Resenha : Mais do que isso, de Patrick Ness


Livro: Mais do que isso
 Autor (a): Patrick Ness
Editora: Novo Conceito / Gênero: Distopia / Suspense / Jovem Adulto
Páginas: 336 / Ano: 2017
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        Olá galera tudo bem? Hoje a resenha que trago é desse livro lançamento da Novo Conceito Mais do que isso, de Patrick Ness. Quando fiquei sabendo que a Novo Conceito iria publicar outro livro dele fiquei morrendo de curiosidade e foi só ele chegar em casa que passei na frente de todos os outros livros! hahah. Sim, o título é instigante. Sim, essa capa é mais instigante ainda. Então, como não ler? E daí tem uma chamada do nosso querido John Green que te faz ficar ainda mais curioso (a) em relação ao conteúdo do livro: "Alguns livros são descritos como "incríveis", mas este foi um dos poucos que me fizeram exclamar muitas vezes: "Meu. Deus". Não vou dizer mais nada. Simplesmente leia".


        Mediante tudo o que foi mencionado, eu fui com uma puta expectativa nesse livro, pois simplesmente amei o outro livro que li dele: Sete minutos depois da meia-noite. Esse livro tem capítulos super curtos que dão uma dinâmica ágil à leitura e um suspense todo característico também. O livro alcançou as minhas expectativas, mas dei cinco estrelas e não favoritei por alguns motivos que vou mencionar na minha opinião mais abaixo.

        Seth é um garoto comum afetado por algumas tristezas em sua vida. E não sabendo lidar com estas tristezas resolve por um fim nessa dor imensa, que ele julga não ter saída. Seth caminha lentamente em direção ao mar em uma noite escura. Deixa as ondas irem avançando. De repente seus pés já não tocam mais o chão de areia. Ele até luta, bravamente, porque é instinto de nosso corpo lutar. Mas já é tarde. O mar engole Seth, que bate com a cabeça em uma rocha e morre.


Aqui está o garoto, afogando-se. Nestes últimos momentos, não é a água que o está derrotando; é o frio. Sugou-lhe toda a energia do corpo e lhe contraiu os músculos até uma dolorosa inutilidade, independentemente do quanto ele luta para se manter na superfície. Ele é forte e jovem, quase dezessete anos, mas as ondas gélidas continuam chegando,cada uma aparentemente maior do que a última. 

        Pelo menos é o que ele pensa ter acontecido. Mas estranhamente Seth acorda. Nu, ferido, cheio de faixas espalhadas pelo corpo e por incrível que pareça vivo. Mas Seth não acorda em um hospital próximo de sua casa. Nem na praia, o que seria mais óbvio. Seth acorda em sua antiga casa na Inglaterra. Casa que habita um dos seus maiores erros enquanto criança, um erro que mudou a vida de sua família para sempre, principalmente a vida de seu irmão. E Seth só pensa que pode estar no inferno, porque morrer e ter que reviver seu pior erro, isso soa perfeitamente como o inferno. E pra piorar, parece que Seth foi teletransportado para um passado seu cheio de ruína. As ruas estão vazias, desabitadas, os mercados só possuem suprimentos vazios ou vencidos, comida quase não há. Não há outro ser vivo nesse lugar absurdo para o qual Seth foi catapultado. E a medida que as horas passam, Seth tem um único pensamento: o de tentar se matar de novo, já que este universo é ainda mais medonho do que ele estava. Mas parece que Seth não vai conseguir desta vez. Parece que Seth tem algo a aprender neste mundo paralelo. É isso que vamos descobrir ao avançar na leitura deste livro.


        O livro hora narra trechos de Seth no tempo presente, ora narra fatos acontecidos em sua vida passada que ele vai nos apresentando através de sonhos. Então o livro nesse ponto é bem dinâmico e não deixa pontas soltas. Como a narrativa tem uma pegada mais distópica, até podemos mencionar aqui algo bem próximo de ficção científica, talvez não agrade todo tipo de leitor. Mas a narrativa nos faz pensar sobre elementos que vão além disso. Nos faz pensar no que faríamos se tivéssemos uma segunda chance sobre nossas escolhas. Nos faz pensar sobre o que faríamos se pudêssemos ver nossos atos pelos olhos de outras pessoas. Se tivéssemos a chance de pensar sobre nossos atos em um mundo paralelo, se nos fosse dado esse tempo, para a reflexão, sem nos deixar levar impulsivamente pelos nossos desejos ou egoísmos. O livro levanta vários debates internos como este. Também vai nos fazer pensar sobre até que ponto vale a pena viver uma realidade paralela, e eu fiquei me questionando diversas vezes se também tomaria a decisão que todo o mundo tomou. Vai levantar algumas reflexões a cerca da temática homossexual também, mas eu não diria que é o principal tema do livro. Essa questão fica em segundo plano, e achei uma abordagem bastante astuta do autor. Gostei de como ele colocou esse tema na narrativa. 


        Eu fiquei angustiada a cada virar de página, por tudo o que Seth estava sentindo. O livro prendeu demais minha atenção. Eu ficava toda hora pensando: o que o autor quis me dizer com isso aqui, ou com aquilo outro? O livro desperta esses questionamentos. Só não favoritei porque fiquei um pouquinho decepcionada com o final. Talvez eu esperasse algo realmente grandioso - não que não tenha sido, talvez o grandioso esteja na simplicidade e eu queria fogos de artifício hahaha. Mas não estragou de jeito nenhum o meu deslumbre com o restante da obra. Só fiquei com uma tremenda vontade que alguém mais lesse logo para que eu pudesse discutir sobre. Tá lá minha mãe agora, começando a ler o trem, e eu buzinando na orelha dela para ler depressinha, assim consigo talvez ter um outro olhar. Só digo que: sim, vale super a pena essa leitura! Você vai se surpreender com a profundidade dela. 


Sinopse:
Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo. Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto? Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

Resenha : A biblioteca invisível, de Genevieve Cogman


Livro: A biblioteca invísivel
 Autor (a): Genevieve Cogman
Editora: Morro Branco / Gênero: Ficção, Literatura Estrangeira
Páginas: 368 / Ano: 2016
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        Olá gente maravilhosa que segue aqui o blog! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje a resenha que trago é desse livro bafônico da editora Morro Branco - linda demais esse edição minha gente, de atrair os olhos mesmo, detalhes em dourado metalizado, um luxo - A biblioteca invisível, é aquele livro que eu estava paquerando faz tempo! Morrendo de vontade de ler. Uma que é porque o livro fala de livros. E outra porque ele tá lindo mesmo! hahaha. A autora Genevieve Cogman, além deste livro, já publicou outros dois que são sequência deste. 


        O livro tem um toque bem fantasioso, meio distopia, então se você é fã de fantasia, vai gostar de embarcar nessa história. Tem como protagonista uma espiã chamada Irene, que é funcionária da Biblioteca. Diferente da biblioteca da qual estamos acostumados, a Biblioteca da qual Irene faz parte é como se fosse uma grande facção, como se somente um seleto grupo de pessoas pudessem participar dela. A Biblioteca é responsável por esclarecer alguns enigmas dentro dos vários outros mundos existentes. Como por exemplo o sumiço de um livro raro. E é por conta de um sumiço de um livro muito raro que acabamos por conhecer nossa protagonista. 



(...) todos nós ligados à Biblioteca somos pessoas que escolhem essa forma de vida porque amamos livros. Queremos livros. 

        Irene é uma pessoa estudada, que não tem medo de novos desafios. Está sempre pronta para proteger a Biblioteca e os livros que a ela pertencem. Quando é mandada em uma missão por sua chefe Coppelia no resgate de um livro que sumiu (suspeitasse de uma edição rara dos Irmãos Grimm) Irene sente o cheiro de problema, porque sua chefe nunca é tão doce ao escrever um email (e nunca usa tantas palavras para compor um). E quando manda Kai, um novo agente aos cuidados de Irene, logo percebe que a tarefa será ainda mais difícil. Irene não gosta muito de novatos. Eles mais atrapalham do que ajudam na maioria das vezes. E Kai ainda por cima parece não estar sendo totalmente sincero sobre sua vida antes de entrar para a Biblioteca. O que, a Irene, só pode restar ficar com um pé atrás. 


        Munidos de seus conhecimentos adquiridos em anos trabalhando pela Biblioteca, ambos partem em buscas de respostas. E parece que vilões do passado estão envolvidos nesse caos. Ao adentrar um dos mundos alternativos em busca de respostas, começam a se assustar com o desenrolar das descobertas. Descobrem por exemplo a pele de alguém retirada e condicionada em vinagre. Precisam lidar com vampiros e jacarés que surgem sabe-se lá de onde. E Irene precisa ainda se decidir se aceita as investidas nada discretas de seu novo tutelado Kai, que não é um novato para se jogar fora. Numa trama emaranhada de suspense e vilões que surgem aos montes, Irene é colocada à prova, e seus conhecimentos também. Ela está pronta para enfrentar qualquer problema. E você? Está pronto para embarcar nesse mundo louco, com a missão de não ser engolido pelo caos?


Irene se concentrou nos próximos passos. Quanto antes entregasse aquele livro e fizesse um relatório, mais cedo poderia se limpar, secar e sentar-se com um bom livro. 

        Minha opinião: gosto muito de livros de fantasia gente, então quando esse livro chegou em minhas mãos fiquei mega empolgada. Confesso que o começo do livro me deixou um tanto confusa, porque achei a autora pouco clara ao narrar alguns episódios e as informações foram jogadas aos montes (na verdade o livro todo é muito frenético, é uma situação diferente acontecendo atrás da outra, então nesse aspecto o livro é muito bom, bastante movimentado, não te deixa dormir haha), mas aponto para essa dificuldade - e talvez ela tenha sido muito particular minha. Mas depois de algumas páginas me acostumei à narração da autora, e comecei a compreender melhor as ideias que ela estava sugerindo em relação ao livro. Não vou dizer que é um livro indicado para todos os gostos, porque ele é bem específico em seu gênero, ele é pura ficção, fantasia. É pra quem gosta de universos paralelos, dramas, personagens absurdos e magia. Cita sim alguns livros, há o mistérios em relação a eles, mas não se aprofunda tanto nesse tema. Dei quatro estrelas ao invés de cinco, justamente por essa demora minha de conseguir me encaixar na leitura no começo do livro, mas confesso que o restante me fisgou, e curti muito o restante da leitura. O final fica bem amarrado, apesar de sugerir as continuações - a editora até já os anunciou e confirma que serão lançados ainda este ano. Então não é um livro que vai te deixar ultra power ansioso (a) pelo próximo - e isso me deixa doida quando acontece, acho uma tremenda sacanagem de alguns autores, hahah. Gosto de livros assim, que mesmo que sugiram continuação amarram legal o final. Recomendo a leitura para você que tá afim de viajar por um universo muito doido criado por alguém irreverente e que apostou em uma narrativa ultra moderna. 


Sinopse:
Irene é uma espiã profissional da misteriosa Biblioteca, uma organização que existe fora do tempo e espaço e que coleciona livros e manuscritos de diferentes realidades. Junto com seu enigmático assistente Kai, ela é enviada para uma Londres alternativa com a missão de recuperar um perigoso livro. Mas quando chegam, ele já foi roubado.
As principais facções do submundo londrino estão prontas para lutar até a morte para achá-lo, e a missão de Irene é dificultada pelo fato de que o mundo está infestado pelo Caos - as leis da natureza foram distorcidas para permitir a existência de criaturas sobrenaturais e mágicas imprevisíveis.
Enquanto seu novo assistente guarda seus próprios segredos, Irene logo se vê envolvida em uma aventura repleta de ladrões, assassinos e sociedades secretas, onde a própria realidade está em perigo e falhar não é uma opção.

Quem topa participar de um desafio?


Olá galera querida!
Quem aí gosta de um desafio?


Vamos brincar?

Para o suspense ficar no ar, por enquanto só vou dizer isso! E deixar o link abaixo para vocês acessarem. Através deste jogo vocês conhecerão um pouco mais da obra Caraval, o próximo lançamento da editora Novo Conceito que promete abalar as estruturas!

Conto com vocês?

Acessem:





Quem se cadastrar no site de Caraval, o mais novo livro da editora @novo_conceito, vai ganhar 20% de acesso ao livro para poder degustar dos primeiros mistérios desse mundo mágico de Caraval. O leitor será desafiado a responder 5 enigmas sobre o trecho lido da história. Aqueles que forem bem sucedidos no enigma ganharão um cupom de 10% de desconto para a compra do livro em capa dura, edição de luxo no site da Saraiva. Porém corram, que a quantidade é limitada e dura somente até o dia 15/06. 

Resenha : Entre cabras e ovelhas, de Joanna Cannon


Livro: Entre cabras e ovelhas
 Autor (a): Joanna Cannon
Editora: Morro Branco / Gênero: Ficção, Literatura Estrangeira
Páginas: 472 / Ano: 2017
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        Olá gente bonita, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje a resenha que trago aqui para vocês, é deste livro lançamento da editora Morro Branco: Entre cabras e ovelhas, romance de estréia da autora Joanna Cannon. Me apaixonei tanto por essa obra, que só tenho a dizer que se Joanna continuar a escrever, quero muito ler os próximos livros dela. 






        De imediato, quando esse livro chegou as minhas mãos, com essa capa e esse título, notei que teria uma conexão com ele. Uma boa conexão. Sei lá, tem livros que a gente sente essa vibração logo que coloca as mãos. Como é um lançamento eu não sabia muita coisa da história. Eu não sabia o que esperar dela. Mas sabia, bem lá no fundo do meu coração (hahah eita que piegas) que eu me renderia a esse livro. 

        E o primeiro capítulo, foi um dos primeiros capítulos mais espirituosos, cativantes, e marcantes que li nos últimos tempos. Sério gente, meus olhos brilharam logo no primeiro capítulo. E fiquei com tanto medo de avançar na leitura e de repente me decepcionar com o final! Mas está é a prova de que, o livro todo me emocionou muito, que o final foi perfeito, e cá estou feliz da vida com uma leitura concluída e linda de se apaixonar perdidamente hahah!


        Entre cabras e ovelhas vai nos contar a história de uma pequena vila. Ambientada no ano de 1976, quando vizinhos ainda se encontravam nas ruas para conversar, bater papo no coreto central, ou simplesmente tomar um chá ali e acolá (pena que hoje em dia quase não temos mais isso. Tenho vizinhos que nem sei o nome, culpa de ambas as partes, já que estamos tão acostumados ao nosso pequeno mundinho particular). E como em toda pequena vila, tudo mundo sabe da vida de todo mundo. Bem, quase todo mundo. Alguns segredos foram muito bem escondidos. Alguns segredos permaneceram em silêncio por anos. E o recente sumiço da senhora Creasy colocou em polvorosa toda a vizinhança. Parece que a senhora Creasy sabe coisas demais. Ela era muito solidária aos vizinhos, logo estava na casa de um e de outro todo dia. Quando se participa muito da vida das pessoas assim logo acaba sabendo coisas demais. 


A sra. Creasy desapareceu numa segunda-feira. Sei que era uma segunda-feira, pois era o dia  em que os lixeiros passavam e a vila era inundada com o cheiro de pratos sujos e raspados. 

Há muitas suspeitas em relação a esse sumiço: suspeita-se que o marido tenha dado um fim em sua querida esposa; suspeita-se que talvez ela tenha posto fim à própria vida; mas a maior suspeita de todas gira em torno de um morador, o morador da casa 11, Walter Bishop, um vizinho que é mantido bem longe de todos e que é considerado um excluído, julgado sem ter realmente cometido algum crime, mas que aparentemente é misterioso demais e estranho demais para ser considerado parte da vila. Sua casa é aquele tipo de casa que se é proibido aproximar. Todos da vila sabem disso. Todos sabem que Walter Bishop não é boa gente. Ele tem uma máquina fotográfica que utiliza para tirar fotos sem permissão das pessoas. E rola boatos que ele fez coisas no passado das quais deveria pagar e pagar muito. 


- Vocês não querem uma barra de chocolate ou um biscoito? - A sra. Morton estava sempre tentando nos empurrar chocolates. Tinha uma lata cheia na despensa e nenhuma criança em casa. A despensa era cavernosa e atulhada de biscoitos recheados ou cobertos de chocolate, e eu muitas vezes tive fantasias extravagantes nas quais me via encurralada lá dentro a noite inteira, sendo obrigada a me empanturrar de mousse Angel Delight até morrer. 

        Muito se especula sobre esse desaparecimento da senhora Creasy. E Grace e sua amiga Tilly estão realmente incomodadas com essa situação. Parece que depois que a sra Creasy sumiu a vila não é mais a mesma. Estão todos a flor da pele, todos medrosos e com a pulga atrás da orelha. Colocam a culpa no calor excessivo, mas Grace sabe que não é só isso. Então essas duas detetives mirins (já que são duas crianças mega fofas de 10 anos que dão uma cor super alegre em todo esse drama) resolvem procurar motivos pelos quais a senhora Creasy resolveu deixar a vila. E o principal motivo suspeitam é que talvez tenha sido culpa de Deus. E que quando encontrarem Deus, a senhora Creasy também será encontrada. Mas como procurar Deus em uma vila? Sair de porta em porta, procurando em cada casa será a solução. Mas Grace e Tilly encontrarão muito mais do que Deus. Encontrarão respostas duras e sinceras para as quais garotas de 10 anos talvez não estejam devidamente preparadas, e vão descobrir aos poucos que uma pequena vila esconde mais segredos do que deveria esconder. 


- Por que as pessoas desaparecem? - repeti. O pároco calçou o sapato e andou até mim. Parecia mais alto do que quando estava na igreja e era muito sério. As linhas em sua testa eram fundas e grandes, como se o rosto tivesse passado a vida inteira tentando reolver um problema muito grande. Ele não olhou para mim, e sim por cima das lápides. - Por muitas razões - respondeu, depois de algum tempo. Uma porcaria de reposta. Eu já havia encontrado sozinha aquela resposta e nem tinha Deus para perguntar. 

        Gente, sério, que livro espetacular. Ele é diferente de tudo o que já li. Ele não é religioso, mas fala de Deus em um tipo de mensagem que cabe a qualquer religião. É muito sutil esse tipo de abordagem da autora, mas dá um tom todo especial a obra. Este é aquele tipo de livro cebola: você precisa ir desvendando as camadas (esse negócio de cebola inventei agora, mas não imagine que ele seja uma cebola no gosto tá gente, cebola é muito ruim, mas imagine as camadas da cebola, háaa vocês me entenderam né kkkk). A autora não te dá a história pronta. Ela quer te fazer pensar. Tanto que a narrativa ora é feita pela Grace (me apaixonei por essa personagem e pela Tilly. A autora super acertou na mão ao colocar essas duas personagens como principais na trama, elas são inocentes, inteligentes e fazem umas sacadas muito espertas em relação aos adultos) e ora é narrada por outras pessoas da vila. Também passeia em trechos de flash back, que te fazem ter um gosto do que aconteceu antes, e então volta para a narrativa no tempo presente, deixando a história com aquele gosto de suspense e novidade a cada virar de página. 


- Elas batem em vocês? - a mão da sra. Forbes voou até a boca. - Ah, não, elas não nos batem, sra. Forbes. Nem sempre é preciso bater nas pessoas para maltratá-las - expliquei. 

        Não consigo enquadrar esse livro em um único tema: drama, suspense, religião, inocência, pré-julgamentos, fofocas infundadas, amizade e lealdade são alguns dos temas abordados na obra. A autora fez uma salada de temas que olhando de longe parece que vai dar um tremendo nó, mas não! Ela consegue encaixar com maestria todos eles. É uma obra maravilhosamente escrita, que vai deixar marcas no coração. Que vai te fazer pensar nos atos cotidianos. Em como sempre estamos julgando pessoas sem realmente conhece-las, em como acreditamos em uma única história que nos é contada sem realmente pesquisar a fundo sobre ela. E principalmente - como esses julgamentos são perigosos e mudam completamente a vida das pessoas. E como ao julgarmos nos tornamos cegos a todo o resto, nos precipitando em atos impensados, agindo por instinto. Só digo uma coisa: LEIA, LEIA, LEIA!!! e também se apaixone por esse livro. Uma das melhores leituras do ano, super favorito, que me fez refletir se estou sendo cabra ou ovelha nessa vida. Ainda tô aqui pensando, não cheguei a um veredicto ;) 


[...] ele nunca tinha dito Eu te amo. Inseguras de si mesmas, essas palavras soavam desconfortáveis e pareciam presas, recusando-se a sair. Em vez de dizer Eu te amo, ele dizia Cuide-se e A que horas você volta? Em vez de dizer Eu te amo, deixava o guarda-chuva dela no último degrau da escada para que não fosse esquecido, e no inverno colocava as luvas em cima da cadeira ao lado da porta, para que ela se lembra-se de calçá-las antes de sair.



Sinopse:
Inglaterra, verão de 1976. A sra. Creasy está desaparecida e a Vila borbulha com fofocas. Os vizinhos culpam a sufocante onda de calor por seu repentino sumiço, mas as pequenas Grace e Tilly não estão convencidas disso.

Com o sol brilhando incansável no céu, as meninas decidem tomar o assunto em suas próprias mãos e, batendo de porta em porta atrás de pistas, percebem que todos na Vila têm algo a esconder. Enquanto a rua começa a revelar seus segredos, as pequenas detetives vão perceber que nem tudo é o que parece.

***

“Encantador do começo ao fim”
Paula Hawkins, autora de A Garota no Trem

- 3º lugar na lista de mais vendidos do Sunday Times
- “Melhores livros de ficção” pela Waterstones
- Finalista do British Book Awards 2017




Resenha : Darkmouth - Os caçadores de lendas, de Shane Hegarty


Livro: Darkmouth - Os caçadores de lendas #1
 Autor (a): Shane Hegarty
Editora: Novo Conceito / Gênero: Fantasia / Suspense / Jovem Adulto
Páginas: 336 / Ano: 2017
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        Olá terráqueos, tudo bem com vocês? Espero que sim! Super empolgada para fazer essa resenha pra vocês, porque eu super curti essa leitura! Inclusive, seria um livro indicado para a idade de 12 a 15 anos hahah, mas eu amo livros de aventura. E essa aventura pode muito bem cativar adultos também, assim como me cativou. Recebi o livro Darkmounth, os caçadores de lendas em parceria com a editora Novo Conceito e este é um daqueles livros que passaria despercebido por mim se estivesse na prateleira de uma livraria. Mas Shane Hegarty conquistou o meu coração com essa história e por enquanto é o livro favorito de aventura que leio este ano. Agradeço a editora por ter me dado a oportunidade de ler esse livro tão divertido e bem escrito. E agradeço a mim mesma ora, por não ter sido pré-conceituosa e o deixado de lado por talvez pensar que encontraria uma história muito juvenil.  


A cidadezinha de Darkmounth aparece em poucos mapas porque pouquíssimas pessoas querem encontrá-la. E, quando aparece em um, sua localização está sempre errada. Está um pouco ao norte de onde deveria, ou um pouco ao sul. Um pouquinho para a esquerda ou um pouquinho para a direita. Um pouco fora do lugar. Sempre. 

        Darkmouth é uma cidadezinha esquisita. É a única cidade da redondeza que ainda registra casos de aparecimento de Lendas. E o pai de Finn, o Hugo, é responsável por manter essas Lendas afastadas. Por Lendas podemos entender os seres estranhos que atravessam um portal e que tentam dominar e eliminar os humanos. Essas Lendas são provenientes do mundo inefasto, e Hugo, é o responsável por dissecá-las, através de um dissecador, fazendo com que fiquem do tamanho de potes de maioneses e duras como pedra, guardadas em uma imensa biblioteca de Lendas na casa de Finn. O trabalho de dissecar Lendas é passado de geração para geração e está na família de Finn esse trabalho há vários anos. Mas Finn não tem certeza se é bom nesse negócio de dissecar Lendas. Muitas vezes ele se atrapalha com sua roupa customisada, e quando um monstro relativamente grande está frente a frente com você fica difícil pensar direito no que deve ser feito. Mas essa é a sina de Finn, ele não tem outra escolha a não ser aprender a tarefa de dissecar para proteger os moradores de Darkmouth. Mesmo que em seu coração deseje ser um veterinário. Bem, tanto faz. Isso não vai realmente mudar nada.


        Porém, como em toda família, a de Finn não é diferente no quesito guardar segredos. Parece que tem algo a respeito do destino de Finn que seu pai prefere não mencionar (ou acreditar), uma profecia. Sem contar que o avô de Finn foi suficientemente burro por tentar uma outra abordagem com as Lendas - na verdade ele tentou conversar com elas, e acabou se dando mal, sendo que também ninguém menciona nos jantares em família o que na verdade se tornou o destino do avô, que ganhou o título de Naill Linguanegra. 

        
        Finn tem poucos amigos e quanto uma garota nova surge na cidade, Emmie, Finn acha muito estranho que alguém tenha se mudado para Darkmounth, já que a cidade vive infestada por Lendas. A garota é uma ótima companhia e relata que seu pai só está na cidade a trabalho, que mexe com telefonia. Mas será mesmo? Num processo de amadurecimento precoce, com um enorme peso nos ombros e uma responsabilidade sem tamanho, Finn descobre que talvez o maior problema não seja lidar com Lendas enormes e assustadoras, mas saber com absoluta certeza em quem confiar. Parece que as pessoas são mais assustadoras que Lendas desorientadas de outro mundo. Os seres humanos podem surpreender você. 

Como eu gostei desse livro!!! E já pesquisei que é uma trilogia, então esse é o primeiro livro da aventura. Eu desejo muito que a editora lance os próximos logo, porque a história terminou com um super gostinho de quero mais! Eu amei o personagem do Finn, ele é descrente e um tanto realista demais, tem horas que é desmotivado o coitado, e é engraçado de um jeito sutil te fazendo achar graça em coisas pequenas. Ele também vive à sombra do pai, um grande caçador de Lendas, e a medida que a história avança acompanhamos essa relação pai-filho que muitos de nós vivemos, quando nossos pais depositam uma responsabilidade enorme em cima da gente e tem o desejo que sejamos talvez parecidos com eles, e até traçam nosso destino quando queremos seguir outro rumo, ser outra coisa. Essa relação entre os dois foi bem bacana e explorada pelo autor. 


Eu só escuto falar sobre as coisas incríveis que você fez quando tinha a minha idade. Você derrotou tal Lenda. Você inventou tal arma. A menos que tenha uma história que termine com você caindo em uma privada ou algo assim, elas não vão fazer com que eu me sinta melhor agora. 

        O livro é super bem escrito, e me deixou realmente com um sorriso satisfeito ao virar a última página. Quando livros causam essa sensação na gente é bom demais. Mas é um livro que é preciso gostar do gênero aventura, se não talvez você se decepcione. Agora, se você gosta, recomendo uma, duas, três, quatro, cinco, milhões de vezes esse livro! Com certeza você também vai curtir! Há, e o livro tem umas ilustras bem legais por dentro também, um prato cheio para quem gosta de um bom desenho para que possa ter idéia do que exatamente o autor está falando, e como as Lendas são incrivelmente horrendas hahaha. Esse é aquele tipo de livro espirituoso, divertido na medida certa :) 


- Estou fazendo o melhor que posso por você Finn. - Você fica me dizendo o que eu vou ser. Você nunca perguntou o que eu quero ser - disse Finn, agora sentado no chão, puxando a perna da armadura do traje de luta.  - Não vou ser isso. Não vou ser você. O traje enfim saiu, Finn levantou-se e saiu correndo pela porta, deixando o pai sozinho na sala de treinamento. 


Sinopse:
Elas estão chegando! As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se alimentam de humanos) invadiram a cidade de “Darkmouth”. Elas querem dominar o mundo. Mas não entre em pânico! Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger. Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a melhor arma contra um Minotauro faminto, né? Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico. Entre em pânico agora! Corra!

Novidade - Pré Venda de Caraval em edição de luxo

Oi oi pessoal!
tudo bom com vocês?

Quem ai ama lançamentos? Olha a novidade fresquinha que a editora Novo Conceito acabou de divulgar: o livro Caraval já está em pré-venda na Saraiva. E você pode adiquiri-lo em capa dura e versão de luxo pelo preço que vai ser vendido o livro em brochura - no valor de R$ 39,90. Imagina que coisa linda vai estar? 

O link para compra é:
http://www.saraiva.com.br/caraval-lembre-se-e-apenas-um-jogo-edicao-exclusiva-em-capa-dura-9699830.html

E já tem resenha desse livro aqui no blog também.
Se quiser saber mais dele, acesse >> CARAVAL <<

E aí, gostaram da novidade? A capa desse livro é linda demais, e acredito que edição de luxo será de encher os olhos.



Segue a sinopse:
Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele. Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível. O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Resenha : O cachorro que jogava na ponta esquerda, de Luis Fernando Verissimo


Livro: O cachorro que jogava na ponta esquerda
 Autor (a): Luis Fernando Veríssimo
Editora: Rocco Jovens Leitores / Gênero: Juvenil
Páginas: 80 / Ano: 2010
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        Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago aqui para o blog é do livro O cachorro que jogava na ponta esquerda, de Luis Fernando Veríssimo, publicado pela editora Rocco com o selo Rocco Jovens Leitores. E quem fez a resenha desta fez foi minha grande amiga Ana Paula dos Santos, que vai passar a dar uma força em relação às resenhas aqui no blog. A Ana também adora ler, e como sempre conversamos sobre livros, resolvi convidá-la para participar aqui do blog também. Então sempre que tiver uma resenha dela, que ela queira compartilhar, estarei mostrando aqui para vocês também ;)


        Luis Fernando Veríssimo sempre foi um de meus autores favoritos. Seus textos são leves e engraçados, e a leitura flui deliciosamente. “O cachorro que jogava na ponta esquerda” não foi diferente para mim.

        O conto, de escrita simples, conta a história de sete amigos (seis meninos e um cachorro) que jogam bola em um campinho de futebol malcuidado de bairro, e tem início com nosso narrador personagem (que não tem nome) falando sobre o Nosso Time, que é o nome que deram ao time de futebol daqueles, uma vez que não conseguiam entrar em acordo em relação ao nome, e já faz menção ao grande jogo da vida deles, que vem a ser o clímax da narração.


Nosso time não tinha nome. Na verdade, nosso time não tinha nada. Nem camiseta, nem escudo, nem hino, nem sede, nem madrinha. Nosso time só tinha a gente e nossa vontade de jogar futebol. 

        Li as primeiras páginas com um ligeiro sorriso nos lábios, pois fui transportada à infância. Passei a infância brincando com meus vizinhos na rua, e a adolescência conversando com eles na calçada. Assistindo os meninos jogando bola e muitas vezes jogando com eles. Revivi estes tempos ao longo do livro: os apelidos que um dava ao outro, os grupos fixos de amigos, aqueles colegas que apareciam do nada e sumiam da mesma forma que apareciam, as mães gritando no portão quando era hora de entrar, aquele amigo que era dono da bola (ou do jogo) e a levava embora quando a mãe o chamava (e acabava com a nossa brincadeira), os cachorros de rua que apareciam quando estávamos brincando e acabavam tornando-se nossas mascotes.

          Um dia, enquanto jogavam bola, aparece um cachorro no campo que, aos poucos, começa a interagir com os meninos e torna-se parte do time. Isso mesmo: o cachorro jogava futebol com os meninos! Como jogava pela esquerda, recebe o nome de Canhoto. Canhoto torna-se a estrela do bairro (imaginem um cachorro que joga futebol!), nunca é marcado por ninguém (vai que ele morda), e o Nosso Time passa a ser invejado.


Aos poucos o cachorro começou a participar dos jogos. Primeiro, corria pela borda do campo acompanhando os ataques do nosso time. Sempre pelo lado esquerdo. 

       Um dia, servindo de gandula, Canhoto rodeia a bola e não a quer devolver aos jogadores do Universal (ele não gostava muito deles). Só a devolve quando o árbitro vem busca-la, já que respeita autoridades.

         O Universal é um outro time de futebol da região e é o oposto do Nosso Time. Seus jogadores são esnobes, superprotegidos, desprezavam os adversários, tinham dez jogadores, uniforme completo, um nome pomposo e eram bons. Era o time dos gêmeos Moreirão e Moreirinhaque tinham o rosto igual, mas o resto do corpo era completamente diferente.

         Voltando ao Canhoto, nem é preciso dizer que os jogadores do Universal não gostam da atitude dele de impedir que pegassem a bola de volta, e ameaçam agredi-lo. Canhoto é defendido por seus fiéis amigos, e um desafio é lançado: um jogo entre o Nosso Time e o Universal. Sete contra sete, incluindo o Canhoto, com regras, um árbitro imparcial, dois tempos de quarenta e cinco minutos. A princípio, o Universal não aceita o desafio, mas acaba voltando atrás.


       Chega a hora de o Nosso Time fazer planos para o jogo. Mas... que planos? Como perder de pouco? Sim, porque o adversário é muito melhor, mas o Nosso Time não pode se deixar ser humilhado em campo. Podem até vir a perder, mas não ser humilhados. O Canhoto vale o sacrifício. Quem seria o árbitro? “Seu” Bruno da Farmácia, que dava injeções sem dó, mas não gostava de marcar pênaltis? Coronel Demétrio, que mal pode caminhar? Lúcio, um ex-jogador de futebol que bebe demais? Alguém do bairro ou de fora dele? E as regras? Cachorro tem quatro pernas ou duas pernas e dois braços? Porque há a delicada questão da mão na bola. Há ainda outras questões: acharão o Sombra, melhor jogador do time deles, mas que vive sumindo? O Sombra tem nome? Qual seria o ponto fraco do Cristo Redentor, jogador do Universal que vive marcando gols de cabeça.


          Chega o dia do grande jogo! E agora? Canhoto tem medo de rojões! O árbitro não é nem um pouco imparcial! O Roberto, goleiro do Nosso Time, está defendendo todas, mas quanto tempo ele aguentará fazer tantas defesas? Quem marcará primeiro? Quem será o grande vencedor deste jogo que marcará as vidas destes meninos para sempre? O que acontecerá com os nossos sete heróis no futuro? Se quiserem saber, leiam o livro. Vale a pena.


O campinho não era nosso, claro. Era de quem quisesse jogar e de quem chegasse primeiro.

Mesmo você que não é fã de futebol gostará desta história. Todos nós passamos por momentos de dificuldades e de superação na vida desde crianças. Todos nós tivemos momentos inesquecíveis que guardamos com grande carinho em nossos corações, todos temos histórias que queremos compartilhar com nossos filhos e netos. Este livro, para mim, não é apenas uma história sobre futebol, é sobre aqueles momentos que gostamos de reviver em nossas cabeças, deliciando-nos com eles todas as vezes que o fazemos.


É uma leitura rápida, prazerosa, e tenho certeza de que, como eu, vocês também voltarão à alguma época gostosa de suas vidas enquanto leem. As personagens são muito humanas, e talvez seja por isso que é tão fácil sentir apego por elas. Recomendo a leitura.

Essa resenha foi escrita por: Ana Paula dos Santos 


Sinopse:
Esqueça os craques, os lances ensaiados, as bolas geniais. Em O cachorro que jogava na ponta esquerda, Luis Fernando Verissimo deixa de lado os estádios, as copas e os cartolas para contar a história de um time de futebol de várzea dos menos profissionais. Nosso Time não tinha camisa, hino, nem 11 homens. Só sete, e já contando com Canhoto, o cachorro do título. Mas esse time de pernas de pau vai enfrentar a partida de suas vidas quando desafiar o organizado e profissional Universal Futebol e Regatas. Tudo contado pelos passes leves de Luis Fernando Verissimo, craque conhecido pelo drible fácil nos clichês que assolam campos e letras.