Resenha - Na Ilha, de Tracey Garvis Graves


Livro: Na Ilha / Autora: Tracey Garvis Graves
Editora: Intrínseca / Gênero: Literatura Estrangeira, Romance
Páginas: 288 / Ano: 2013

Sabe aquele livro que a gente compra pela capa? Então! foi este o caso aqui minha gente! rsrs. Eu acho a capa desse livro linda e muito sugestiva. Dá um mistério, uma paz, uma vontade de estar nesse mar, tudo ao mesmo tempo. E pra quem gosta de ler tudinho - desde as orelhas do livro, quando foi escrito, dedicatória no final tem algo bem interessante a ser dito: a autora apostou nesse livro por conta própria. Sim, ela foi uma dessas autoras corajosas que acabaram financiando sua própria publicação. E o livro foi muito bem aceito pela crítica, tanto que editoras famosas compraram a ideia e o sorriso de Tracey deve ter ido de orelha a orelha. Inclusive menciona que os direitos do livro foram comprados para adaptação cinematográfica e eu gostaria muito de ver o filme, porque acho que seria interessante! =D


Sobre a história: o livro é escrito sobre dois pontos de vista, narrado ora por Anna Emerson, a professora de inglês de 30 anos, ora por T.J Callahan, o aluno de 16 anos. Gosto de livros que trazem duas perspectivas porque a leitura fica dinâmica, você sente os dois personagens principais de forma diferente, gostei muito desse tipo de narrativa.

Anna foi contratada pelos pais de T.J para ser professora particular de seu filho, já que o mesmo precisou se ausentar das aulas escolares por conta de um tratamento de câncer. Curado e bem de saúde, T.J precisa correr contra o tempo agora, já que perdeu muito do ano letivo e uma professora particular é o que a família encontra de solução. Anna aceita de pronto, já que a proposta é que dê as aulas para T.J durante um mês e vão ser durante suas férias, então estará livre. Outro incentivo é que as aulas serão dadas em uma ilha tropical, escolhida pela família para passar as férias e Anna precisa se afastar um pouco de sua rotina, já que seu relacionamento com o homem que ama anda desgastado e sem rumo.

Mas T.J e Anna tinham compromissos no dia da viagem e acabam embarcando em um outro voo. Depois que aterrizam no aeroporto, para chegar até a ilha é preciso ir em um avião particular. No avião, estavam somente os dois e o piloto que por azar tem uma parada cardíaca, o que faz o avião cair em alto mar. Por sorte, Anna e T.J sobrevivem, mas se vêem presos em uma ilha deserta, que fica no meio do caminho até o destino, sem comunicação, sem ajuda e completamente perdidos. Alguns de seus pertences as ondas trazem e conseguem se virar por algum tempo, mas a medida que os dias passam e os perigos na ilha aumentam, Anna e T.J começam a perder as esperanças de serem encontrados. E há mais com o que lidar: T.J vai se transformando em um homem e Anna tem somente a ele na ilha. Apesar da diferença de idade tremenda, os dois começam tentar entender o que está despertando essa vontade de ficar junto e questionam se o que sentem é correto.

Dá pra ter uma ideia de como a história é diferente e o quanto nela acabamos repensando alguns valores. Eu fiquei vidrada, queria ver logo o final, e o desfecho de tudo isso me deixou muito satisfeita.
É um livro que recomendo e que virou um favorito!


Sinopse:
Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.
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