Resenha : A ilusão do tempo, de Andri Saner Magnason


Livro: A ilusão do tempo
 Autor (a): Andri Snaer Magnason
Editora: Morro Branco / Gênero: Fantasia / Ficção
Páginas: 320 / Ano: 2017
Skoob / Amazon / Saraiva

        Olá gente linda! Tudo bem? Espero que sim! Vamos para a resenha de hoje? Livro lançamento, fresquinho, fresquinho da editora Morro Branco (editora que está sendo uma das queridinhas desse ano, só lançamento top gente). Esse foi mais um lançamento dessa editora esse ano que me surpreendeu e me fez querer gritar aos quatro ventos como essa história é genial. O livro é: A ilusão do tempo, escrito por Andri Snaer Magnason e foi muito premiado. Bom, de cara já me apaixonei pela capa, ta linda, linda e fiquei muito curiosa com a premissa do livro.




        Esse livro tem um toque de fábula, e como eu AMO fábulas me identifiquei muito com a leitura. Ele traz aquele tipo de mensagem subliminar, que nos dá um puxão de orelha de leve, e nos faz refletir sobre temas bastante singulares.

        O livro nos traz como personagens principais Vitória e Obsidiana. Vitória vive em um mundo onde se é possível controlar o tempo. A empresa que é responsável por vender máquinas que proporcionam ao ser humano congelar o tempo se chama TIMAX. Essa empresa vende o lindo sonho de você poder se trancar dentro de um “caixão” e aguardar por dias melhores sem gastar nadinha do seu tempo, poupando sua vida de forma a viver somente dias bons.


        É mais ou menos assim: hoje o dia está chuvoso, e eu detesto dias chuvosos, então eu me deito nessa máquina e a programo para só acordar quando houver o próximo dia ensolarado. Então quando o sol sai novamente, a máquina desperta, proporcionando assim um dia alegre e ensolarado para a pessoa que não quis viver dias nublados. Se você odeia o mês de fevereiro, você pode pulá-lo todinho, basta se deitar na máquina e abrir os olhos novamente que já estará em Março. E o mais interessante é que essa máquina congela o tempo enquanto você está dentro dela, sendo assim, você não envelhece nada de sua vida, você apenas aguarda por dias melhores. Isso faz com que você viva apenas dias felizes e dias sem problemas, de acordo com a programação que faz.

        Mas... essa coisa fantástica de controlar o tempo é altamente cativante e um tanto perigosa. E Vitória descobriu da pior forma. Ela de repente desperta de sua máquina desorientada, por uma senhora chamada Rosa e tudo ao seu redor está aos pedaços. O mundo está deserto, está tudo tomado por plantas e animais, as casas caindo aos pedaços. E vários, vários túmulos fechados. As pessoas se enclausuraram e ninguém sabe por quê. Em busca de respostas, Vitória aceita que Rosa lhe conte uma história, pois não há nada mesmo que possa fazer a não ser confiar nessa estranha que lhe libertou de seu túmulo do tempo.


        A história que Rosa lhe conta é da princesa Obisidiana e de como ela também foi refém das loucuras que as pessoas fazem para driblar a passagem do tempo. A medida que a história se desenrola, Vitória começa a perceber que há uma grande familiaridade com o que está acontecendo com o mundo agora e a história da princesa – e as perspectivas não são nada otimistas. Mas Vitória está disposta a ajudar e fará de tudo para poder ver seus pais novamente. Afinal, eles também estão reféns da ilusão de se viver eternamente dias bons.


Ninguém conquista o mundo, se não conquista o tempo. 

        Nossa, gente... que livro maravilhoso! Eu simplesmente adorei! As sacadas do autor são ótimas, é aquele tipo de livro inteligente, que nos faz refletir sobre muitos aspectos. É uma delícia quando a gente se depara com livros assim, que aguçam nossa curiosidade e traz as reflexões aos pouquinhos, deixando nossa curiosidade alerta a cada virar de página. Obsidiana é uma personagem muito instigante e ao mesmo tempo refém de uma loucura imaginada por seu pai. Ela é uma princesa enclausurada e sufocada pela magia do tempo. E ao mesmo tempo ela acaba se tornando símbolo de uma sociedade também doente e sedenta de milagres e bons presságios. O autor nos provoca constantemente, trazendo a tona questões como adoração de símbolos e falsos deuses, sobre a fragilidade do ser humano que pensa como a massa pensa, sobre a nossa falsa ilusão de sermos controladores do tempo. Um livro que é uma pérola, um achado, que deve ser lido de forma bastante carinhosa e reflexiva, para trazer aquele sentimento de choque mesmo e para nos mostrar que nem sempre a vida é feita somente de dias bons e finais de semana, e nos convida a sair da redoma e nos arriscar a viver, simplesmente. Favoritei esse livro, e só te dou uma condição: Leia! e se apaixone também. 


- Então me diga, Obsidiana, quais são as noticias do mundo do tempo?

Sinopse:
Quando as coisas não vão nada bem e os economistas preveem uma enorme crise financeira, a família de Vitória – assim como o resto do mundo – decide se esconder em suas misteriosas caixas pretas à espera de tempos melhores. No entanto, após vários anos, a caixa de Vitória se abre e a menina se vê em uma cidade em ruínas. 

Sem rumo, ela caminha por prédios e ruas tomadas por florestas e animais selvagens, até chegar à uma casa onde crianças se reúnem em torno de uma senhora para ouvir a história de um rei ganancioso que conquistou o mundo, mas desejava conquistar o tempo. Para poupar sua bela princesa dos dias escuros e sombrios, normais ou sem valor, ele a coloca em uma caixa mágica transparente como cristal, mas feita de uma seda de teia de aranha tão densa que o próprio tempo não consegue penetrar. 

Vitória aos poucos percebe uma conexão entre sua própria história e a do reino mágico. Junto com seus novos amigos, ela precisa encontrar uma forma de consertar o mundo antes que seja tarde demais. 

“Nunca vi uma história em que aventura, ficção científica, conto de fadas e drama contemporâneo estivessem tão bem amarrados, tudo ao mesmo tempo” – Arguimbau

Vencedor do Icelandic Literary Award
Vencedor do Icelandic Bookseller’s Award
Vencedor do West Nordic Children’s Book Award

Resenha : Fazendo meu filme - A estréia de Fani, de Paula Pimenta


Livro: Fazendo meu filme - A estréia de Fani (livro 1)
 Autor (a): Paula Pimenta
Editora: Gutenberg / Gênero: Romance / YA
Páginas: 336 / Ano: 2009
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        Oi gente! tudo legal por ai? Hoje a resenha que trago é do livro mega fofo da Paula Pimenta - Fazendo o meu filme, a estréia de Fani. O livro foi publicado pela editora Gutenberg, e uma amiga minha quem indicou a coleção. São 4 livros publicados e as capas são um arraso. Fiquei apaixonada pelas capas e também por essa primeira história.


        Eu sou muito fã dos livros da Meg Cabot. Para quem já leu a série O diário da Princesa dela verá muitas semelhanças com o tipo de escrita da Paula. Gosto de livros assim fofinhos, são mais destinados para o público jovem, mas me encanto também com histórias assim. Esse é aquele tipo de livro para presentear adolescentes, tanto garotas como garotos, que estão na fase dos paqueras, dos conflitos da adolescência, dos amigos escolares. 



        Fani é uma garota comum e está se acostumando a uma rotina de um novo colégio. Neste novo colégio fez novos amigos, e seus melhores são a Gabi e o Leo. Fani precisa lidar com vários sentimentos novos que estão surgindo: uma paixão platônica pelo seu professor de Biologia, a decisão de sua mãe em inscrevê-la em um programa de intercâmbio e o repentino interesse de Leo pela menina mais chata da sala de Fani.

        Depois que Leo começou a namorar essa garota, parece que ficou distante, não conversa mais com Fani do jeito que conversavam. E Fani sente falta dessa amizade bonita que existia entre os dois. Não entende como o Leo foi se envolver com uma garota tão sem graça e chata. É que Fani acredita que Leo só está com essa garota porque ela é bonita. Mas beleza cansa também, quando não se tem conteúdo.


Incrível como a vida da gente sempre fica suspensa na mão de outras pessoas...


        Gabi porém tem certeza que o Leo só se envolveu com essa tal de Vanessa porque ficou chateado com a decisão de Fani de realmente realizar um intercâmbio. Gabi acha que na verdade o Leo é caidinho por Fani e que só ela não consegue enxergar isso. Mas Fani insiste que não, que entre os dois há apenas uma história bonita de amizade.


       A medida que a história se desenrola acompanhamos o amadurecimento dos sentimentos de Fani, suas desilusões amorosas, o preço que se paga por certas escolhas e que o coração muitas vezes nos prega peças. A narrativa da Paula Pimenta é muito descontraída e fluída, como se a personagem principal estivesse dialogando com a gente. A gente entra tanto na história que quase nos tornamos amigas de Fani. É essa a sensação que temos ao ler esse livro. Parece que estamos muito próximos da Fani, parece que somos a melhor amiga dela. E essa proximidade torna a leitura prazerosa. Fiquei bastante contente com esse primeiro livro. Outro ponto legal de comentar é que Fani é super amarrada em cinema. Ela adora filmes e são muitas as citações que ela faz no decorrer do livro. Cada novo capítulo é iniciado por uma frase de impacto de algum filme legal. Isso deixou a leitura bastante dinâmica e fofa também. 

       
        Não é o primeiro que eu leio da Paula Pimenta. Já li outros livros dela dos quais gostei bastante. Ela escreve muito bem, é concisa e consegue te prender na leitura. Ela escreve de um jeito todo próprio e cativante. Por isso recomendo essa leitura. A gente fica super contente quando lê um livro de autor brasileiro e se apaixona. Vou continuar a série e acompanhar o desenrolar da adolescência de Fani! Essa heroína improvável me conquistou! 


Acho que só quem já passou por isso sabe como é ter o coração arrancado do peito. A sensação é exatamente essa, como se estivesse faltando um órgão vital dentro de mim. Como se eu estivesse sangrando por dentro. 


Sinopse:
Fazendo meu filme é um livro encantador, daqueles que lemos compulsivamente e, quando terminamos, sentimos saudade. Não há como não se envolver com Fani, suas descobertas e seus anseios, típicos da adolescência. Uma história bem-humorada e divertida que conquista o leitor a cada página.
Seja a relação com a família, consigo mesma e com o mundo; seja a convivência com as amigas, na escola e nas festas; seja a relação com seu melhor amigo e confidente. Tudo muda na vida de Estefânia quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima. 

É sobre isto que trata este livro: o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades. As melhores cenas da vida de Fani podem ainda estar por vir.

Indicação de HQ - livro no detalhe


Oi Oi gente!Tudo bem?

Como eu também sou fã de quadrinhos, li recentemente duas HQS muito legais do Batman.

Bom, o Batman é um dos meus heróis favoritos (ele, o SuperMan, a Mulher Gato e o Arqueiro Verde – o arqueiro é por conta do mocinho bonito que interpreta o Oliver mesmo hahaha, mas também gosto muito da história!).

Bom, essas duas HQs são clássicas no mundo dos gibis. Gostei bastante das duas. Mas gostei bastante da Piada Mortal, que conta um dos vários encontros do Curinga com o Batman. O Curinga é o vilão mais legal do Batman, na minha opinião. Ele é insano, ele tem esse sorriso assombroso, e ele é muito doido. Mas nessa Hq vamos descobrir um pouquinho do lado humano dele. E isso foi tão bacana, aproxima a gente do personagem, a gente fica com dó, mesmo sabendo que ele é um vilão. E sabemos que como tudo, na vida é possível que façamos boas e más escolhas. Mas nem sempre acertamos nelas. E essa HQ vai nos mostrar isso.

Deixo essa dica, para quem quiser conhecer um pouco mais desse universo dos quadrinho e se aventurar na calada da noite com nosso homem morcego.

Vou deixar umas fotos com alguns detalhes das HQs. Os desenhos são lindos!




















Resenha : Meus dias com vocês, de Clare Swatman


Livro: Meus dias com você
 Autor (a): Clare Swatman
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance 
Páginas: 288 / Ano: 2017
Skoob / Amazon / Saraiva

        Oi oi galera linda! Tudo em cima? Hoje a resenha que trago é do livro lançamento da editora Arqueiro, “Meus dias com você”, de Clare Swatman. Esse livro foi recebido em parceria com a editora e assim que o vi já fiquei deslumbrada com a capa. E fui logo passando ele na frente, porque estava super empolgada com essa história. A sinopse me deixou muito intrigada e resolvi conferir de perto hahah. 


        Olha, não me decepcionei com essa leitura. Fiquei muito contente com ela. Mesmo sentindo que as vezes a autora se repetia um pouco em relação a certas frases ou acontecimentos, achei a leitura muito gostosa e dinâmica. Não é um livro que empaca, que te deixa incomodada porque as coisas não acontecem logo. Na verdade os capítulos são curtos e se desenrolam rapidamente.

Nossa personagem principal é Zoe. É junho de 2013 e Zoe está vivendo mais um dia de “merda” em seu casamento frustrado, permeado por brigas e assuntos mal resolvidos. Seu esposo Ed, com quem já está casada há vários anos, parece viver para irritá-la e esta será mais uma manhã na qual ele sai para o trabalho sem que se despeçam direito. Mas algo de muito ruim acontece. Ed é atropelado e morre imediatamente no local do acidente. Zoe fica em pedaços, porque apesar de estar em um casamento ruim amava muito Ed. Zoe tinha certeza que as coisas iriam se acertar entre eles, só que agora Ed se foi e Zoe não teve tempo de lhe dizer as coisas que gostaria, nem tempo o suficiente para salvar seu casamento em ruínas.



A verdade é que a simples ideia de continuar vivendo sem a presença dele é como atravessar um imenso deserto sem nenhum sinal de água. 

        Passaram-se dois meses e a dor pela morte de Ed só aumenta. Ficou entalado em sua garganta as palavras não ditas, o eu te amo que talvez concertaria tudo. Zoe resolve mexer no seu jardim, lugar que Ed tanto gostava em um dia chuvoso e em um momento de raiva começa a arrancar todas as plantas tão lindamente cultivadas. Zoe cai para trás ao escorregar e bate a cabeça com força.

        Zoe acorda tonta e desorientada sem saber onde está. Só se lembra de que bateu forte a cabeça e que Ed está morto, e que a solidão dói demais. Mas Zoe não está em seu quarto, ou em um hospital. O lugar onde acorda é conhecido, mas Zoe não consegue acreditar. É o seu antigo quarto, de quando morava ainda com seus pais, pouco antes de entrar para a faculdade. Zoe acordou em Setembro de 1993, mas isso só pode ser um sonho. À medida que Zoe avança nas horas e o dia passa a se desdobrar a sua frente, percebe que talvez não seja um sonho, mas uma nova chance para fazer tudo diferente e tentar salvar Ed. Sim, porque Zoe voltou no tempo, justo no dia em que vai conhecer Ed pela primeira vez. Uma empolgação toma conta dela. Agora a meta de Zoe é tentar fazer as coisas diferentes nessa segunda vez para evitar que seu casamento volte a ser uma ruína.

        Durante a narrativa vamos acompanhando vários dias que Zoe viveu com Ed, dias que foram importantes de alguma forma na vida dos dois e que foram se repetindo com Zoe tentando viver de forma diferente. Cada vez que Zoe dorme ela acorda em um dia diferente ao longo do relacionamento dos dois. Zoe tenta ser menos intolerante, tenta ser mais amorosa, tenta mudar algumas coisas sutis que não foram legais quando vividas pela primeira vez. Achei super interessante essa forma de abordagem da autora, me fez refletir em vários aspectos da minha vida. Como estamos levando nossos relacionamentos? Como cultivamos o amor daqueles que amamos? Vamos esperar acontecer algo trágico para sermos mais tolerantes e amorosos? Infelizmente na nossa vida não há segundas chances, não vamos ter a mesma sorte da Zoe de poder voltar no tempo e mudar nossas atitudes. Então acredito que essa seja a mensagem desse livro: cuidado com suas escolhas porque elas não têm volta, depois de feitas podem destruir ou construir uma grande história.

       Também há outro elemento interessante na história que é um drama que eu também estou vivendo em particular (acho que é por isso me identifiquei tanto com a história): Zoe e Ed estão com dificuldades de engravidar. Muito dos desentendimentos que tiveram durante anos foi em relação a essa grande batalha de tentar ter um filho. E vez após outra, os dois vêm seu sonho de ter um bebe definhar. E esse é o ponto chave da história, e as ações de Zoe talvez possam fazer com que os dois fiquem mais unidos ao invés de mais distantes.


Eu amo você mais do que qualquer outra coisa em todo o mundo. Você é a minha calmaria em meio ao caos, minha alegria nos momentos tristes. Você é tudo para mim. 

       Uma história que me fez refletir muito, que fez com que eu tivesse vontade de abraçar ainda mais meu marido, todos os dias, dizer que o amo, porque nunca sabemos o dia de amanhã e não imagino como seria minha vida sem o meu esposo. A dor de Zoe é a pior dor, a de perder alguém que a gente ama. Será que ela vai conseguir salvar a vida de Ed nessa segunda chance? Você só saberá se ler o livro ;) 


Há sempre alguma coisa que dá errado. Mas nunca é impossível superá-la.


Sinopse:
Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?

Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.

Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?

Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.

A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.

Resenha : Chove Granito, de Gabriel Tempobono


Livro: Chove Granito
 Autor (a): Gabriel Tempobono
Editora: Independente / Gênero: Poemas / Crônicas
Páginas: 100 / Ano: 2016
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        Oi oi galera linda! Tudo bem com vocês? Resenha linda desse livro publicado de forma independente pelo Gabriel Tempobono, “Chove Granito”. Gosto muito de ler livros de autores brasileiros e quando eles lançam livros independentes fico muito feliz de poder ler e prestigiar, para que mais pessoas conheçam o trabalho. Não é fácil começar, não é fácil ser reconhecido, então sempre que posso dou uma força fazendo o que há de melhor: lendo. Só assim podemos espalhar nossa experiência de leitura com outras pessoas.


        O Gabriel além de escrever ilustrou todo o livro. E gente, que coisa mais fofa as ilustrações. Todo o trabalho final ficou perfeito, uma edição muito linda publicada de forma independente. Achei que ficou perfeito o trabalho de capa, as letras e a disposição do conteúdo. Dá gosto de ler.

        O livro fala sobre sentimentos, textos curtos sobre amor, separação, dor, segundas chances que a vida dá, sobre garotas que despedaçam corações, sobre amores que valem a pena serem contados. Um emaranhado de idéias bem delineadas que Gabriel resolveu ilustrar e dispor em forma de livro.


        Vale à pena a leitura para conhecer a obra. Não é um texto fantástico, mas algo bem gostoso de ler, bem sincero e notamos que o Gabriel colocou muito do seu talento gráfico no livro. Vale a pena pelo capricho e pela ousadia, pela simplicidade dos traços e doçura das palavras. 










Sinopse:
Eu falo sobre o agito dos tornados e a fúria das ressacas. Falo Sobre as fotos sem molduras, tortas e escuras. Sobre as cartas borradas pela chuva e por toda maquiagem que escorreu dos olhos dela, ao acordar desesperada e ver que seu amor de uma noite saiu correndo pela porta da frente. Eu falo sobre o medo de altura e sobre ser o Everest. sobre ter o abraço tão quente quanto o Alasca e a mente tão sóbria quanto uma overdose. Tento explicar que não existe coração quebrado que não pode ser colado, costurado e construído do zero. Eu sou uma tempestade de pedras que quebra seu crânio, tritura todos os seus ossos e esmaga todos os seus órgãos, mas dói menos que o amor. Tudo isso é sobre ser a maior tempestade.

Resenha : Um verão para recomeçar, de Morgan Matson


Livro: Um verão para recomeçar
 Autor (a): Morgan Matson
Editora: Novo Conceito / Gênero: Romance
Páginas: 352 / Ano: 2017
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        Oi gente! Tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago é do livro lançamento da editora Novo Conceito “Um verão para recomeçar” da escritora Morgan Matson. Este é o primeiro livro que leio dela, e nem preciso dizer que já logo que vi essa capa me apaixonei né? As cores que usaram são lindas e toda vez que eu pegava esse livro pra ler ficava me imaginando na beira desse lago, aproveitando o entardecer.


        É um livro que não te deixa muito no suspense no inicio, pois você já sabe que vai encontrar um grande drama pela frente: a doença do pai de Taylor. Ele está com câncer terminal, os médicos já o alertaram que tem poucos dias de vida pela frente. E como a família sempre esteve muito ocupada com os afazeres do dia a dia resolve passar os últimos dias do pai na casa do lago onde geralmente passavam os verões.

        Taylor está destruída com a situação de seu pai. Sua mãe e seus dois irmãos também. Mas juntos vão tentar passar o melhor dos poucos dias que restam a ele, com o intuito de guardarem na memória estes últimos momentos juntos. Mas outra questão incomoda Taylor. Faz cinco anos que ela pisou a última vez na sua casa de verão, depois a casa foi alugada por um longo período e agora estão de volta. E quanto Taylor partiu deixou alguns assuntos inacabados: uma amizade com a Lucy que era sua melhor amiga desmanchada e um romance adolescente com Henry em suspenso. Na verdade Taylor fugiu de Henry, sem se preocupar em dar qualquer explicação. É que Taylor não teve coragem de contar o motivo pelo qual estava indo embora e parece que agora vai precisar enfrentar esses assuntos de frente. Por que em todo lugar que Taylor se mete a aparecer: seja no deque do lago, seja na padaria, até no meio do mato, acaba por topar com Henry e seus olhos enigmáticos e acusadores. Henry parece não ter esquecido como terminaram as coisas entre eles e ele não vai facilitar as coisas. Mas será que Taylor está disposta a reconstruir algo? Será que ela tem motivação para pensar em outra coisa a não ser na situação na qual seu pai se encontra?


Enquanto conversávamos, lembrei por que sempre fomos tão bons amigos nas infância. Era como ele me ouvia falar, como não ficava simplesmente esperando para contar sua história. Era como ele sempre media as palavras e sempre respondia com ponderações. E, sempre que ele ria, sua risada parecia sincera.


        Apesar de ser um livro que sugere um tema bem pesado, achei a leitura bastante leve. Há sim a questão da doença do pai de Taylor, mas o livro gira mais em torno de um crescimento pessoal e amadurecimento da personagem principal que é a Taylor. Há a questão do assunto inacabado com seu antigo namorado Henry, há o reencontro com sua antiga amiga Lucy, que também ficou bastante magoada quando Taylor foi embora na primeira vez, há o pai de Taylor que apesar de muito doente não quer ver os filhos empoleirados ali nas suas pernas esperando que sua morte chegue. O pai arruma um passatempo pra todo mundo, porque dá a impressão de que ele só irá morrer em paz se souber que estão todos bem e tocando a vida. Achei essa vertente bastante legal. Os irmãos da Taylor são personagens bem construídos. O irmão de Taylor tem dificuldade com relacionamentos já que é um nerd de carteirinha e não sabe como chamar uma garota para sair e a irmã de Taylor também tem dificuldade de conquistar novas amizades. É um livro com uma importante mensagem, muito bem escrito, divertido, dramático, esperançoso e libertador. 

        Não é uma história que vai mudar sua vida para sempre, mas traz uma mensagem gostosa e simples, como a vida deve ser. O romance entre Taylor e Henry também é um ponto relevante, que te faz torcer para que os mal entendidos sejam solucionados. Um livro bem amorzinho, que eu recomendo, para quem quer uma leitura que mesmo dramática é leve. 


Tudo mudara. Ou, para ser mais precisa, tudo iria mudar. Mas nada havia mudado ainda. Por isso as condolênscias eram artificiais - como se as pessoas estivessem dizendo que sentiam muito pelo incêndio na minha casa, quando ela estava intacta, mas com uma brasa acesa queimando por perto, à espreita. 


Sinopse:
Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.