Resenha - Ai meu Deus, ai meu Jesus - Crônicas de Amor e Sexo



Livro: Ai meu Deus, ai meu Jesus - Crônicas de Amor e Sexo
Autor: Fabrício Carpinejar / Editora: Bertrand Brasil

Gênero: Crônicas / Páginas: 256
Ano: 2012


Esse é o terceiro livro que eu leio do Carpinejar neste ano (já li Me Ajude a Chorar e Para onde vai o Amor?) - me apaixonei pelo jeito que ele escreve. As crônicas dele são ótimas! Ele é muito inteligente, muito sagaz, e neste livro não poderia ser diferente. Com um toque um pouco mais apimentado que os últimos livros que eu li dele e com muito humor, ele traz questões do cotidiano no que tange amor e sexo. E ele escreve os textos de forma tão autêntica e verdadeira que nos identificamos muitos nas linhas! Não tem como não se identificar e rir de algumas situações que a gente acredita só acontecer com a gente. A semelhança faz com que os textos se aproximem da gente de uma forma espetacular e sincera. 



Algumas das citações que mais gostei, para vocês terem uma palhinha:

"Casal quando se ama dorme na mesma hora. E não suportará morrer longe . O sonho é também morrer na mesma hora. Com as respirações próximas".

"Não tente entender ou resumir a alma feminina, procure complicá-la. Confusão é inteligência. Mulher gosta de ser vista como um problema para depois ser promovida a uma crise, para depois avançar em teorema e terminar como enigma".

"Homem tem uma única missão na vida: incomodar a mulher. No início, ela dirá que você é irritante. No momento em que o chamar de insuportável, conquistou definitivamente o coração dela".

"Ai, como dói quem espera amar. Quem dedica uma vida à disciplina da paciência, torcendo para o sexo melhorar o casamento, torcendo para o casamento melhorar o sexo, torcendo para que o marido não fique bêbado ao menos uma vez, torcendo para que a esposa não reclame ao menos uma vez, dormindo e esquecendo a tristeza, acordando e repondo a esperança, aqueles que resistem e talvez envelheçam sem completar seus sonhos, que respeitam as pequenas alegrias porque podem ser as únicas, que não decidiram se diminuem a expectativa para sair da solidão ou aumentam as exigências para justificá-la. Como eu amo quem se importa em amar, apesar de tudo. Apesar de tudo".


Conselho: leiam Carpinejar. Leia qualquer livro dele, para se apaixonar perdidamente e depois querer ler todos. Eu já quero - mais e mais! Ele é ótimo! 

Sinopse:
Depois de títulos que sempre foram reflexos de momentos de sua vida pessoal, Carpinejar lança agora, pela primeira vez, um livro de crônicas temático. Em Ai meu Deus, Ai meu Jesus, ele trata de situações e assuntos relacionados a amor e sexo.

Em O Amor Esquece de Começar, o autor está casado e apresenta textos de exaltação às mulheres. Em Canalha!, já solteiro, ele faz uma ode à vida da conquista. Em Mulher Perdigueira, fala do começo da relação com sua esposa ciumenta. Finalmente, em Borralheiro, mostra a transformação definitiva de um solteirão convicto em um dono de casa.

O livro é roupa de cama: Colcha, lençol e fronha de palavras. Preenchendo os vazios da cama, moldando as performances, detalhando os sentimentos, cobrindo e descobrindo o sexo. O encontro dos amantes, a rotina dos pais, a euforia do início do casamento, a negação do amor. Ao dissecar como ninguém a natureza da alma feminina, mais uma vez Carpinejar escancara a porta do quarto e trepa na nossa cara. Sem pudores, sem medo de se entregar e de ser visto. O que importa é aquele momento, seu significado, desdobramentos, motivos e inquietações.



“A verdade é que a mulher procura um homem previsível, mas intenso. Nunca monótono, nunca parado, nunca acomodado. Que viva sempre a mesma rotina com o ímpeto da descoberta, que renove o arrebatamento diariamente. Um homem capaz de amá-la como se fosse sempre transar.” (Carpinejar)


Segundo a revista BRAVO!, Carpinejar deve ser lido “pelo humor, ironia e lirismo com que se reflete sobre amor, sexo e cotidiano”.

“Uma tremenda reputação precede o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar aonde quer que ele vá: a de que sabe seduzir com as palavras.” (Guia da Folha)

“O autor brinca com as diferenças entre homens e mulheres.” (Época)

“Brincando, Fabrício fala de coisa séria.” (Estado de Minas)

“Os homens não são todos iguais. Há exemplares sensíveis e dispostos a decifrar a alma da mulher contemporânea.” (Bons Fluidos)

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