Resenha : Sempre haverá você, de Heather Butler


Livro: Sempre haverá você
 Autor (a): Heather Butler
Editora: Novo Conceito / Gênero: Romance / Drama / Ficção
Páginas: 256 / Ano: 2017
Skoob

       Olá pessoal, tudo legal com vocês? Preparados para a resenha de hoje? Então vamos lá! Hoje apresento a vocês este livro super fofo e que me deixou com o coração apertado, mas ao mesmo tempo alegre. O mais novo lançamento da editora Novo Conceito, Sempre haverá você, de Heather Butler, é aquele tipo de livro que vai te ensinar lições, que vai fazer você se apaixonar por George, um garotinho de apenas 10 anos, mas que precisa passar por uma da que será a maior provação de sua vida: sua mãe está com câncer. Um tumor no cérebro. Sim, ele cresceu sem alerde. Ela é nova, está na casa dos quarenta anos. E George não imagina como será sua vida se sua mãe morrer.



       Você imagina que talvez o livro seja carregado de drama, com essa premissa. Mas não, achei tudo muito suave. Como o livro é narrado por George, que é uma criança extremamente esperta, tudo fica mais ameno. A gente não imagina o que passa na mente de uma criança, quando descobre que seu pai ou sua mãe estão com uma doença grave, e acompanhar a narrativa de George realmente foi emocionante. 



       Como adultos, não conseguimos desligar quando há um problema desse tipo em nossa família, ou quando um problema assim nos acomete. Mas George é uma criança e apesar de pensar a respeito, sua mente de criança funciona do mesmo jeitinho, ele continua a pensar em coisas bobas, continua a gostar da mãe do mesmo jeito, apesar de irmos acompanhando suas dificuldades como canseira excessiva, uso de cadeiras de rodas, dificuldade de fala e movimento. E isso só me faz crer e afirmar a pureza que há nas crianças. Para elas é tudo muito simples. Eles amam sem exigir nada em troca, eles aceitam o destino e vão vivendo. 




Depois, nos afastamos da cama. E, ao fazermos isso, os pensamentos ruins soluçam em minha mente. E eu finjo que eles não estão lá. Mas eles estão. 

       Paralelo ao problema da mãe de George, também vamos encontrar no decorrer da leitura uma família muito unida e cheia de amor. George tem um irmão mais novo que é uma graça e só quer contar quantos puns seu cachorro Goffo é capaz de fazer durante o dia. O pai dos meninos também é muito presente e quer sempre saber no que os filhos estão metidos e as encrencas que aprontam. George também tem um arqui-inimigo chamado chamado Calr, que é um criança maldosa e mimada, que desconta sua raiva nos amiguinhos, não tem trava na língua e tenta todo o dia desestabilizar George, mas ele sabe que Carl só está provocando, então tenta não dar bola. Tem um melhor amigo também, chamado Dermo, que vai ajudá-lo a enfrentar essa barra que é ver a mãe piorar a cada dia, e o medo crescente que fica cutucando seus pensamentos mais vezes do que deseja. 


      George adora palavras e as palavras que mais gosta ele as deixar em negrito e as palavras que ele menos gosta, ele as escreve com letra menor. Uma palavra que ele tem usado com frequência é hilário e merece ser escrita em negrito, porque é uma palavra super legal. E a palavra que ele mais teme ultimamente é câncer. Concordo com George. Essa palavra não é legal, essa palavra não deveria nem existir. Adorei os diálogos, amei como a autora conseguiu de uma forma tão singela e simples abordar um tema gigantesco e doloroso que é a descoberta de um câncer. O carinho com que trata a mãe vai fazer você amar o George e as brincadeiras que só os dois têm também. Um livro que vai ficar no meu coração e que virou favorito, doce e impetuoso, como um sorriso de criança. 


- Os médicos têm esperança que eu possa ir para casa no fim de semana - ela diz. Eu quero que ela vá pra casa e fique contando histórias sobre a Preciosa Person e sua aula de aeróbica enquanto jantamos frango assado com batatas crocantes que ela fez. Eu a quero rindo e caminhando no parque com o Goffo, indo às reuniões da escola, trabalhando na floricultura e fazendo coisas com a gente na mesa da cozinha antes de irmos dormir. Mas agora é como metade dela fosse a mamãe e a outra metade fosse o câncer. E a metade do câncer manda ela ficar no hospital e está fazendo o cabelo dela cair, mesmo ela tendo cortado bem curto. E todo mundo tem que fazer tudo para ela. 

Sinopse: 
A mãe do George e do Theo é genial. Ela conta histórias incríveis, acena mais rápido do que qualquer pessoa do planeta e, o mais importante, foi ela que sugeriu que eles adotassem um cachorro porcalhão chamado Goffo. Os meninos acham que ela é invencível. Mas eles estão errados. Porque a mamãe está doente. E cabe ao George e ao Theo fazer a mamãe continuar sorrindo. O que, muito provavelmente, vai envolver galochas, tortas de carne e a participação do Goffo no Concurso de Talento Animal...

Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo. Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?


:) :,( ;) :D :-/ :? :v X( :7 :-S :(( :* :| :-B ~X( L-) =D7 :-w s2 \m/ :p kk

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