Resenha : O Ceifador, de Neal Shusterman


Livro: O Ceifador (Scythe #1)
 Autor (a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte / Gênero: Distopia / Ficção / YA
Páginas: 448 / Ano: 2017
Skoob

        Olá, oláaa galera lindona que segue aqui o blog! Tudo bem ai com vocês? Espero que sim! Bom - primeiramente - estou morta and enterrada com esse livro!!!!!!!! eitaaa que livro mais doido de bom gente! Fiquei tipo - P-A-S-S-A-D-A! Pois é, pois é, pois é! Logo eu, que não dava nadica pra essa capa. Juro gente, eu achava que esse livro iria ser tipo blá, mas foi tipo Óóooooo! Sérião, essa capa não me chamou a atenção não. Mas nossa, que viagem, adorei demais essa leitura! Tudo de bom! O Ceifador, de Neal Shusterman é lançamento da editora Seguinte e corre grande risco de ser um dos livros de distopia que melhor vou ler este ano. Porque eu gosto muito desse gênero, mas não é fácil me convencer fácil não hahaha.  


        Vamos ao que interessa: a história. Capítulos curtos e dinâmicos, em terceira pessoa. Passeiam ora na visão de Citra, ora na visão de Rowan, os dois jovens protagonistas deste livro. Citra e Rowan vivem uma época muito doida da nossa humanidade: os seres humanos alcançaram o ápice da mortalidade. Sim, agora somos imortais. Há nanitos que correm em nossas veias que não deixam mais que tenhamos dor, que resguarda nosso corpo até chegar a um centro de recuperação quando caímos de um prédio ou de uma ponte, por exemplo, para que possamos nos regenerar antes da morte. Resumindo: ninguém mais sabe o que é suicídio, homicídio, latrocínio e as demais formas de morte por aí afora, termos que já ficaram no passado e que já não fazem parte do dia a dia de Citra e Rowan. 


Citra sabia que os Ceifadores podiam escolher a cor do manto - qualquer cor menos o preto, considerado inadequado para o trabalho deles. Preto era a ausência de luz, e os ceifadores eram o contrário disso. Luminosos e iluminados, eram vistos como a nata da humanidade - e esse era o motivo pelo qual eram escolhidos para o trabalho. 


        Mas o mundo continua limitado. E com tanta gente nascendo e nenhuma gente morrendo (hahah), é preciso que se faça alguma coisa. Do contrário, não vai haver espaço pra tanta gente sendo eterna na terra. Eis que surgem então os Ceifadores. Os Ceifadores são os designados para a tarefa da coleta. Porque ninguém usa mais a palavra morrer ou matar, ou partir desta para a melhor. Aliás o que é religião? Nada disso existe mais. O ser humano agora é quem controla o destino, e os Ceifadores são responsáveis por colocar fim a eternidade de algumas pessoas. Somente o ceifador pode tirar a vida de alguém. Eles são responsáveis por manter em equilíbrio a existência da raça humana. Para eles há regras: não podem fazer discriminações nas coletas; eles tem número mínimo e máximo para coletar durante o ano; não podem se casar e são os únicos permitidos a tirarem a própria vida. Somente os Ceifadores podem se matar, mais ninguém. E todo esse cenário é regido de perto pela Nimbo Cumulo, um tipo de inteligência artificial que rege o planeta e está atenta a tudo. A Nimbo Cumulo é a responsável pela ordem e tudo registra em seu imenso banco de dados. 


        Citra e Rowan de repente veem seus destinos traçados quando o Ceifador Faradai escolhe a ambos para serem aprendizes. Quando se é escolhido para ser aprendiz de ceifador é muito difícil fugir da responsabilidade. E ambos, apesar de não desejarem isso como destino, acabam por ter que passar por esses ensinamentos. Citra e Rowan descobrem que há vários tipos de Ceifadores e cada um tem seu estilo de coleta. Que muitos Ceifadores são honrosos em seu trabalho, mas descobrem também que todo saco de laranja tem aquela laranja podre. Os métodos utilizados para as coletas de Goddard por exemplo, são cruéis e feitas em massa. E parece que Goddard vive uma vida de luxos e indiscreta demais. Acontece que caras como Goddard parecem atrair muitos seguidores. E a partir do momento que grupos se voltam uns contra outros - ainda mais se tratando de Ceifadores - uma grande catástrofe pode estar prestes a acontecer. O que Citra e Rowan não esperavam é que seriam os principais astros desse fogo cruzado. E que suas vidas seriam postas à prova, apenas para satisfazer egos. 


        Nossa, que livro mais genial galera! Realmente adorei, curti muito essa leitura! O livro sugere continuações, mas gostei muito do final, achei que fechou de forma bem direta e  lançando aquela curiosidade no ar, para que você fique com vontade de saber o que aconteceu na vida dos personagens. Adorei a postura da Citra e do Rowan, personagens que cresceram e amadureceram no decorrer da trama, que não tiveram medo ou exitaram em suas escolhas, que apesar das condições desfavoráveis sempre estavam se questionando internamente quem realmente eram e quem realmente gostariam de ser. Gostei muito também dos personagens secundários: o Ceifador Faradai, a Ceifadora Curie, mesmo o Ceifador Goddard que foi um ótimo vilão. O autor soube escrever uma ficção super convincente, uma aventura mesmo, com desfechos inusitados e desdobramentos que eu não esperava. Foi uma grande surpresa esse livro, confesso, pois não esperava que fosse gostar TANTO! Para quem gosta de distopia é um prato cheio, livro muito bem escrito, não deixa pontas soltas e te faz refletir na existência de um mundo onde ser eterno talvez não seja o melhor a ser feito por nós mesmo. Quando se é eterno, onde está a vivacidade do momento? Como não viver dias de robôs, dias repetidos, como viver sem a incerteza de que tudo pode acabar a qualquer momento? São essas reflexões que o livro vai nos trazer e achei super oportunas. Leiam e se surpreendam, como eu me surpreendi. 


A natureza humana é ao mesmo tempo previsível e misteriosa; propensa a avanços grandiosos e inesperados, mas ainda assim mergulhada em egoísmo. 

Sinopse:

Primeiro mandamento: matarás.

A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
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