Resenha : O mundo amarelo, de Albert Espinosa


Livro: O Mundo Amarelo
 Autor (a): Albert Espinosa
Editora: Verus / Gênero: Biografia
Páginas: 2013 / Ano: 162
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     Olá pessoal! Tudo legal com vocês? Hoje a resenha que apresento aqui no blog é do livro O mundo amarelo, do Albert Espinosa, publicado pela editora Verus.

Por que, por que, por que? Bem, li este livro porque virei mega fã do autor Albert Espinosa. Já li dele "Tudo o que eu e você poderíamos ter sido se não fôssemos você e eu" e também já li "Se você me chamar eu largo tudo... mas por favor me chame" (o cara gosta de uns nomes compridos para os livros né, eu adoro, porque me deixam ainda mais curiosa pra saber o que tem dentro haha). Com títulos de livros assim, você só espera que o cara seja um gênio e que escreva um livro ótimo e eu não estava enganada (ainda bem!). Os livros dele realmente são ótimos, então depois que terminei de ler estes dois fiquei procurando mais livros dele publicados no Brasil e para minha tristeza só tinha mais um por enquanto, que é o livro O mundo amarelo (acabei pegando emprestado com uma amiga que também é mega fã dele e quis ter tudo o que o cara já publicou hahah).

     O mundo amarelo foi o primeiro livro publicado do Espinosa aqui no Brasil (fiquei sabendo depois de pesquisar um pouquinho) e também o primeiro livro que ele lançou. Diferente dos outros dois (que são romances), este livro é como se fosse uma biografia, conta a trajetória do autor na sua busca para vencer o câncer. 


Temos que aprender a perder. Você deve saber que cedo ou tarde vai perder tudo o que ganhar. 

Espinosa teve câncer dos 14 anos aos 24 anos. Exatos 10 anos lidando com a doença, entrando e saindo de hospitais, basicamente vivendo neles. Por ter se tornado roteirista famoso na Espanha, o convidaram certa vez para que contasse em um livro sobre esse seu período. Albert pensou bem antes de aceitar esse tipo de proposta, pois não queria escrever apenas mais um livro sobre como superar um período difícil de uma doença. Albert queria mostrar o que aprendeu com ela, e não foi pouca coisa. Então lançou o livro O Mundo Amarelo. Nele Albert fala sobre sua doença, mas não a vê como uma limitadora, mas como uma aliada, o tumor fez parte de sua vida e não imagina como poderia ser diferente. O tumor primeiro na perna, depois do pulmão e então no fígado lhe deixou com alguns pedaços a menos, mas também lhe proporcionou pensar no que era a vida e em como ela é preciosa e merece ser devidamente vivida, com doença ou não.


O mundo seria melhor se aceitássemos que nos enganamos, que erramos, que não somos perfeitos. Muita gente tenta arranjar uma desculpa para o seu erro, arranjar outro culpado, tirar o seu da reta. O que eles não conhecem é o prazer de aceitar a culpa. Um prazer que tem a ver com saber que tomamos uma decisão equivocada e que admitimos isso. 

     Albert nos presenteia com um relato cheio de esperança, não de dor, não de tristeza, não de perda (o que na verdade realmente se espera de uma vida em hospitais). Nos mostra que é possível refletir de forma positiva na doença e nos dá um passo a passo para que também reflitamos sobre isso. Albert é corajoso em seus relatos, nos fala que teve dias ruins, mas que a maioria deles foi bom e que conheceu pessoas incríveis que modificaram sua forma de ver o mundo para sempre.

     Mais ao final do livro nos fala dos Amarelos e do mundo amarelo que criou. Para Albert é uma teoria de que, durante nossa vida, estaremos conhecendo pessoas que são nosso Amarelo (é assim que ele as intitula) que não são nem amigos, nem amores. São pessoas mais do que isso. Pessoas que não são permanentes, mas que de repente se tornam de desconhecidas a confidentes de uma vida toda. Pode ser em uma hora, em um dia, em alguns meses, mas que dificilmente serão permanentes em nossa vida. Alguém que chega para modificar, surpreender e partir.

    Enquanto hospitalizado, Albert relata que encontrou vários Amarelos. E eles foram fundamentais em sua trajetória. Foram modificadores, foram companheiros, foram pessoas o que viram dormir e acordar. Foram íntimos e passageiros, de uma importância extrema. O autor então nos convida a também encontrar os amarelos em nossa vida. E nos ajuda na tarefa de identificá-los.

     Gostei demais da proposta do autor, um livro leve e carregado de sentimentos bons. Uma biografia delicada e feliz, terminei de ler o livro com uma sensação tão boa! E sedenta para ir lembrando e classificando os Amarelos de minha vida. Eles existem, existem sim... a gente só precisa adequar o olhar do coração. Recomendo muito a leitura e para quem não conhece esse autor, se aventure, ele é ótimo! 


Sinopse:
Aos treze anos, Albert Espinosa foi diagnosticado com câncer, algo que mudou sua vida para sempre. Aos catorze, sua perna esquerda teve de ser amputada. Aos dezesseis, o pulmão esquerdo foi removido, e ele tinha dezoito quando parte de seu fígado foi retirado. Quando finalmente disseram que ele estava curado, depois de dez anos entrando e saindo de hospitais, Albert percebeu que havia aprendido uma lição com a doença: triste não é morrer, mas não saber viver.
Albert Espinosa nunca quis escrever um livro sobre o câncer. Em vez disso, ele escreveu um livro sobre o mundo amarelo. O que é o mundo amarelo? É um mundo da cor do sol, que está ao alcance de todos. É o nome de uma forma de viver, de ver a vida, de se nutrir com as lições aprendidas nos bons momentos, assim como nos maus. É o mundo que faz você feliz. O mundo amarelo não tem regras, ele é feito de descobertas.
Albert Espinosa venceu diversas batalhas contra a morte, e é por isso que suas histórias são tão cheias de vida. Ele é poderoso porque nunca desiste. E, como último recurso, ele negocia: trocou uma perna e um pulmão pela vida. Ele aprendeu a perder para ganhar. E sua maior esperança é que, depois de ter lido este livro, você saia em busca de seu mundo amarelo.





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