Resenha : O livro de memórias, de Lara Avery


Livro: O livro de memórias
 Autor (a): Lara Avery
Editora: Seguinte / Gênero: Jovem Adulto, Literatura Estrangeira
Páginas: 2016 / Ano: 392
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     Oláaa gente! Tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago é desse livro lindo, que pra sempre fará morada no meu coração - O livro de memórias, de Lara Avery, publicado pela editora Seguinte, um dos seguimentos da Companhia das Letras. Terminei o livro com uma mistura de sentimentos, com lágrimas nos olhos, e com esperança no coração! Uma leitura que definitivamente irá ficar na minha "memória". 

Você, sou eu, Samantha Agatha McCoy, em um futuro não muito distante. Estou escrevendo para você. Dizem que minha memória nunca mais será a mesma, que vou começar a esquecer as coisas. Só um pouco no início, depois muito. Então estou escrevendo para lembrar.   

A autora vai nos presentear com a história de Sammie. Sammie que foi diagnosticada com uma doença grave. Sammie que ama estudar e sonha em fazer uma faculdade vai perder o seu bem mais precioso: sua memória. E não apenas ela - Sammie terá diversos outros problemas de saúde em um curto espaço de tempo, e verá aos poucos sua vida beirar a demência. Bom, isso segundo os médicos. Mas Sammie não acredita nos médicos. Sammie é prática e gosta de tudo previamente programado. E na sua idade nenhum médico tem relato de como a doença vai se manifestar, já que acomete principalmente crianças que não chegam à fase adulta, morrendo precocemente. Sammie já está com quase 18 anos então tudo pode ser diferente no seu caso.

     
    Sammie tem esperanças. E não vai abrir mão delas de jeito nenhum. Não até ter certeza de que pode lutar. 

     Mas como é uma garota precavida, não vai deixar para o destino decidir sua vida. Como preza pela sua memória e quer mantê-la o mais intacta possível, Sammie começa a escrever um livro de memórias, como se fosse um diário, de sua jornada desde o descobrimento da doença. Nele Sammie vai conversar com sua "eu" do futuro, a alertando de coisas que deve se lembrar, porque fazem parte de si mesma, quer mostrar para a Sammie do futuro o quanto foi corajosa e o quanto lutou para que a doença não avançasse e como perseverou em seus objetivos mesmo quando todos diziam que sua vida não seria diferente. 

     De confissão em confissão, Sammie vai nos emocionando com seu relato de um primeiro amor, da doçura com que trata e vê os irmãos, com as batalhas que precisa travar com seus pais para que tenha liberdade enquanto pode, e a preocupação que os dois têm com seu bem estar e seu futuro. Nos mostra que uma doença pode definir seu destino, mas que no final das contas, quem defini como você vai se sentir a respeito só cabe a nós mesmos, e sua coragem de enfrentar tudo com certa frieza e cálculo me motivaram. Sabia que estava doente - ok. Mas isso não a impedia de ser quem era, de lutar por seus objetivos, a doença poderia a limitar fisicamente, mas dentro de si mesma haveria sempre uma energia que ela não deixaria apagar, uma energia impulsionadora.

Sammie foi extremamente corajosa e prática - esta é a vida que lhe foi dada, então não vai adiantar lamentar, mas é preciso seguir em frente, então porque não seguir enfrentando? É preciso alterar o curso de algumas coisas, ok, mas é preciso continuar a navegar. O livro é muito bem escrito, adorei a forma como a autora conduziu a história, em trechos e capítulos curtos, dinâmicos, não foi uma leitura melosa, nem depressiva, em hipótese alguma, foi uma leitura motivadora e doce. Uma leitura muito terna. Devorei o livro, com vontade de ter mais dele. Sorri com os romances da Sammie, me diverti com seus irmãos, acompanhei o ressurgimento de sua amizade, uma amizade que havia se desgastado por preconceitos com seu melhor amigo de infância, o Cooper (adorei o personagem dele, um fofo), sua trajetória pela dúvida de ter ou não um relacionamento com Stuart, o carinha que sempre admirou no colégio e sua amizade com Maddie, uma amiga que ficou abalada depois que Sammie resolveu lhe contar sobre sua doença. Personagens bem construídos e todos ligados de uma forma muito bonita, cada qual com um papel importante na trajetória de Sammie, que estava por descobrir mais dela mesma através dessa doença e de como talvez tenha sido um pouco negligente com os que estavam a sua volta, como talvez tenha pecado em excesso de egoísmos, mas que depois, refletindo, nunca é tarde demais para que se possa concertar as coisas.


Alguns dias depois, o sol está entrando pelas janelas, os narcisos estão florescendo, os pássaros estão cantando e parece que cavalos estão galopando dentro do meu estômago - o que presumo ser a reação biológica que acontece quando sua química combina com a de outra pessoa. 

    Uma obra muito digna, inteligente - adoro escritores que nos fazem pensar e que escrevem de forma inteligente assim. Gostei demais desse livro, favorito com absoluta certeza! Recomento a leitura!


Sinopse:
Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho — nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano. É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.
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