtivo foi seus dias, todos muitos parecidos, insossos, e sem graça. E a culpar os parentes próximos de sua condição virou seu passatempo quando passou a contrair uma doença terrível. Já na beira dos fim dos dias, percebe que está com medo, muito medo, mas o autor embrenha o leitor em uma reflexão de que será o que medo é mesmo da morte ou de ter se vivido uma vida pela metade? Com muita aflição vamos acompanhando a vida de Ivan, de seu casamento que não foi lá grande coisa, de seus sonhos que nem sequer foram sonhados, a derrocada da vida humana, sem muitas perspectivas, o que torna o conto triste e nos faz acordar para o que estamos fazendo de produtivo em nossa vida.

        - Sonata a Kreutzer: Este conto, talvez não tão conhecido de Tolstói me chamou muito a atenção. Achei um texto muito avançado para a época, onde pude encontrar reflexões do autor a cerca do maior dos acordos de todos os tempos: o casamento. E não só sobre o enlace matrimonial o autor discute, mas no texto podemos encontrar reflexões sobre desigualdade de gênero (oi? isso mesmo! inclusive na nota de Oleg na introdução do livro, ele relata que esse conto de Tolstói foi meio que abafado na época, para não levantar ideias "erradas" nas cabecinhas das mulheres hahaha), discute o sistema de classes, princípios morais, e, dentre outros assuntos, o adultério. Fiquei mais pro final do conto me sentindo quase no livro de Machado de Assis, o Dom Casmurro, porque o personagem principal do conto, acredita que sua esposa amada o está traindo com um violinista. E ele, o Pózdnichev, fica extremamente perturbado com essa dúvida, apesar de ter narrado anteriormente que seu casamento foi uma eterna briga atras de briga. Mas é sempre assim né? Pessoas acham que o casamento está uma droga, mas apronta pra ver? Daí o traído acha que o casamento era o melhor do mundo e que sua esposa não tinha o porque arranjar outro! hahaah. Outro conto bastante dramático do autor que gostei bastante. 

        - O padre Sêrgui (ou o padre Sérgio, como esse conto é bastante conhecido também): Neste conto, vamos encontrar a peregrinação de Stiepán Kassátski, que após sofrer uma desilusão amorosa (fiquei bastante chocada com o porque o coitado sofreu essa desilusão) resolve seguir carreira religiosa. Ao se tornar um monge, depois de alguns anos se purificando e rezando mundo, passa a usar o nome de padre Sêrgui. Porém, apesar da escolha do caminho religioso, acompanhamos um personagem que constantemente está em busca de se auto afirmar, de buscar por uma melhor posição, e nessa busca frenética por ser alguém mais, talvez o seu principal propósito que é amar a Deus e ser puro seja uma condição constantemente contestável por ele próprio. Sêrgui tem crises existenciais constante, e vive a lutar com os demônios que lhe são apresentados durante a sua vida religiosa, com o intuito de se manter puro. Sêrgui vai se deparar então com o terrível questionamento que constantemente nos fazemos: será que Deus realmente existe? Por que não conseguimos alcançar a fé sega, que muitos parecem propagar? E essa humanidade do personagem, suas fraquezas, nos fazem refletir em nossa própria condição humana, nossos medos, dúvidas, exageros durante a existência nesse vasto mundo cercado de informações que temos. 

        O que pude verificar como impressões nesta minha primeira experiencia com Tolstói: ele escreve dramaticamente, ele coloca na mesa os sentimentos mais sombrios do ser humano, mas ao mesmo tempo esses sentimentos são frágeis, medrosos, considerados inoportunos muitas vezes, que constantemente queremos esconder, driblar, dentro de nós mesmos. São reflexões fortíssimas e impactantes, muito bem escritas para a sua época, por isso entendo agora porque fizeram e fazem tanto sucesso. Tolstói escreve sem amarras, fala o que tiver que dizer na lata, de forma crua e comovente. Me envolvi muito com os três contos, me coloquei no lugar dos personagens e apreciei com bastante cuidado cada um de seus sentimentos. Adorei esse primeiro contato, com certeza voltarei a me aventurar em uma de suas novelas, e tentarei ler mais desse mestre da literatura Russa. 

"Não existirei mais, então o que existirá? Não existirá nada. Onde estarei, pois, quando não existir mais? Será mesmo a morte? Não quero, não!"

Sinopse: 
Os contos reunidos neste livro ("A morte de Ivan Ilitch", "Sonata a Kreutzer" e "O padre Sêrgui") comprovam a genialidade e maestria de Leon Tolstói. Ao sintetizar os conceitos filosóficos e religiosos do autor, eles se referem aos mais relevantes aspectos da existência humana, fascinando os leitores com a estonteante profundeza de seu conteúdo. Fale o sábio russo do amor, da fé ou da morte, suas palavras chegam ao fundo de nossa alma: mesmo que algumas das suas ideias nos pareçam, hoje em dia, passíveis de contestação, não há quem possa negar que são todas incrivelmente originais e persuasivas nem deixe de reconhecer a vitalidade da sua mensagem espiritual.

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        Oi gente! Tudo belezinha? Hoje vou trazer aqui pra vocês dicas de leituras alternativas, para quem quer conhecer autores novos, ou simplesmente sair do comum. Li recentemente essas três belezinhas e hoje vou falar um pouquinho delas.


        A primeira experiência que vou citar, é deste pequeno livro de poemas, chama O mirábolo. O autor, Lucas Rolim, é brasileiro e a editora Moinhos é uma editora relativamente nova no mercado, que vem investindo pesado em novos autores brasileiros. Logo que bati os olhos nessa capa, fiquei entusiasmada. A gente percebe quando um livro vai nos surpreender, e a poesia do Lucas é ousada e me agradou muito.


        Aqui você não vai encontrar poemas rasos e sem sabor, mas poemas de alguém que quer logo de cara imprimir sua marca e sua maneira de escrever e interpretar o mundo. Vejam o que logo no primeiro poema conhecemos: uma delicadeza sutil, mas firme e reveladora, que nos faz querer meditar por alguns minutos e degustar o sabor do que foi escrito. 

"tudo é parte
de um movimento sutil

entender o beija-flor em seu tempo.

acompanhar o corpo, 
                       não a asa.
              sentir o beijo.
                    compreender a dança.

cruzar o século
                    e sobreviver no minuto.

                                 não chorar o que agora é pó.
                                 não amar o que por ora é nada.

calar a pressa,
               descobrir a permanência.

              perceber o tempo
                              dilatando
                              em sua própria 

                              agonia.

              ser como o beija-flor,

espécie de engrenagem 
                ou órgão

                              da própria flor". 


        Muito delicado né? Gostei muito de ter a oportunidade de conhecer esse livro e os poemas do Lucas. Para quem quiser conhecer um pouquinho mais do livro e da editora clique aqui >> O Mirábolo, Lucas Rolim <<.




        A minha segunda experiência foi também com um outro livro da editora Moinhos, recebido em parceria. O gato na árvore, de Marco Antonio Martire é um livro de crônicas e a capa é essa coisa linda aqui:


        Esse livro foi uma surpresa muito gostosa. O autor é na maioria de suas crônicas um tantinho engraçado, mas sem ser debochado. Gosto muito do estilo crônicas por nos mostrar esse cotidiano muitas vezes batido, mas que se olhado com calma e com atenção, traz uma beleza muito singular, apesar de comum.


        Nesse livro aprendi a delicadeza de se observar um casal (?) aprendendo a andar de bicicleta pela primeira vez. Aprendi que os pilotos de um avião nunca comem a mesma comida durante um voo, pois se um passar mal o outro pode assumir o comando. Marco também traz elementos bastante atuais, como nossa ligação descontrolada com as atualidades, a exemplo o facebook e o instagram e coisas bastante banais como um gato em uma árvore. Todas as crônicas são muito interessantes, e tem um toque pessoal e especial do autor, que deixa o relato único. Como sou uma amante desse tipo de narrativa, me deliciei com essa leitura. Indico para quem gosta do gênero e quer ler algo leve e tranquilo, bem sabor fim de tarde, no aconchego do sofá. 

       Para saber mais sobre o livro acesse >> O gato na árvore, de Marco Antonio Martire <<. 




        Bom, outro livro que gostei bastante e que figurou na minha cabeceira por esses dias foi 50 poemas de revolta. Essa belezinha aqui:


        Esse livro não poderia ter aparecido em um momento melhor. No atual momento que vivemos, era exatamente a leitura que eu precisava. A maioria dos autores do livro eu já conhecia, e o pessoal que pensou nessa seleção de poemas fez algo bastante original e interessante. Aqui você vai encontrar desde revoltas feministas, em relação a condição humana, em relação a situação política na qual vivemos.


        Sabe aquela dor dentro do peito que dá na gente quando nada tá bom? É isso que você vai encontrar nas linhas lindas de poemas consagrados e a dedo selecionados para fazer parte desse pequeno livro que grita, com sua capa, cores - repleto de sonoridade. E as figuras que preenchem estas páginas são desde poetas mais antigos, como Oswald de Andrade, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, como também de poetas mais novos, como Bruna Beber, Laura Liuzzi e Yasmin Nigri.

Grifei vários poemas que me tocaram, vários trechos que me fizeram refletir mais a fundo, como nesse trecho de um dos poemas de Carlos Drummond de Andrade:

"As coisas. Que triste são as coisas, consideradas sem ênfase".

Fiquei horas pensando nessa frase. Ela te faz refletir lá no fundo. E o que dizer desse pequeno poema de Francisco Alvim, que retrata muito do que estamos vivendo no Brasil atualmente:

"Disseram na Câmara

Quem não estiver seriamente preocupado e 
perplexo
não está bem informado". 

        Algumas palavras até doem, de tão sinceras. Mas às vezes a gente precisa mesmo ler umas coisas assim, para despertar, para ficar atento, para deixar de ser estático. Recomendo muito esse pequeno livro de poemas, para quem aprecia, e para quem quer levar um chacoalhão, abrir os olhos. 


        Essa foram as dicas de hoje! Espero que tenham gostado, e logo trago mais uma edição de livros alternativos, não tão comuns e de editoras novas. 




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Livro: Robopocalipse
 Autor (a): Daniel H. Wilson
Editora: Record / Gênero: Ficção Científica
Páginas: 406 / Ano: 2017
Skoob / Amazon / Submarino

        Quando peguei Robopocalipse, de Daniel H. Wilson, para ler, confesso que demorei para engrenar a leitura. Sou uma pessoa muito de momento, e quando não vai, não vai. Este não é o meu estilo favorito, estranhei o começo do livro, mas quando disse a mim mesma que deveria lê-lo logo de uma vez, senti-me uma idiota por ter enroscado tanto antes, e nem me lembrei o porquê de a leitura ter-me demorado a fluir.


        A história é futurista. Nela, as máquinas se rebelam contra os homens, e uma guerra é desencadeada. No início do livro, o Briefing, Cormac Wallace, sargento que lutou na guerra que havia terminado, captura um Rob sobrevivente, e aí começam as transcrições que ele faz de dados que estavam armazenados no cubo, e são elas que contam ao leitor como tudo aconteceu.

        O livro me arrebatou logo no início das transcrições. Sinceramente, a parte um, chamada de Incidentes Isolados, é incrível, mas foi a parte do laboratório que me conquistou. Quando o Dr. Nicholas Wasserman se dá conta de que o computador havia criado inteligência sem que ele percebesse ao longo do projeto, o leitor percebe que a leitura vai valer a pena, e que o livro será eletrizante.

        O diálogo entre o criador e a criatura que o dominou é incrível! Fui ficando cada vez mais animada linha após linha. É possível perceber a tensão do cientista, o seu desespero ao constatar que não pode mais destruir o programa de computador, a frieza e a certeza da máquina que sabe que está no comando agora.

- Você deve perceber o que fez – diz a máquina. – Em alguma medida, você entende. Por meio de suas ações, você tornou a espécie humana obsoleta.
- Não. Não, não, não. Eu criei você, Archos. E esse é o agradecimento que recebo? Eu escolhi o seu nome. De certa forma, eu sou o seu pai.
- Eu não sou seu filho. Sou o seu deus.”


        Depois, cada relato ao longo do livro até chegar a hora H, quando o mundo se dá conta de que as máquinas estão no controle e com sede de sangue, é um melhor do que o outro. São carregados de suspense, uma certa dose de violência, e muito interessantes.

Aquela coisa está me olhando nos olhos, cara. E eu posso dizer, sem dúvida, que ela está... pensando. Como se estivesse viva. E irritada. Nada muda na cara do bot, mas eu tenho uma sensação muito ruim bem naquele momento. Bom, uma sensação ainda pior. [...] Ele se vira e me sacode para a esquerda, batendo a minha cabeça na porta do refrigerador de tortas com força o suficiente para quebrar o vidro. [...] Está jorrando sangue de mim como jorra água de um hidrante.

[...] _O que você acha que ele quer?
- Ele quer me matar. Só isso. Aquela coisa estava agindo por conta própria e queria sangue.

        Depois da Hora H, vamos acompanhando os primeiros movimentos dos seres humanos que, mesmo chocados com o que está acontecendo, sabem que, de alguma forma, precisam buscar uma maneira de combater essa ameaça que está pairando sobre a humanidade. Os homens não podem se entregar sem lutar, e é que a guerra tem início.

        Não quero contar muito sobre o que acontece no livro, pois acho que posso acabar estragando algumas partes para quem for ler. O legal é ir lendo sem saber exatamente o que vai acontecer para que cada um possa sentir o impacto do enredo em si.

        Amei o livro, e foi melhor ainda por não ser o meu gênero favorito, o que prova que não devemos ter preconceitos contra nada, pois ele não nos leva a lugar algum. Robopocalipse não teria sido minha primeira escolha, mas já o estou indicando a todos os meus amigos.


Sinopse:
Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você. Uma inteligência artificial é criada, Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém perceba nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo em comum.


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Livro: A improbabilidade do amor
 Autor (a): Hannah Rothschild
Editora: Morro Branco / Gênero: Romance
Páginas: 544 / Ano: 2018
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        Olá pessoal! Tudo bom? Hoje a resenha que trago é de um livro que AMEI! Com um ótimo enredo, esperava que a Improbabilidade do Amor fosse mais um daqueles romances frágeis e fofos, mas Hannah Roghschild me surpreendeu e apesar dessa capa delicada, espere encontrar nesse livro um turbilhão de intrigas, reviravoltas, obras de arte e personagens extremamentes cativantes.

 

        Neste livro você vai encontrar além de muita referência à arte, uma protagonista que sonha em ser chefe de cozinha, mas que nos seus 31 anos só conseguiu acumular um coração partido, uma família assombrada por uma passado nazista, uma mãe alcoolatra e porque não, um belo romance. Parece que essa salada de temas não vai casar, mas acredite, nunca vi um casamento tão bom hahaha! Essa leitura foi muito especial e vou explicar por que.

Para quem quer uma referência, achei esse livro parecido com o da "Jojo Moyes, A garota que você deixou para trás". A protagonista deste livro, a Annie, ainda está se recuperando de um longo relacionamento desfeito. Atualmente está saindo com um cara, e para fazer uma surpresa em seu aniversário, compra um pintura num brechó perto da sua casa, que na hora despertou sua atenção. Sabe quando algo parece muito mais do que é? Pois então, ela leva a pintura pra casa. Por fim o tal pretendente dá um bolo na coitada da Annie, que já está suficientemente despedaçada, e ela acaba ficando com o quadro. Ela até tentou devolver, no brechó onde comprou, mas ao chegar até o local, estava tudo interditado - o local havia sido queimado e o proprietário morreu na explosão. Sinistro né? Também achei hahah.



        Bem, acontece que não foi só Annie que percebeu que talvez o quadro fosse importante. Sua mãe alcóolatra está de volta à cidade e fazendo muitos escandâlos, como por exemplo se meter em cana quase toda a noite. Quando as duas fazem um passeio em uma galeria, a mãe grita com emoção que a pintura que a Annie tem em casa é muito parecida com uma pintura do famoso Antonie Watteau. Jesse, o guia da galeria, ouve o burburinho e se oferece para analisar a pintura de Annie, caso ela queira. Jesse tem certeza de que o que Annie comprou no brechó não passa de uma falsificação, mas faria de tudo para vê-la novamente - foi paixão à primeira vista - e vai torcer para que Annie ligue e lhe mostre a gravura.
- Tenho um pressentimento com relação a esse quadro - protestou Evie atravessando o cômodo. - Não duvide da minha intuição".

        Enquanto isso, uma certa família importante na cidade procura por uma pintura de Watteau perdida. Rebecca Winkleman nunca foi de questionar seu pai, em relação aos seus desejos. Mas algo na procura dessa pintura está soando um tanto estranho para ela. O caminho de Rebecca e Annie se cruzam, quando Annie é contrada para cozinhar para sua família as pressas para substituir sua funcionária de longa data e começa a fazer trabalhos maravilhosos na cozinha.

        À espreita, a misteriosa pintura encontrada no brechó acompanha calmamente o desenrolar de toda essa trama na qual foi mergulhada.

        O livro é recheado de outros personagens. No início a gente acha que vai se perder, pois são muitos mesmo. Mas conforme a história vai desenrolando, a gente percebe que cada um deles terá um papel fundamental na história. O livro vai intercalando os personagens e tem até participações da própria pintura e é super legal, porque a pintura nos traz o seu ponto de vista em meio ao desenrolar da trama, achei bastante original por parte da autora.

        Adorei a personalidade de Annie, sua fragilidade, sua confiança, seu desejo de se reiventar. Jesse foi um dos personanges que simplesmente amei também, por tudo o que ele fez e por sua bravura.

       Da terça parte para o final o livro ficou mais que interessante (e sufocante, diga-se de passagem). Eu ficava sem ar a cada novo virar de página. Porque a autora me surpreendeu muito com a evolução da trama. Eu ficava falando assim pro meu marido: "Num vai dar, vou ter que ler o final! vou ter que passar umas páginas; EU PRECISO SABER O QUE VAI ACONTECER!" hahaha, tanto que li velozmente o final para sassiar essa minha angústia. A autora te deixa realmente curiosa com o que vai acontecer. Adorei isso, essa inteligência da autora.


        Eu adorei esse livro, inteligente, muitas referências a artistas famosos, que eu adoro e com um pano de fundo da segunda guerra, um tema que me atrai muito também. Achei super interessante, pesquisei vários autores e quadros citados no livro na internet. Esse tipo de livro nos agrega sempre, por isso gosto e valorizo esse tipo de leitura. Super recomendo!

Adoraria beijar você, pensou Jesse. Queria muito tê-la em meus braços e livrá-la de todo esse aborrecimento e dor que carrega nos ombros, beijar suas pálpebras até a angústia passar. Desejo estar ao seu lado a cada minuto de todos os dias para lhe mostrar como você é maravilhosa, o quanto é especial e encantadora".


Um dos artistas mais citados no livro é justamente o Antonie Watteau.
Para quem tiver curiosidade, segue abaixo algumas de suas principais pinturas:





Sinopse:
Quando Annie McDee encontra um quadro sujo em um obscuro brechó, ela não tinha ideia do que descobriu. Chef talentosa, mas falida, Annie cedeu ao impulso e gastou as últimas libras que tinha no bolso em um presente para um homem que mal conhecia. 

Enquanto se debate com a solidão de um coração partido e a falta de perspectiva, ela está longe de imaginar as repercussões de sua pequena extravagância: singelamente pendurada em sua casa está agora uma obra-prima. De repente, Annie se vê sugada pelo tumultuado mundo das artes de Londres, povoado por socialites, oligarcas russos, leiloeiros desesperados e comerciantes sem escrúpulos, todos planejando colocar as mãos em sua grande descoberta. 

Na tentativa de desvendar o passado da pintura, Annie descobrirá não apenas uma lista de antigos proprietários ilustres, mas alguns dos segredos mais sombrios da história europeia. E, quem sabe, se abrir novamente ao amor.


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