Resenha : Fragmentados, de Neal Shusterman


Livro: Fragmentados 
Livro 1 - Só porque a lei diz, não significar que é verdade
 Autor (a): Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito / Gênero: Distopia
Páginas: 320 / Ano: 2015
Skoob


      Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago aqui para o blog é do livro Fragmentados, lançado em 2015 pela editora Novo Conceito, escrito por Neal Shusterman, primeiro livro que leio deste autor. Este é o livro um, e a editora já lançou o segundo livro agora no começo de 2017. A série promete 4 livros, mas o primeiro livro termina de uma forma que te deixa ansiosa pelo próximo, mas ao mesmo tempo concluí uma parte da história, então não deixa pontas soltas, não te deixa de olhos pregados se perguntando quando pelo amor de meus santos serão publicados os próximos livros da série hahaha. Gosto de livros assim, que a gente sabe que tem continuação, mas que não te deixam malucos esperando por ela. 


A lei da vida:A Segunda Guerra Civil, também conhecida como "Guerra de Heartland", foi um conflito longo e sangrento devido a uma única questão. Para acabar com a guerra, uma série de emendas constitucionais conhecida como "A Lei da Vida" foi passada. Ela satisfez tanto o exercito Pró-Vida como o Pró-Escolha. A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de treze anos. No entanto, entre os treze e os dezoito, a mãe ou o pai pode escolher "abortar" retroativamente uma criança... com a condição de que a vida da criança não tenha fim tecnicamente. O processo pelo qual uma criança é ao mesmo tempo eliminada e mantida viva é chamado de "fragmentação". Agora, a fragmentação é uma prática comum e aceita pela sociedade. 

     Comecei a ler este livro de forma muito despretensiosa. Gosto muito do gênero distopia, mas comecei a ler sem pretensão alguma, na verdade achei que não ia curtir muito, sei lá, o título do livro não me chamou muito a atenção. Mas depois que comecei fiquei me perguntando COMOOOOO ASSIMMMM EU AINDA NÃO TINHA LIDO ESSE LIVRO? Gente, juro, o livro prende demais! E o tema é super tabu, super pra te fazer queimar a caixola! Eu curti demais essa leitura, viajei na maionese com ela. Muito boa mesmo!


- Não sei o que acontece com nossa consciência quando somos fragmentados. Nem sei quando é que começa a consciência. Mas de uma coisa eu sei. Nós temos direito à vida!

     O livro é super dinâmico. Escrito em terceira pessoa, nos traz ponto de vistas de vários personagens, inclusive de personagens secundários. Mas os três personagens principais da história são Connor, Risa e Lev. 

     Os três vivem em uma sociedade mais avançada que a nossa. Na sociedade em que vivem nenhum bebê mais pode ser abortado. Mas se você não tá muito afim de ser mãe ou pai, pode deixar seu bebê recém nascido na porta da casa de um desconhecido qualquer e o bebê deve ser acolhido, sem choro nem vela, pela família que o encontrar na soleira da porta ao amanhecer. Você não pode abortar, mas pode fragmentar. O fragmento de uma pessoa deve acontecer na idade de 13 a 18 anos. Completados 18 anos completos a fragmentação não é mais permitida. E como acontece a fragmentação? O autor vai nos dando dicas no decorrer do livro sobre ela, vai nos mostrando cada detalhe sórdido dela, vai nos mostrando brechas no sistema e revolta dos que são sentenciados a ela.


     Connor é um garoto um tanto problemático. Sua família lhe deu várias chances, mas seus pais não se importam muito com ele. Resolvem assinar sua fragmentação quando completa 16 anos. 

     Risa foi criada em uma casa estatal, pois não tem pais vivos. A casa estatal está cheia e para abrigar novas crianças, já que conta com verba curta do governo, alguns adolescentes são escolhidos para serem fragmentados. Risa acaba por ser selecionada no meio destes adolescentes. 

     Lev tem 13 anos. Sua família segue fervorosamente a igreja. E a igreja a qual seguem preza que um filho deve ser doado ao dízimo. É assim que eles são chamados, os filhos que são escolhidos para serem entregues à igreja em forma de fragmentação. Lev tem certeza do seu propósito. Vai ser fragmentando para um bem maior, e não vê a hora de honrar o desejo de seus pais.


      Mas a vida destes três adolescentes se cruza. E Connor é o responsável por resgatá-los do destino cruel que os aguarda. Agora são fugitivos e para sobreviver é preciso se esconder. É preciso lutar, inclusive lutar contra as crenças do cabeça dura do Lev, que acredita que foi desviado de seu caminho. Juntos talvez consigam trilhar um novo destino. Juntos talvez consigam chegar até os 18 anos, idade na qual não poderão ser mais fragmentados e viver a vida livremente. 

As pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. 

     Gente, o que dizer desse livro? Eu AMEI! Me predeu de uma forma essa leitura que não consigo explicar. É um livro que testa nosso intelecto, que nos provoca constantemente, que nos mostra como nossa sociedade pode evoluir de forma absurda - e a gente nota nas entrelinhas como já é, nos dias de hoje, doentio o ser humano. Ele é um livro dinâmico, repleto de ação, acontece muita coisa com os personagens, muita coisa mesmo, e o autor amarra de forma brilhante a história no final. É um acontecimento atrás do outro, que te deixa sem respirar, esperando pelo próximo passo que os protagonistas vão dar. E você torce por eles, e sente a dor que eles sentem, o desespero... é um livro super bacana, que me surpreendeu muito. Não imaginava que fosse curtir tanto essa leitura! Agora não vejo a hora de acompanhar mais um pouco da vida destes três, no próximo livro da série: Desintegrados. Convido você também a viajar nesse leitura, como eu viajei! =D


Sinopse:
Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


2 comentários:

  1. ADOREI sua resenha, Mi. Eu adoro distopia, então imagino que eu vá curtir a leitura. Mesmo assim, confesso que até então eu estava com receio em ler, mas agora "preciso ler para ontem" rs.

    Beijos, * Blog PS Amo Leitura *

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    1. Nossa, gostei muito mesmo viu! não imaginava que fosse curtir tanto essa leitura! muito bom!

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:) :,( ;) :D :-/ :? :v X( :7 :-S :(( :* :| :-B ~X( L-) =D7 :-w s2 \m/ :p kk