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Livro: Até o fim
 Autor (a): Harlan Coben
Editora: Arqueiro / Gênero: Policial / Suspense
Páginas: 272 / Ano: 2018
Skoob / Amazon

        Oie pessoal! Tudo bem? Espero que sim! Háa como eu estava com saudades de ler um livro desse homem! Livros policiais e suspense são um dos meus gêneros favoritos, mas como estou gestante, estava lendo coisas mais leves por esses dias. Quando vi a capa desse livro porém, fiquei morrendo de vontade de ler (achei misteriosa, as cores usadas me deixaram intrigada, uma capa um pouco diferente dos outros livros do Harlan, eu amei! Gostei muito do trabalho gráfico). Daí o solicitei em parceria com a Arqueiro, e não me arrependi! O livro me fisgou de uma maneira tórrida, já nas primeiras páginas. É esse o efeito que o tio Harlan emprega na gente! hahah. 

        Como um bom romance policial, neste livro vamos ter como tragédia principal a morte de dois jovens atropelados por um trem. Um dos atropelados é irmão gêmeo de Nap Dumas, nosso detetive e personagem principal. Nap nunca engoliu a história de que seu irmão falecera apenas por uso de narcóticos - que foram encontrados em seu sangue na autópsia, acreditando por muitos anos que o irmão e a namorada não seriam tão irresponsáveis assim. E também não via sinais de que o irmão queria tirar a própria vida. 


        Além desse mistério, na noite que aconteceu o acidente Maura, a namorada de Nap some do mapa sem dar justificativa nenhuma. Quando Nap vai procurar a mãe de Maura para tentar entender o que aconteceu, ela diz a Nap para esquecer Maura, que ela não vai voltar e que não quer vê-lo novamente. Que ficou muito abalada com a morte de seus amigos do colégio e que aquela cidade não é um lugar bom para se criar filhos, que a mandou para outro colégio. Nap ficou transtornado com tantos acontecimentos em uma noite só... e foi por esse motivo que acabou se tornando um detetive, porque ninguém conseguia solucionar esse quebra cabeça, inclusive ele.

        Passado 15 anos sem respostas, o assassinato de um policial que também fora amigo de Nap durante o colégio levanta hipóteses até então enterradas fundo no coração de Nap. Uma pista sugere que Nap, na época da morte do irmão e do sumiço de sua namorada deixou alguns acontecimentos passarem. E agora é hora de revirar o passado em busca de respostas - Nap vai até o fim. 

Não quero soar dramática, mas os fantasmas daquela noite ainda estão presos aí, dentro de você. Talvez a verdade os liberte. 
        
       Eu tomei bastante cuidado para não dar spoilers, porque esse tipo de livro merece ser lido descascando suas camadas. Eu tento em todo livro descobrir quem é o mocinho, quem é o bandido, mas Harlan Coben sempre traz um final mega improvável. Foi como aconteceu nesse livro. Fiquei tipo... nossa, não acredito que ele me enganou direitinho! hahaha e eu adorooo livros assim! Adoro ficar chocada, embasbacada, adoro ser enganada em livros policiais heheh. O suspense criado em todo o enredo também é um ponto alto, principalmente em relação a uma base militar nos arredores do colégio onde Nap e seus amigos estudaram. E saber que realmente existiram lugares secretos assim do governo durante a última guerra mundial, torna a história mais sólida e interessante. Nap também é um personagem muito interessante, o autor trouxe algo de muito humano nele, o que me agradou bastante, um cara que está cheio de feridas, mas que não poupa esforços para ajudar quem está ao seu lado.  

O governo seria capaz de matar para manter um segredo? A resposta é tão óbvia que a pergunta se torna retórica. 

        O que dizer desse livro? Eu amei, li em 3 dias. Achei muito bom mesmo. Para quem gosta do autor e do gênero, não deixem de ler. O bom também que ele é um livro único, não tem continuação, gosto mais assim, porque eu ficaria louca se não soubesse como iria terminar rsrs. Super recomendo!


Sinopse:
NOVO LIVRO DE HARLAN COBEN, AUTOR COM MAIS DE 70 MILHÕES DE LIVROS VENDIDOS NO MUNDO.

Coben é conhecido como “o mestre das noites em claro" e é o único escritor a ter recebido a trinca de ases da literatura policial americana: o Anthony, o Shamus e o Edgar Allan Poe.

O detetive Nap Dumas nunca mais foi o mesmo após o último ano do colégio, quando seu irmão Leo e a namorada, Diana, foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. Além disso, Maura, o amor da vida de Nap, terminou com ele e desapareceu sem justificativa.

Por quinze anos, o detetive procurou pela ex-namorada e buscou a verdadeira razão por trás da morte do irmão. Agora, parece que finalmente há uma pista.

As digitais de Maura surgem no carro de um suposto assassino e Nap embarca em uma jornada por explicações, que apenas levam a mais perguntas: sobre a mulher que amava, os amigos de infância que pensava conhecer, a base militar próxima a sua antiga casa.

Em meio às investigações, Nap percebe que as mortes de Leo e Diana são ainda mais sombrias e sinistras do que ele ousava imaginar.



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Livro: Quando a bela domou a fera
 Autor (a): Eloisa James
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance de Época
Páginas: 320 / Ano: 2017
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        Oi, oi pessoal! Tudo legal com vocês? Hoje a resenha que trago é de um gênero que gosto muito: romances de época. Gosto principalmente desse tipo de leitura quando quero relaxar, sonhar um pouco com um amor improvável e delirar junto com os personagens em meio a cenas de amor. Este livro não será diferente, vai ter o mocinho, a mocinha, o amor entre os dois nascendo, muitas falas sarcásticas e cheias de humor, e um final para encher o coração de purpurina. Sim, a maioria destes livros é um tanto clichê, mas quando é bem escrito nos faz terminar a última página apaixonados pela história. 

        E foi assim que me senti por este livro da Eloisa aqui, um tantinho mais sonhadora e apaixonada. Foi o primeiro romance de época que leio dela. A editora Arqueiro já publicou outros títulos dela. Então comecei a ler sem saber o que esperar e realmente gostei demais da história!

        Ela vai nos recontar de um modo um pouco diferente uma versão nova de a Bela e a Fera, o famoso conto de fadas. Neste livro teremos dois principais protagonistas: Linnet e Piers. Linnet é uma jovem um tanto peculiar. Ela não é parecida com as jovens tolas que só sabem circular e dançar pelos salões de Londres. Ela é inteligente, gosta de ler e de dialogar - gosta de conversas que realmente levem a algum lugar. Apensar de não ser boba, acaba caindo em uma tremenda enrascada: por conta dos galanteios de um jovem príncipe da região, as más línguas inventam uma história terrível sobre ela - de que está grávida, sem ter se casado. 

        Linnet não está grávida. Mas como contradizer um boato destes depois que ele se espalha? Impossível. Seu pai encontra como alternativa a oferecer como noiva de um conde, mais precisamente para Piers Yelverton, o conde de Marchant. Ao que parece, o pai de Piers está procurando uma noiva para o filho. E seu filho sofre de um problema grave na perna, que afetou também o seu, bem... aparelho reprodutor. Piers não pode ter filhos, e seu pai acha uma ótima oportunidade o casar com uma moça que já está esperando por um, assim garante ao condado uma continuidade na linhagem.


        Acontece que Piers é a personificação do que se pode chamar de um homem extremamente rude. Ele é intenso, um médico brilhante, mas no trato com as pessoas não é lá muito amistoso. Tanto que ganhou o apelido de fera, por seu caráter indomável. 
À sua maneira, Linnet era a versão feminina dele próprio: detestável, bonita demais, inteligente demais, mordaz demais. 

        Linnet sabe o que tem que fazer. Vai jogar seu adorável charme e contar com sua beleza estonteante fazendo assim com que Piers se apaixone por ela, mesmo sabendo que não carrega nenhum bebê verdadeiro e depois disso vai dizer que o perdeu. O que ela precisa é somente de um novo começo e não se importa que seja com alguém de temperamento difícil como Piers. Mas Piers está disposto a contradizer o pai e não vai se casar de jeito nenhum. 

        Mas o destino, há... o destino. Vai pregar uma tremenda peça nestes dois e o desenrolar da história você só vai saber lendo o livro ;)

Era o tipo de beijo que um cavalheiro nunca, jamais, daria em uma dama. Linnet estava adorando.

        Eu achei muito original todo o contexto criado pela autora. Achei os dois personagens extremamente espirituosos, o que deu uma dinâmica leve e divertida ao texto. Os dois se cutucavam a cada virar de página, adoro personagens assim, que se provocam e testam seus limites. Durante o avanço da narrativa muitas certezas também vão caindo por terra, e você vai torcendo para que os dois deixem de ser tão burros e se apaixonem logo hahah. É uma delícia esse tipo de leitura. A autora escreve muito bem e gostei de conhecer mais uma do gênero romance de época. Linnet é uma garota adorável, mas cheia de certezas do que quer da vida, gosto de personagens como ela, que são irreverentes e ousadas. Piers apesar do jeito durão, vai nos mostrar que não é somente uma fera, mas que também tem um bom coração. Um ótimo livro para sonhar acordado e suspirar com algumas cenas calientes e envolventes. Recomendo a leitura. 



Dessa série, pela editora Arqueiro, a autora também já tem estes livros publicados (eles não são uma sequência, podem ser lidos separadamente, mas vão seguir essa linha de serem baseados em algum conto de fadas):





Sinopse:
Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.

Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?


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Livro: Se a rua Beale falasse
 Autor (a): James Baldwin
Editora: Companhia das Letras / Gênero: Drama
Páginas: 224 / Ano: 2019
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        Oi oi gente! tudo bem? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é desse livro maravilhoso de James Baldwin, que foi adaptado para filme e concorreu ao Oscar de 2018. Regina King ganhou a estatueta como melhor atriz coadjuvante nesse filme e foi muito aclamado pela crítica de modo geral. Ganhou vários outros prêmios desde seu lançamento. 


        Sobre o livro, apesar de ter sido originalmente publicado no ano de 1974, observamos tristemente como o assunto tratado em "Se a rua Beale falasse" é atual. Levantando temas como racismo e coerção policial, a história claramente reflete a vida de um negro inocente sendo acusado por um crime que não cometeu, injustamente. 

        Tish e Fonny são amigos desde crianças. A amizade evoluiu naturalmente para algo mais sério e logo estavam fazendo planos de morar juntos, casar, ter filhos juntos. Mas Tish e Fonny são negros e resolveram escolher um lugar para morar em um bairro onde a predominância dos moradores é branca. Logo um policial das redondezas invoca com Fonny. Os dois sabem que provocar um policial branco só pode dar merda. E é na primeira oportunidade que surge que o tal policial coloca Fonny atrás das grades. Fonny foi acusado por estuprar uma porto-riquenha, e agora está preso injustamente por um crime que não cometeu. Tudo por causa de sua cor de pele. 


        Tish e sua família irão mover montanhas para tirar Fonny da cadeia. Eles sabem que ele não é culpado, mas será que é tão fácil assim, quando nem um julgamento apropriado deram a Fonny? E ainda tem um agravante. Tish descobre que está grávida e terá que contar essa notícia a Fonny. Espera que a vinda de um bebê dê forças para seu amor não esmorecer na cadeia. Mas e ela? Terá forças suficientes para aguentar toda essa tenção e lutar por estas duas vidas que estão em suas mãos?

Espero que ninguém nunca seja obrigado a ver a pessoa que ama através de um vidro. 

        Esse livro é super envolvente. A narrativa do autor em alguns momentos chega e ser quase lírica, intercalando fatos da vida de Tish e Fonny, como se conheceram, como se amam, como o amor é capaz de superar qualquer barreira e ser forte o suficiente para resistir. A dinâmica familiar presente na família de Tish também é um ponto alto do livro, nos mostrando o quanto uma família pode se unir em momentos de crise e dificuldades. Foi lindo ver o empenho de toda a família de Tish em lutar pela liberdade de Fonny, mais ainda do que sua própria família. O autor mostrou claramente uma mãe de Fonny muito religiosa, mas que segue a igreja como bem entende, já que para olhar do lado e fazer o bem mesmo que para o próprio filho, não movia um dedo. 

        A injustiça e o medo dos personagens durante a narrativa é latente, a gente quase sente junto com eles, sente o sufoco da situação, sente por Fonny estar preso por um crime que não cometeu e a cadeia é um lugar deprimente. Temos flashes das condições de Fonny na sua cela, como o medo de ser abusado e agredido lá dentro cresce a cada dia que passa e como você sai transformado de um lugar destes mesmo se esforçando ao máximo para não se deixar contaminar. 


        Esse é aquele tipo de livro que te faz pensar, e pensar. Te faz ficar revoltado com nossas leis, te faz sentir nojo do racismo ainda presente em nossa sociedade. É triste, é cruel, mas também é um livro cheio de amor e coragem. Um livrasso, que merece ser lido e discutido muitas e muitas vezes.

        Para quem quer saber um pouco mais do filme, segue o trailer:




Sinopse:
Lançado em 1974, o quinto romance de James Baldwin narra os esforços de Tish para provar a inocência de Fonny, seu noivo, preso injustamente. Livro que inspirou o filme dirigido por Barry Jenkins, vencedor do Oscar por Moonlight.

Tish tem dezenove anos quando descobre que está grávida de Fonny, de 22. A sólida história de amor dos dois é interrompida bruscamente quando o rapaz é acusado de ter estuprado uma porto-riquenha, embora não haja nenhuma prova que o incrimine. Convicta da honestidade do noivo, Tish mobiliza sua família e advogados na tentativa de libertá-lo da prisão.

Se a rua Beale falasse é um romance comovente que tem o Harlem da década de 1970 como pano de fundo. Ao revelar as incertezas do futuro, a trama joga luz sobre o desespero, a tristeza e a esperança trazidos a reboque de uma sentença anunciada em um país onde a discriminação racial está profundamente arraigada no cotidiano.

Esta edição tem tradução de Jorio Dauster e inclui posfácio de Márcio Macedo.


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Livro: Terra de Sonhos e Acaso
 Autor (a): Felipe de Campos Ribeiro
Editora: Martin Claret / Gênero: Suspense
Páginas: 305 / Ano: 2019
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       Olá, olá pessoal! Tudo bem? Vamos de resenha de livro de autor nacional? Eu não posso ver um lançamento de autor brasileiro que já fico com os olhos brilhando hahah. Eu gosto muito de ler autores da nossa terrinha, e acredito muito na valorização da leitura nacional, por isso estou sempre divulgando quando posso novos autores, novos livros e novos achados. 

       Pra começar, cara que livro doido. Eu não conseguia parar de ler, porque nossa, o livro foi uma doideira só, não que tenha sido ruim, pelo contrário, uma doideira que te faz questionar muitas vezes se o que o personagem principal realmente está vendo é real ou se tudo não passa de elementos da sua imaginação. O autor cria uma dúvida latente na mente do leitor, ora nos presenteando com mais informações, ora as escondendo em uma narrativa que é recheada de elementos da cultura brasileira e, porque não, folclórica.


       Ismael está de volta à cidade de Rio das Almas. Fazia mais de quinze anos que ele não pisava naquelas terras. Vivia em São Paulo, mas com a morte da mãe e o pai definhando na cama de um hospital vivendo seus últimos momentos de vida por conta de ter contraído AIDS, Ismael precisa voltar para assumir suas responsabilidades em relação aos bens da família. Seu pai falece depois de poucos dias de seu retorno, e Ismael tem algumas mágoas em relação ao passado um tanto que devasso do pai. O que ele não sabe é que talvez o seu velho tenha omitido mais do que simplesmente alguns casos extra conjugais. Em seu leito de morte, o pai de Ismael suplica que ele vá embora logo e que não fique por aquelas terras. Rio das Almas não é uma cidade boa, há muitas especulações sobre acontecimentos sobrenaturais e é perigoso brincar com esse tipo de coisa. 

       Ismael é teimoso, e não parte logo em seguida à morte do pai. Mesmo porque, um de seus melhores amigos de infância e adolescência mora em Rio das Almas e seria grosseiro ir embora sem fazer uma visita. Ismael parte em busca de tentar encontrar onde Henrique mora e parece que todo mundo na cidade o conhece, já que é professor em uma escola da cidade. Mas quando chega à sua casa, encontra tudo revirado, claramente uma cena de roubo ou sequestro. Ismael não vai sossegar até encontrar o amigo e as respostas para o que procura podem ser um tanto dolorosas, já que a cidade foi devastada por uma forte tempestade e inundada, necessitando de intervenção militar nesse momento crítico. Concomitante ao sumiço de Henrique, mortes de meninas em série vem assustando as adolescentes da cidade. A maioria das meninas encontradas mortas estão também com seus olhos arrancados. 



       Ismael está chocado com os acontecimentos ao seu redor. A casa de pedra onde sua família morava ali na cidade é uma das maiores e não foi afetada pela tempestade. Ele precisa prepará-la para vendê-la. Mas parece que ninguém quer chegar muito perto dela, e Ismael só entende quando a vê novamente. Ao lado da sua casa, uma outra foi construída, uma casa torta. A cidade alega que naquela casa torta encontra-se uma maldição. Ismael não acredita em nada disso, até que começa a ver vultos de uma mulher em todo o lugar que olha. Ismael de repente se vê no cerco de acontecimentos aleatórios e bizarros em uma cidade que esconde muitos segredos. Percebe que o conselho do pai fora verdadeiro e que deveria ter ido embora - mas agora já está submerso demais para fugir.

       Esse livro é bastante bizarro. Os acontecimentos envolvendo fantasmas, livros com segredos escondidos, pessoas estranhas que Ismael vai encontrando durante suas investigações, criam um universo que beira o terror, mas é tudo muito sútil, então classifico mais como suspense esse livro. Eu lia e lia e em cada novo trecho aparecia uma situação que te deixava mais grilado, mais em dúvida se tudo o que Ismael viveu em seus dias em Rio das Almas foi realmente verdadeiro ou um sonho. O autor explora muitos conceitos e lendas regionais e esse é um ponto alto da narrativa. Também faz críticas sutis em relação a algumas situações atuais que vem acontecendo no Brasil. Algo que me incomodou um pouco na leitura foi o autor explorar muito aspectos sexuais nos personagens, achei algumas cenas um pouco forçadas, há muita exposição de mulheres durante a narrativa, acredito que por conta dos assassinatos em série, mas alguns trechos realmente me deixaram meio incomodada, invadida. Mas de resto, acredito que seja sim um livro a ser lido e explorado, traz muita brasilidade em suas características e estamos sedentos de nos identificar nas leituras que fazemos. Recomendo a leitura!

A foto fora tirada como se o fotógrafo estivesse meio recuado. Como se ele quisesse dar uma perspectiva da beira do morro. Ou talvez ele tivesse medo de altura e não chegou muito perto do abismo. Parecia uma daquelas fotos que tiramos de alguém com uma paisagem ao fundo, mas se a pessoa. Só a paisagem, Rio das Almas, que se estendia lá embaixo naquela luminosidade da revelação das fotos dos anos setenta. Me deu um arrepio. Creditei ao fato de que, em breve, aquele seria um registro tido como importante para um homem morto, meu pai, antes de eu nascer. Mas não era só isso. Era como ver uma paisagem terna e sentir medo.


Sinopse:
Após a morte dos pais, Ismael volta ao interior de São Paulo para reaver sua herança. Inundada por uma tempestade e isolada do mundo a pequena cidade de Rio das Almas está sob intervenção militar. Seus habitantes, acuados por estranhos crimes, professam uma inquietante religiosidade baseada num livro de autor desconhecido. "Terra de sonhos e acaso" narra a jornada de Ismael por esse território primitivo, que atrai seus personagens para um vórtice impiedoso. A obra é um mergulho na genealogia do interior do país, que se serve de seus terrores e mitos sertanejos para apresentar uma história verdadeiramente brasileira.

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Oi Pessoal!

Sorteio de aniversário: 9 anos do blog Pétalas de Liberdade (27 livros para 3 ganhadores)

 No dia 27 de março, o Blog Literário Pétalas de Liberdade completa 9 anos no ar, e para comemorar, nos juntamos a outros blogs amigos e editoras parceiras para presentar vocês, leitores, com um sorteio de aniversário! Serão 27 livros divididos em 3 kits + marcadores.

Se liga nos kits que serão sorteados:








Para participar é muito fácil!

Basta acessar o blog:


e participar!

O término das inscrições é no dia 27/04, então corre lá pessoal!

Beijos e boa sorte!




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Livro: Filosofia do cotidiano
 Autor (a): Luiz Felipe Pondé
Editora: Contexto / Gênero: Filosofia / Ensaios
Páginas: 128 / Ano: 2019
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        Olá pessoal, tudo bem? Espero que sim! Que tal um pouco de filosofia para começar a o dia? A resenha que trago hoje é deste lançamento da Editora Contexto, do filosofo e professor Luiz Felipe Pondé, que nos convida em textos curtos a refletir e discutir pequenas questões de nosso cotidiano em forma de filosofia. Na verdade esse livro soa bem como um bate papo mesmo, onde o autor expõe seus pontos de vista - aqui abro um parenteses para dizer que o Autor muitas vezes não é imparcial, e ele tem todo o direito disso, numa conversa onde a gente lê o que ele escreve e tira nossas próprias conclusões do que se é lido. Eu gosto muito de livros assim porque gosto de refletir - e super normal a gente concordar com muita coisa, mas também questionar e não concordar com outras, afinal um livro de filosofia serve justamente para isso.


        Pondé vai flutuar então pelos temas mais presentes de nosso mundo atual: vai discorrer bastante sobre temas como família, estar ou não acompanhado, filhos (há umas discussões bem interessantes sobre isso), sobre o paradoxo da beleza a qualquer custo, sobre política e democracia, sobre envelhecer e se sentir cada vez mais sozinho nesse mundo agitado e que prolonga nossa existência cada vez mais, etc.


        O livro está recheado de assuntos para todos os gostos. E é uma leitura leve, os temas são expostos em no máximo três páginas o que torna a leitura bastante dinâmica. O autor é bastante claro, não é prolixo em suas explanações, permitindo que qualquer leitor pouco acostumado a esse tipo de leitura possa acompanhar tranquilamente os textos. 

        Para quem busca algo fora do comum e com reflexões estilo café da manhã, para te despertar para o dia e te fazer refletir um pouquinho mais sobre os aspectos mais cotidianos da vida, esse livro é uma ótima alternativa. Recomendo a leitura. 

Sinopse:

“Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Filosofar está mais ligado ao despertar do sonambulismo. Essa é minha proposta nesta conversa com você.”

“Seguiremos em direção a um mar profundo, muito distante do que o senso comum assume que o mundo seja. O mundo não é um mar calmo de evidências. É um oceano cheio de pequenas tempestades a serem vencidas. O cotidiano nesse percurso não é a mera passagem das horas, é o cotidiano contemporâneo, permeado pelo caráter histórico desta época em que vivemos.”

“Somos seres muitos mais acanhados em nossa natureza do que a aberração feliz postada nas redes sociais (e na publicidade em geral). Suspeito mesmo que a própria ideia de felicidade se tornou uma variável patogênica em si.”

“Quem tem medo de sofrer é incapaz de desejar.”

“Leitura é um hábito anormal, se ‘normal’ for ser igual à maioria.”

“A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio.”




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Livro: Outlander - Os tambores do outono
Livro 4 
 Autor (a): Diana Gabaldon
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance
Páginas: 880 / Ano: 2018
Skoob / Amazon

        Oi pessoal! Tudo belezinha? Hoje trago a resenha do quarto livro da série Outlander. Já disse aqui o quanto sou apaixonada por essa série né? Sim, eu amo com todas as minhas forças. Não é um livro fácil de ler, porque todos eles são bastante extensos, mas a história te envolve tanto que fica difícil parar. Mas não aquele livro que você mata em um ou dois dias. Ele é mais intenso, vai exigir mais da nossa capacidade de leitor, e mesmo assim não deixa de ser instigante e delicioso de se ler.

Para quem não conhece a série, sugiro começar com os primeiros livros sempre, porque há uma sequência lógica nos fatos. Os livros que antecedem este são:



        Como eu amo a série, estou colecionando a sequência toda com as capas da série, mas também tem opções de capas diferentes. A editora Arqueiro está lançando nas duas versões de capas os livros, então depois dá uma olhadinha e veja qual capa você gosta mais. 

        A maior parte de "Os tambores de Outono" irá acontecer na América, mais precisamente nos Estados Unidos. E essa reconstrução histórica que a autora nos traz, é maravilhosa, rica e cheia de detalhes. Claire, depois de deixar sua filha no tempo presente e resolver viajar no tempo novamente para encontrar no passado Jaime, seu amor da vida inteira, resolve permanecer e continuar se arriscando para viver ao lado do homem que ama. Mas as escolhas que fez não são fáceis. Claire pensa constantemente na filha e reflete muito mais agora nas suas perdas. Seu medo de perder Jaime está mais presente e começo da vida dos dois nesse livro só a faz ficar mais insegura.

        Durante seu trajeto de busca por um lugar para chamar de casa, são saqueados, ficando com quase nada de posses. Ainda há os sobrinhos de Jaime, que estão presentes e dos quais são responsáveis. Claire percebe que a vida nas Américas não será fácil. Até que surge uma tia de Jaime, irmã de sua mãe bastante abastada, a senhora Jocasta, e que resolve dar abrigo aos viajantes em sua casa. Mas essa tia tem escravos, e Claire que já viveu em outro século vai bater de frente diversas vezes com ela, deixando assim instável a relação das duas. 




        Então o que era para ser uma permanência longa na mansão de Jocasta, acaba sendo mais breve e logo Jaime e Claire estão procurando outros lugares para fixar morada. Como estão sempre metidos em entraves políticos, isso também não será fácil para os dois. E Claire sabe o futuro, ela sabe que dependendo do que fizer no passado perderá prematuramente o amor de sua vida. E ela sabe no que dará os desdobramentos políticos aos quais começam a fazer parte se não tomar uma postura mais decisiva e urgente. 

        Paralela à história de Jaime e Claire, vamos acompanhar também trechos entre Brianna e Roger. Surge entre eles algo difícil de controlar, e depois que Brianna volta para casa, Roger não consegue tirá-la da cabeça. Eles voltam a se encontrar e apesar de tudo estar um pouco tenso ainda entre os dois, uma fagulha de algo maior começa a brotar. Mas Roger tem um segredo e esse segredo pode ser a chave que Brianna está procurando para voltar a ver a mãe. Será que ele vai ser bem sucedido na arte de escondê-lo de Brianna?

- Você não vai me deixar? - perguntei por fim. - Não vai morrer?
Ele balançou a cabeça e apertou minha mão com força.
- Você é minha coragem, assim como eu sou sua consciência - sussurrou ele. - Você é meu coraçao, e eu, sua compaixão. Sozinhos, não somos inteiros. Você não sabe disso, Sassenach? 


        Este quarto livro tem um pouco menos de ação do que os anteriores, mas nada estraga sua beleza e sua contextualização histórica. Senti os personagens mais frágeis nele, falando muito de sentimentos, de medo de perder, de busca por respostas. A dor de Brianna estar presa no presente, desejando cada vez mais conhecer suas origens e o pai, a saudade que sente da mãe. Do outro lado Claire vivendo seus impasses de também ter medo de perder Jaime e ao mesmo tempo se privando da presença da filha. Os diálogos travados pelos personagens para mim foram muitos mais intensos nesse livro. Eu sempre volto a me apaixonar por Jaime e Claire, esse casal é o modelo de casal perfeito para esse tipo de história. Eles te emocionam, te fazem viajar junto com eles em suas aventuras. O final do livro termina de forma bem aberta, sugerindo que a continuação vai continuar nos surpreendendo. Eu simplesmente amo essa série, sou muito suspeita em falar, mas se você está procurando paixão, aventura, viagens no tempo e personagens extremamente corajosos, essa série não deixa nada a desejar. 


        Pra quem gosta da série vou deixar um trailer da quarta temporada (ainda não assisti, estava terminando o livro para poder iniciar). Estou super empolgada para assistir mais da sequência:




Sinopse:
Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para achar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.

Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para descobrir as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu.

Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo para salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.

Nesse livro emocionante, repleto de ação, intrigas e detalhes históricos, as barreiras do espaço e do tempo são postas à prova pelo amor de um casal e pela coragem de sua filha em mudar o destino.


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